Castle of Loarre

Loarre, Huesca - Spain

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O “Castelo de Loarre” (em castelhano: “Castillo de Loarre”) localiza-se no município de Loarre, província de Huesca, na Comunidade Autónoma de Aragão, na Espanha.

Após ter sofrido intervenção de conservação e restauro em nossos dias, é considerado a mais importante fortificação do românico espanhol (séculos XI e XII).

Em posição dominante sobre a serra de Gratal, dominando o acesso aos Pireneus, a partir da sua posição descortina-se toda a planície da Hoya de Huesca, nomeadamente sobre Bolea, principal praça muçulmana da região, que controlava as férteis ricas terras agrícolas da planície.

História

O achado de moedas romanas, na escavação arqueológica no solar do castelo poderá indicar que a fortificação terá sido erguida sobre o assentamento romano de “Calagurris Fibularia”.

O castelo foi erguido a partir de 1020 por iniciativa de Sancho Garcês III de Pamplona, "o Grande" (1004-1035), para servir como base de operações a partir de onde poderia organizar ataques contra a posição muçulmana em Bolea. Remontam a esse período o edifício real, a capela, o torreão da Rainha, a praça de armas, os quartéis, as dependências de serviço e a torre de menagem (antiga torre albarrã).

Sob o reinado de Sancho I de Aragão (1063-1094), até 1071 empreendeu-se uma campanha de obras de ampliação que lhe conferiu o atual aspecto. Datam deste período as demais edificações do conjunto, inclusive a igreja de San Pedro. Após a ampliação foi fundado no local um mosteiro, sob a regra de Santo Agostinho.

Pedro I de Aragão (1094-1104), filho de Sancho I, mudou a cabeça da congregação para Montearagón, com o que Loarre perdeu a sua função monástica.

O recinto muralhado foi construído em 1287.

Com o avanço da Reconquista cristã para o Sul, a região deixou de ser fronteiriça, e a posição defensiva do castelo perdeu a sua primitiva função estratégica. A região inicia um gradativo processo de decadência, com exceção da participação em alguns episódios da história do reino de Aragão, como ocorreu no contexto da revolta do conde Urgel (1413-1414), quando o castelo tomou o partido do conde e sofreu assédio das forças realistas em 1413. Na ocasião a abadessa Violante de Luna defendeu ferozmente o castelo que, entretanto, veio a cair ante os sitiantes.

Ainda no século XV, a população que vivia aos pés do castelo, mudou-se para a atual vila de Loarre, reutilizando materiais da antiga fortificação. A partir de então o processo de decadência da mesma acentuou-se.

Foi declarado como Monumento Nacional por Resolução de 5 de março de 1906, publicada em 9 de março. Em nossos dias encontra-se classificado como "Bien de Interés Cultural” sob o n.º 7-INM-HUE-006-149-001 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha. As instituições locais e regionais estão interessadas em promover a sua declaração como Património da Humanidade pela UNESCO..

O conjunto encontra-se em bom estado de conservação.

O castelo foi utilizado como locação de diversas produções, entre as quais:

- o programa da TVE “La noche de los castillos” (1994).

- o filme de Antonio Jose Betancor, “Valentina” (1982), baseado na novela do aragonês Ramón José Sender Garcés, “Crónica del alba”.

- o filme de Ridley Scott, "Kingdom of Heaven” (2005).

- o filme de Inés París, "Miguel y William” (2007).

- a série da TVE “El Ministerio del Tiempo” (2015-2017)

Em 2015 foi publicada a novela histórica “El Castillo”, de Luis Zueco, tendo o Castelo como ponto central do enredo.

Características

Exemplar de arquitetura militar, em estilo românico aragonês, no alto de um promontório rochoso que utiliza como alicerce, na cota de 1070 metros acima do nível do mar.

