Lindisfarne Castle

Berwick-upon-Tweed, England - United Kingdom

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O “Castelo de Lindisfarne” (em inglês, “Lindisfarne Castle”) localiza-se na chamada "Ilha Sagrada" (em gaélico “Beblowe Crag”), próximo a Berwick-upon-Tweed, no condado de Northumberland, na Inglaterra.

História

A localização de Lindisfarne, um trecho de costa no Mar do Norte vulnerável aos ataques dos escoceses e dos nórdicos (vikings), tornou patente, à época Tudor, a necessidade de uma fortificação. Adicionalmente a área constituía-se numa fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, tendo servido como campo de batalhas entre as duas Coroas.

Após Henrique VIII de Inglaterra (1509-1547) ter dissolvido o Priorado de Lindisfarne, as suas tropas usaram os restos daquela edificação como armazém naval.

Sob o reinado de Isabel I de Inglaterra (1558-1603), entre 1570 e 1572 foi erguida uma pequena fortificação em Beblowe Crag, com a função de defesa da enseada de Lindisfarne, reforçada posteriormente com plataformas para artilharia. A pedra do antigo priorado foi reaproveitada na construção da fortificação.

A ascensão de Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra (1603-1625) ao poder uniu os tronos escocês e inglês, acarretando a redução do valor estratégico do castelo. À época, a fortificação ainda mantinha uma guarnição oriunda de Berwick.

No contexto dos Levantes Jacobitas (1688-1746), no século XVIII a fortificação foi ocupada por rebeldes jacobitas, mas rapidamente recapturada por tropas vindas de Berwick para o efeito. Na ocasião os jacobitas escavaram uma saída e ocultaram-se durante 9 dias nas proximidades do Castelo de Bamburgh, até conseguirem escapar.

Mais tarde, a fortificação foi utilizada como posto de vigia daquele trecho da costa e, de algum modo, como atração turística. O arquitecto escocês Charles Rennie Mackintosh (1868-1928) fez um esboço do antigo forte em 1901.

Em 1901, tornou-se propriedade de Edward Hudson, um magnata da publicidade e dono do armazém Country Life, para quem o castelo foi remobilado ao estilo Arts & Crafts pelo arquitecto inglês Sir Edwin Lutyens. Afirma-se que Hudson e o arquiteto depararam com o edifício enquanto visitavam Northumberland, tendo escalado a sua parede para explorar o interior.

O jardim murado, a alguma distância da fortificação, e que primitivamente servira como horta da guarnição, foi projetado entre 1906 e 1912por Gertrude Jekyll, amiga de longa data e colaboradora de Lutyens. Entre 2002 e 2006 sofreu intervenção de restauro, sendo devolvido para ao projecto original de Jekyll, actualmente depositado na Reef Collection, na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Desde 1944, o castelo, o jardim e os vizinhos fornos de cal encontram-se aos cuidados do National Trust for Places of Historic Interest or Natural Beauty e encontram-se abertos à visitação pública.

Lutyens costumava usar barcos abandonados (“herring busses”), voltados ao contrário, como barracões. Em 2005, dois desses barcos foram destruídos por fogo posto. Foram substituídos no ano seguinte (2006) e um terceiro barco foi renovado pelo National Trust. Registe-se que o arquitecto espanhol Enric Miralles usou os “herring busses” voltados ao contrário de Lutyens como inspiração para o seu projeto do Edifício do Parlamento Escocês em Edimburgo.

O castelo serviu de cenário a vários filmes, nomeadamente A Tragédia de Macbeth (1971), de Roman Polanski, no qual faz as vezes do Castelo Glamis.

Características

Exemplar de arquitectura militar, de enquadramento rural, isolado numa ilha de maré, no topo de uma colina rochosa. A ilha é acedida a partir de terra firme durante a maré baixa, através de uma calçada.

O acesso ao castelo envolve uma subida íngreme em torno da colina rochosa. O primitivo percurso não era protegido por cerca, afirma-se que instalada após uma vista do futuro rei Jorge V e da Rainha Maria, em 1908, que terão ficado alarmados pelo declive da encosta e pelo pavimento empedrada.

Ao ingressar no castelo o visitante depara-se com um hall de entrada seccionado por grandes pilares de pedra, semelhante à nave de uma igreja com a cor castanho-escuro avermelhado da pedra contrastando com o estuque branco. O espaço é completado por um pavimento simples de pedra.

A cozinha está quase despida, sendo dominada por uma grande lareira de pedra. Aqui, tal como no Castelo Drogo, Lutyens usou o espaço de maneira original. Tal como em todo o castelo, usou pedra, tijolo, ardósia e madeira para criar formas simples, e recorreu a texturas para demonstrar um estilo de vida rústico, espartano. Apesar de ser o espaço de um castelo, mantém-se como um espaço acolhedor, onde a escala humana determina o tamanho da sala, mas com elementos arquitectónicos incongruentes. Na copa existe uma pequena janela sobre uma reentrância da pedra rodeada pelo mecanismo usado para operar o portcullis.

Descendo-se para a sala de jantar, o visitante encontra-se nos remanescentes ao antigo forte Tudor. Aqui, e na nave adjacente, as abóbadas são inteiramente funcionais, uma vez que suportam a bateria situada acima. A ampla lareira compreende um antigo forno de pão; aqui, Lutyens enfatizou a idade da sala com janelas de traça neo-gótica emolduradas por cortinas que pendem ao longo das paredes. Uma das paredes nas extremidades encontra-se pintada num rico azul-da-prússia, o qual contrasta com o padrão em espinha de arenque do chão, em tijolo vermelho.

Uma porta dá para a nave, onde uma parede verde desempenha um papel semelhante. O mobiliário está em consonância, com muita madeira escura nas mesas e armários. As poucas cadeiras e os sofás estofados encontram-se hoje desbotados, em tons suaves.

O quarto maior, a Leste, é luminoso e arejado, possuindo igualmente cortinas. A extensa galeria foi um espaço novo, criado por Lutyens, pensado como eco da grande galeria das casas isabelinas e jacobinas. A escala é muito menor, mas o uso de arcos de pedra exposta e vigas de carvalho conferem um aspecto rústico ao local.

Existe ainda uma galeria superior com uma plataforma elevada num dos extremos. A partir daqui, uma porta de carvalho conduz à bateria superior com as suas amplas vistas ao longo da costa.

A sala de música do castelo foi usada por Guilhermina Suggia, uma visita frequente e atualmente é deixado um violoncelo na sala para assinalar esse fato.

Contribution

Updated at 16/04/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Lindisfarne Castle


  • Castle

  • 1550 (AC)

  • 1572 (AC)



  • United Kingdom


  • Featureless and Well Conserved

  • National Protection



  • +44 1289 389244


  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : United Kingdom
    State/Province: England
    City: Berwick-upon-Tweed

    Holy Island TD15 2SH, Reino Unido


  • Lat: 55 -41' 52''N | Lon: 1 47' 6''W










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