Arraial Velho do Bom Jesus

Recife, Pernambuco - Brazil

O Arraial Velho do Bom Jesus estava localizado à margem do Rio Capibaribe, numa propriedade particular, provavelmente uma fazenda, cerca de 6 Km a oeste do centro histórico de Recife e Olinda. Souza (1885) menciona ter existido nesse lugar o Forte do Quebra-Pratos, no que é seguido por Barretto (1958).



Também conhecido como Bom Jesus do Arraial ou Forte Real do Bom Jesus, esta estrutura foi o acampamento entrincheirado onde Matias de Albuquerque (1590-1647) se organizou quando da Guerra Holandesa (1630-54). Constituiu parte integrante da linha de cerco portuguesa e espanhola em torno de Olinda e Recife, com o fim de confinar o invasor holandês ao litoral, dificultando-lhe o abastecimento e o acesso aos engenhos de açúcar do interior, objetivo econômico da invasão.



Possivelmente com planta de Cristóvão Álvares, fontes da época indicam que se tratava de obra arquitetonicamente rústica, de extraordinária solidez, com perímetro irregular, dotada de fossos com a profundidade de uma lança e meia, e paredes tão verticais que qualquer invasor que neles caísse não poderia escapar. Pelo meio do fosso, um passadiço de terra apiloada, dividia-o em dois. O perímetro amuralhado contava com muralhas de uma lança e meia de altura, também verticais, para dificultar o seu assalto.



Apesar de resistir com sucesso ao ataque holandês de 1633 (do qual Calabar participa), cai em 08/jun/1635, após um sítio de três meses, na mesma época em que o Reduto do Pontal de Nazaré (06/jun) no Cabo de Santo Agostinho, últimos focos da resistência portuguesa na Capitania de Pernambuco, cuja queda abriu às forças holandeses o controle da Zona da Mata nordestina e seus engenhos. Todas as suas estruturas defensivas (fossos e muralhas) foram arrasadas após a rendição, não tendo sido reedificadas.



Em 1859, quando da visita de D. Pedro II (1840-89) à Província de Pernambuco, o imperador buscou localizar as ruínas do antigo forte, sem sucesso, concluindo não existirem vestígios do mesmo. Ao final do século XX, foi conduzida pesquisa arqueológica pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, revelando parte do fosso, a base das muralhas e do terrapleno, bem como grande quantidade de munição e objetos de uso pessoal dos combatentes. O sítio localiza-se na Estrada do Arraial, no bairro da Casa Amarela em Recife.



 



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Arraial Velho do Bom Jesus
Página da enciclopédia Wikipédia versando sobre o chamado Arraial Velho do Bom Jesus, que se localizava à margem do rio Capibaribe, numa propriedade particular, provavelmente um engenho, cerca de seis quilômetros a oeste do centro histórico de Olinda e Recife, no Estado de Pernambuco, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arraial_Velho_do_Bom_Jesus
Arraial Velho do Bom Jesus
Website Brasil Arqueológico, da Equipe do Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, versando sobre o Arraial Velho do Bom Jesus, que se localiza na cidade de Recife, Estado de Pernambuco.

http://www.brasilarqueologico.com.br/arqueologia-arraial-velho-bom-jes...

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Contribution

Updated at 02/10/2013 by the tutor Roberto Tonera.

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Arraial Velho do Bom Jesus

  • Fortim do Bom Jesus do Arraial; Fortim do Arraial do Bom Jesus; Forte Real do Bom Jesus; Forte do Arraial do Bom Jesus

  • Fort

  • 1630 (AC)

  • 1635 (AC)





  • Abandoned Ruins






  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Pernambuco
    City: Recife

    Localizado à margem do Rio Capibaribe, numa propriedade particular, provavelmente uma fazenda, cerca de 6 Km a oeste do centro histórico de Recife e Olinda.


  • Lat: 8 1' 47''S | Lon: 34 54' 47''W





  • Possivelmente com planta de Cristóvão Álvares, fontes da época indicam que se tratava de obra arquitetonicamente rústica, de extraordinária solidez, com perímetro irregular, dotada de fossos com a profundidade de uma lança e meia, e paredes tão verticais que qualquer invasor que neles caísse não poderia escapar. Pelo meio do fosso, um passadiço de terra apiloada, dividia-o em dois. O perímetro amuralhado contava com muralhas de uma lança e meia de altura, também verticais, para dificultar o seu assalto.

  • Ao final do século XX, foi conduzida pesquisa arqueológica pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, revelando parte do fosso, a base das muralhas e do terrapleno, bem como grande quantidade de munição e objetos de uso pessoal dos combatentes.




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