Casa da Pólvora

Porto Alegre, Rio Grande do Sul - Brasil

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A “Casa da Pólvora” localiza-se na Ilha do Presídio, na cidade e município de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Constituiu-se num depósito de munições de guerra e, posteriormente, num presídio.

História

A longa história de militarização da fronteira sul do Brasil, devido aos conflitos com a Coroa de Espanha e mesmo os conflitos internos registados na região, tornaram imperiosa a necessidade de depósitos de pólvora e munições. Existiram vários depósitos com esse nome, o mais conhecido dos quais erguido num afloramento rochoso no meio do Lago Guaíba, em Porto Alegre, a atual Ilha do Presídio.

A primeira Casa da Pólvora de que há notícia foi um pequeno armazém instalado em 1773 no centro da antiga vila de Porto Alegre, na esquina das atuais ruas Riachuelo e General Vasco Alves. As condições desse armazém eram precárias e, como seu material era perigoso, o 9.º governador da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, Paulo José da Silva Gama (1803-1809), determinou a construção de outro mais adequado, longe do centro urbano, e que foi erguido após 1803 na antiga Ponta do Melo, à margem do Guaíba.

Atingida pela queda de um raio em 1831, esta casa explodiu, causando grande alarme na cidade. Após avaliação do evento pela Câmara Municipal, foi decidido que uma nova casa seria construída no meio do Lago Guaíba, ou numa ilhota conhecida como das Pedras Brancas, ou na Ilha de Francisco Manuel. Os planos, entretanto, não se materializaram e a pólvora passou a ser armazenada no Trem de Guerra e, posteriormente, no Arsenal de Guerra.

As preocupações com a segurança da população persistiam. Em 1843 o Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, Luís Alves de Lima e Silva, barão de Caxias (1842-1846; 1851), providenciou para que a munição fosse armazenada em uma grande embarcação fundeada ao largo do porto. Por fim, foi escolhida uma ilha baixa e alagadiça diante do porto como depósito, a chamada Ilha do Paiva, cedida gratuitamente para o efeito pelo seu proprietário, Israel Soares de Paiva. Contudo, quando o Presidente da província do Rio Grande do Sul, Manuel Vieira Tosta, barão de Muritiba (1855-1856) entregou o governo ao seu sucessor em 28 de abril de 1856, já reclamava das suas más condições:

"A casa da pólvora edificada na ilha fronteiriça a esta cidade, apesar de sua elegante aparência e de não ter senão um ano de existência, ressente-se já da pouca solidez do terreno em que foi construída. Essa ilha fica alagada no tempo das enchentes, e a pólvora lá recolhida por muito tempo pode sofrer pela umidade, se as enchentes perdurarem." (FRANCO, Sérgio da Costa (2006) - Guia Histórico de Porto Alegre (4.ª ed.). Porto Alegre, EdiUFRGS, pp. 318-320)

Impondo-se a construção de outra Casa da Pólvora em local com condições mais adequadas, foi escolhida como local do depósito definitivo a Ilha das Pedras Brancas, devido à sua constituição rochosa e localização distante do centro urbano. As obras tiveram início em 1857 e foram concluídas em 17 de julho de 1860.

As instalações permaneceram em uso pelo Exército Brasileiro até à década de 1930. A partir de 1940 a ilha passou a ser administrada pelo Estado do Rio Grande do Sul, que utilizou o espaço, nos anos de 1947 e 1948, como laboratório de pesquisa animal, com foco na peste suína.

A transformação da ilha em um presídio ocorreu em 1950, destinado inicialmente a recolher jovens por delitos leves, pessoas com problemas psiquiátricos e menores de idade. Por esse motivo a ilha passou a ser conhecida pela atual denominação, Ilha do Presídio. Com o início da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) o presídio passou a ser utilizado para detenção de presos políticos, estimando-se que, entre as décadas de 1960 e 1970 tenha recolhido mais de cem pessoas.

O presídio foi desativado em 1983 e, desde então, encontra-se desocupado. A Ilha do Presídio encontra-se classificada como Patrimônio Histórico do Estado, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) pela Portaria n.º 96/2014, publicada em Diário Oficial de 24 de dezembro de 2014. Encontra-se registada no Livro do Tombo sob os n.ºs 140 (Histórico) e 06 (Arqueológico, Etnológico e Paisagístico) desde 30 de dezembro do mesmo ano. Encontra-se tombada pelo e registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Sítio Arqueológico Histórico.

A antiga Ilha do Paiva, hoje conhecida como Ilha da Casa da Pólvora, foi integrada ao Parque Estadual Delta do Jacuí e os antigos edifícios do paiol, da casa da guarda e da Casa da Chácara encontram-se protegidos legalmente, tendo sofrido intervenção de consolidação e restauro entre 1998 e 2001, sendo requalificados para sediar o Ecomuseu Jacques-Yves Cousteau.

Características

Exemplar de arquitetura militar, de enquadramento periurbano, isolado.

O conjunto arquitetónico da Ilha do Presídio possui duas edificações principais: o Prédio da Guarda e o Prédio do Presídio. O primeiro apresenta paredes externas e alguns pilares no pavimento térreo, que deveriam constituir o apoio do entrepiso (não mais existente, assim como as vigas e a cobertura). Uma circulação externa conduz ao átrio onde se encontra o único vão de acesso ao interior do antigo presídio. O prédio do presídio apresenta um corredor central com cinco celas em cada lado, onde ficavam alojados os presos políticos. Ao fundo há uma sala maior, denominada de “Campo Santo” pelos presos comuns, que ali foram reunidos a partir da chegada dos presos políticos. As construções atuais possivelmente mantêm uma relação com a localização e com as estruturas do antigo paiol da pólvora. A Ilha do Presídio apresenta ainda duas guaritas, de quatro anteriormente existentes, duas caixas d’água e caldeiras metálicas.



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Contribuciones

Actualizado en 08/05/2019 por el tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuciones con medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Casa da Pólvora


  • Polvorín

  • 1857 (DC)

  • 1860 (DC)



  • Brasil


  • Ruinas abandonadas

  • Protección Provincial
    Protección Nacional
    A Ilha do Presídio encontra-se classificada como Patrimônio Histórico do Estado, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) pela Portaria n.º 96/2014, publicada em Diário Oficial de 24 de dezembro de 2014. Encontra-se registada no Livro do Tombo sob os n.ºs 140 (Histórico) e 06 (Arqueológico, Etnológico e Paisagístico) desde 30 de dezembro do mesmo ano. Encontra-se tombada pelo e registrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Sítio Arqueológico Histórico.





  • Ruinas

  • ,00 m2

  • Continente : Sudamérica
    País : Brasil
    Estado/Província: Rio Grande do Sul
    Ciudad: Porto Alegre

    Ilha do Presídio, Porto Alegre, RS


  • Lat: 30 7' 15''S | Lon: 51 17' 16''W










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