O conjunto encontra-se assim descrito em uma revista especializada:

O castelo cristão tal como o compreendemos hoje, erigido com materiais duradouros e provido de divisões e capelas, começou a configurar-se no período românico. Na Espanha conserva-se o melhor exemplar existente de fortaleza românica, com elementos que abarcam os séculos XI ao XIII: trata-se do Castelo de Loarre, que, ao afastar-se a fronteira pouco após a sua construção, ficou a salvo da dupla ameaça - das investidas bélicas e das ânsias renovadoras.

Enquanto o cinturão externo de muralhas parece ser o mais tardio, o castelo propriamente dito encerra um grande conjunto de divisões, delas tendo-se perdido pouco mais do que as estruturas de madeira e os rebocos. Entre as torres, a da Rainha possui no seu interior uma chaminé da altura em que estas se inventaram, no século XI. Há salas com grandes arcos-diafragma sobre os quais descansariam as coberturas de madeira, bem como um salão de grande aparato, o qual embora estando muito arruinado conserva uma ampla abertura, de caráter palaciano e não defensivo, aberto sobre a paisagem. Em qualquer caso, surpreende-nos o talento dos construtores para se adaptarem ao terreno, colocando escadas onde necessário, que traçam complexas ligações e que às vezes adquirem uma certa monumentalidade.

No plano artístico, o mais destacado de Loarre é a igreja, posterior a uma capela de tipo lombardo, que também se conserva. Esta igreja, coberta por uma grande cúpula, possui o paradigma das absides verticalistas, que abrangem os dois pisos do templo e da cripta em que se apoiam […].”
(Descubrir el patrimonio español: Románico. In Descubrir el arte, junho de 2015, p. 85.)

Está rodeado por uma extensa muralha (172 metros), amparada por torreões de planta semicircular, que delimita uma área de cerca de 10 mil m².

O portão de armas é em estilo românico, com decoração no tímpano. Ultrapassando-o abre-se uma imponente escadaria coberta por abóbada de canhão decorada. Nos lados da escada abrem-se duas salas: a da esquerda é o corpo da guarda e a, da direita, a cripta de Santa Quintería, local de sepultamentos. A partir dela, por duas estreitas escadas acede-se a igreja de San Pedro, acima da cripta. A igreja apresenta uma única nave e ábside  semicircular decorada com colunas adossadas às paredes com capiteis esculpidas com motivos fantásticos, vegetalistas e bíblicos. A nave é coberta por uma abóbada de canhão decorada. Entre a ábside e a nave abre-se uma cúpula com 26 metros de altura.

À direita desta edificação situam-se as dependências dos religiosos e as dos nobres, que habitavam o castelo. Há também o calabouço (que foi usado ainda como depósito) e a sala de armas. Várias janelas permitem a vista para o local onde a vila de Loarre se localizava até ao século XVI.

Ao sul, no que foi uma parte do primitivo castelo, abre-se o pátio de armas e, ao lado, a Igreja de Santa Maria, que já existia antes da fundação do mosteiro. Destam-se ainda a cisterna, com capacidade para armazenar até 8.000 litros de água, quartéis, a torre norte (hoje destruída) e as cozinhas.

A chamada “Torre de la Reina” situa-se acima da entrada da parte militar, protegendo-a. A torre de menagem ergue-se a 22 metros de altura, dividida internamente em 5 pavimentos, ligada ao castelo por uma ponte levadiça.

Contribution

Updated at 31/10/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

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  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Foi declarado como Monumento Nacional por Resolução de 5 de março de 1906, publicada em 9 de março. Em nossos dias encontra-se classificado como "Bien de Interés Cultural” sob o n.º 7-INM-HUE-006-149-001 no catálogo de monumentos do Património Histórico de Espanha.



  • +34 974 34 21 61


  • Tourist-cultural Center

  • 10000,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Spain
    State/Province: Huesca
    City: Loarre

    22809 Loarre, Huesca, Espanha


  • Lat: 42 -20' 29''N | Lon: 0 36' 45''










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