Aragonese Castle of Otranto

Otranto, Lecce - Italy

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O “Castelo Aragonês de Otranto” (em italiano: “Castello Aragonese di Otranto”) localiza-se na cidade e comuna de Otranto, na província de Lecce, região da Apúlia, na Itália.

A cidade situa-se na costa leste da península de Salento, sobre o estreito de Otranto, que une o Mar Adriático ao Mar Jónico, e separa a Itália da Albânia.

A fortificação inspirou o primeiro romance gótico da história – “The Castle of Otranto” –, de autoria do romancista britânico Horace Walpole, em 1764.

História

Antecedentes

Importante ponto de contato com o Império Bizantino, desde a Antiguidade a cidade de Otranto contou com obras defensivas. O cerco sofrido pela cidade em 1067 danificou seriamente a sua fortificação, reparada e reforçada anos depois, por determinação do normando Roberto de Altavila, o Guiscardo (1025-1085), duque da Apúlia, Calábria e Sicília.

Uma campanha de intervenção suábia teve lugar em 1228 por determinação de Frederico II do Sacro Império Romano-Germânico (1225-1228).

A atual fortificação

Severamente danificada após o massacre em Otranto em 1480, ano em que todo o sul da península Itálica foi assolado pelos Turcos Otomanos, a fortificação necessitou ser reconstruída, o que foi empreendido por iniciativa de Afonso II de Nápoles (1494-1495). 

No ocaso desse século, quando a cidade foi entregue aos venezianos, a fortificação foi remodelada, adaptada ao avanço da pirobalística. Dessa fase aragonesa subsistem apenas traços da torre de planta cilíndrica incorporada no baluarte e nas cortinas nordeste da muralha.

A aparência atual da fortaleza deve-se ao vice-rei espanhol, que a converteu numa verdadeira obra-prima da arquitetura militar. O baluarte poligonal, acrescentado em 1578 no lado voltado ao mar, incorporou o baluarte aragonês preexistente.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado.

A primitiva fortificação, erguida ao final do século XV, apresentava planta no formato trapezoidal com quatro “Rondelle” (torres de planta circular) nos vértices, com as do lado voltado ao mar mais salientes, como preconizado nos tratados de Francesco di Giorgio Martini.

A atual configuração é fruto de sucessivas modificações ao longo do século XVI, impostas pela evolução da pirobalística. Apresenta planta poligonal, definida por três torres de planta circular em alvenaria de pedra de carparo (“Alfonsina”, “Duchessa” e “Ippolita”), ligadas por cortinas que delimitam a praça de armas, e um baluarte poligonal, voltado ao mar (“Punta di Diamante”). Na cortina Noroeste rasga-se o portão de armas, antecedido pela ponte sobre o fosso. Originalmente era uma ponte levadiça, substituída por outra em pedra, sobre arcos, com pavimento de madeira, possivelmente oriundo da ponte original.

Ultrapassado o portão de armas, um estreito corredor conduz ao pátio de armas. Todas as dependências em seu interior, dispostas ao abrigo das muralhas, de planta quadrangular ou retangular, apresentam tetos abobadados, à prova de bombas.

Fora do pátio de armas desenvolvem-se dois salões, certamente entre os mais representativos de todo o conjunto: o salão triangular e o retangular.

O salão triangular foi fruto das ampliações de meados do século XVI, quando foi erguido o baluarte poligonal voltado ao mar. Aqui se destaca a cobertura abobadada, definida pela intersecção de três arcos de pedra de carparo.

A capela, no pavimento térreo, é decorada parcialmente com afrescos, diversos quadros e inscrições epigráficas, com destaque para a do túmulo de Dona Teresa de Azevedo, falecida em 23 de fevereiro de 1707, onde seu esposo, Dom Francesco de la Serna e Molina, castelão à época, sobre as suas (dela) virtudes registou: “esempio di pudicizia, dea di bellezza, modello di onestà, prole di eroi spagnoli" (“exemplo de modéstia, deusa da beleza, modelo de honestidade, mãe de heróis espanhóis”).

