Kissamos Fort

Kissamos, Chania - Greece

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O “Forte de Kissamos”, também referido como “Kastélli Kissámou” ou simplesmente “Castéli”, localiza-se na vila, e município de Kissamos, na unidade regional de Chania, na costa noroeste da ilha de Creta, na Grécia.

Situada no golfo de Kissamos ou Myrtilos, entre as peninsulas de Gramvousa e de Spatha, o topónimo Kissamos apenas foi oficializado em 1969, pois até então a vila era conhecida por “Castelli” ("castelo"), devido ao forte veneziano que ali existia: o “Castel Chissamo”.

História

Em 1204, quando o genovês Enrico Pescatore, conde de Malta, conquistou Creta, fez construir 15 fortificações para protegê-la. Data desse momento a primeira fortificação no local (“Kastelli”). Diante da conquista veneziana de Creta (1209-1211), na posse desta fortificação, os venezianos restauraram-na, transformando-a no centro militar defensivo da região.

O forte apresentava planta pentagonal irregular, compreendendo quartéis, prisões, igreja e um poço. 

Desde as primeiras revoltas dos habitantes contra o domínio veneziano, o forte tornou-se um alvo, como, por exemplo em 1262, quando os cretenses, com a ajuda do imperador bizantino Miguel VIII Paleólogo (1259-1282), tentaram conquistá-lo, sem sucesso.

Durante as revoltas de 1333 e 1341, os venezianos destruíram o burgo que havia se desenvolvido em torno do forte, mas, mais tarde, decidiram reconstruí-lo. A partir daí, o burgo passou a ser chamado de “Kastelli”,como todos os demais da ilha.

Em 1538, a fortificação foi destruída pelo corsário otomano Hayreddin Barbarossa, vindo a ser reparada em 1554. Em 1583, Castel Chissamo contava com 845 habitantes. Em 1595 foi arrasado por um terremoto. Artilhado com 35 peças em 1630 - de acordo com informação de Francesco Basilicata -, a fortificação foi reconstruída por Lorenzo Contarini em 1635.

No contexto da 5.ª Guerra Otomano-Veneziana (1645-1669), em 1646 os otomanos sitiaram o forte, que caiu após a traição do seu comandante, Giovani Medici, quando já severamente danificada pela artilharia inimiga e com a maioria de seus soldados mortos por peste. Os seus novos senhores procederam de imediato aos reparos devidos, reguarnecendo-o.<br />
Durante a ocupação otomana de Creta o forte foi o centro de muitas atividades revolucionárias. Como exemplo, no contexto da Guerra de Morea (1684-1699), durante a primeira revolução cretense, os rebeldes, sob o comando do almirante veneziano Mochenigo Aloisio, ocuparam temporariamente o forte (1692).

No contexto da Guerra de Independência da Grécia (1821-1829), em 1821 o forte foi usado como prisão para o bispo da diocese de Kissamos, Melchizedek Despotakis. De lá, os turcos arrastaram-no para uma praça, para enforcá-lo. Quando o conflito se generalizou, 1800 turcos de Kissamos buscaram refúgio no forte, que foi sitiada por rebeldes e dois navios vindos da ilha de Hydra, no arquipélago das Ilhas Sarónicas.

Em fevereiro de 1823, durante a preparação para o desembarque do novo líder da Revolta Cretense, Emmanuel Tombazis, os rebeldes organizaram a libertação das províncias de Kissamos e Selino, forçando os turcos a buscar proteção no forte. Assim, o navio “Terpsichore” chegou ao porto de Drapanias, desembarcando Tombazis e 600 voluntários gregos do continente. Os gregos sitiaram o forte até 25 de maio de 1823, quando os turcos capitularam, entregando as suas armas. A bandeira grega foi hasteada após séculos em Creta.

Os turcos seguiram para Chania, onde se reagruparam e retornaram para Kissamos onde, após uma sangrenta batalha, conseguiram recuperar Castelli. Em 1825, o forte voltou às mãos de 900 gregos, oriundos de Monemvasia, no Peloponeso. Essa força dirigia-se ao Forte de Gramvousa,mas o mau tempo e a informação de que havia apenas 20 defensores em Kissamos, levou-os a impor cerco ao forte em Castelli. No entanto, após 3 ou 4 dias, 2.000 turcos chegaram a Castelli, reocupando o forte.

Durante a Revolta de Creta (1866-1869), em 1866 o forte foi novamente alvo dos rebeldes, liderados por Skalidis. Sofreu assédio pelo Coronel Vyzantios e pelo Major Froudarakis, que foi suspenso quando este último foi morto.

Em 1897-1898, a história repetiu-se, mas os turcos foram resgatados pelas grandes potências (Áustria-Hungria, França, Império Alemão, Reino da Itália, Império Russo e Reino Unido).

Em nossos dias subsistem restos da muralha e alguns baluartes defensivos dos períodos veneziano e otomano, como do Forte de Kissamos, nomeadamente das muralhas e edificações otomanas.



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Contribution

Updated at 30/05/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


  • Kissamos Fort

  • Kastélli Kissámou, Castéli, Castel Chissamo

  • Fort

  • 1204 (AC)




  • Greece


  • Conserved Ruins






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Greece
    State/Province: Chania
    City: Kissamos



  • Lat: 35 -30' 13''N | Lon: 23 -40' 51''E




  • 1630: 35 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres.






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