Abaixo do pavimento térreo desenvolve-se uma rede de túneis, galerias e pequenas salas, que caracterizam o chamado "Subterrâneo". Esse sistema, de elevado interesse histórico, permaneceu quase inalterado desde a construção da primeira fortificação em fins do século XV. É aqui que melhor podem ser observadas as diferentes etapas construtivas da fortificação: o período inicial de construção (fim do século XV), os revestimentos e reforços das cortinas e de alguns "Rondelle" (início do século XVI), a construção do baluarte poligonal (meados do século XVI) e a construção do pontão voltado ao mar (fim do século XVI).

Uma escada de pedra coberta e uma escada de pedra exterior permitem o acesso ao balcão do primeiro pavimento, que dá acesso a uma série de salas que acompanham, em grandes linhas, as do térreo. A partir deste nível também é possível o acesso às três "Rondelle" remanescentes.

No interior das torres, protegidas por uma grossa cortina externa, existem salões de planta circular, recobertos por cúpulas hemisféricas em pedra de carparo, nas quais se dispõem canhoneiras para as peças de artilharia.

No alto encontram-se os caminhos de ronda, protegidos por espessas muralhas, onde se rasgam canhoneiras.

Tanto nas cortinas externas quanto nas internas (voltadas ao praça de armas) observam-se brasões de armas de reis e nobres, protagonistas da história da fortificação, com destaque para o do alto do Portão de Armas.

Os mártires de Otranto

Após a conquista de Constantinopla (1453) o Império Otomano estabeleceu como objetivo a expansão na Itália meridional. Por isso, a 28 de julho de 1480, uma esquadra com 140 navios, transportando 15 mil homens, aportou frente a Otranto, na época uma cidade com 6 mil habitantes. O plano consistia em iniciar a conquista por aquele local, uma vez que naquele momento a cidade encontrava-se indefesa, uma vez que o exército aragonês estava empenhado em lutas na Toscana.

Instados, os habitantes da cidade recusaram a rendição e Otranto ficou sob pesado bombardeio até 12 de agosto, quando caiu. Os otomanos deram início ao saque, profanando a Catedral e assassinando o bispo Stefano, todos os cônegos, clérigos e leigos que ali haviam buscado refúgio.

No dia seguinte, o comandante da esquadra, Gedik Ahmet Pascià, um cristão libanês convertido ao islamismo, determinou que todos os homens acima de 15 anos de idade - cerca de 800 - , fossem conduzidos ao acampamento turco e obrigados a negar a sua fé. A resposta foi dada em nome de todos pelo leigo Antonio Primaldo: "Nós acreditamos em Jesus Cristo Filho de Deus, em quem somos salvos. Preferimos morrer mil vezes do que O negar e de nos tornarmos muçulmanos".

Diante da recusa Pascià ordenou a execução dos 800 homens, que foram decapitados e tiveram os seus corpos dilacerados (14 de agosto). Os cadáveres permaneceram insepultos durante um ano no local do martírio - a Colina dos Mártires - até maio de 1481, quando foram encontrados pelas tropas aragonesas que regressaram para libertar Otranto dos otomanos. Os seus restos mortais foram colocados na igreja ao lado, na fonte da Minerva, e depois transferidos para a Catedral.

Os santos Antonio Primaldo e outros mártires, referidos simplesmente como Mártires de Otranto, foram beatificados a 14 de dezembro de 1771 pelo Papa Clemente XIV e canonizados a 12 de maio de 2013 pelo Papa Francisco.

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  • Castello Aragonese di Otranto

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  • Italy


  • Restored and Well Conserved




  • +39 0836 210094

  • astelloaragoneseotranto@gmail.com

  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Italy
    State/Province: Lecce
    City: Otranto

    Piazza Castello,
    73028 Otranto LE, Itália


  • Lat: 40 -9' 20''N | Lon: 18 -30' 27''E










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