Imeri Grambússa Fortress

Kissamos, Chania - Greece

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A “Fortaleza de Imeri Grambússa” localiza-se no ilhéu de Imeri Grambússa (em grego: "Ήμερη Γραμβούσα"), cujo nome significa "Grambússa mansa", situa-se na baía de Balos, a cerca de 1 quilómetro a oeste da praia homónima, na península de Grambússa, município de Kissamos, na unidade regional de Chania, ilha de Creta, na Grécia.

No ilhéu, atualmente uma popular atração turística, destacam-se em sua parte mais alta, as ruínas de um forte veneziano e de edifícios erguidos por rebeldes cretenses, obrigados a viver como piratas durante a Guerra de Independência da Grécia (1821-1829).

História

Guerras otomano-venezianas

A Sereníssima República de Veneza estabeleceu-se em Creta a partir de 1204, constituindo-se o Ducado de Cândia.

A fortaleza de Imeri Grambússa foi construída entre 1579 e 1584 com a função de defesa da costa noroeste de Creta.

Durante a 5.ª Guerra Otomano-Veneziana (1645-1669), a maior parte da ilha de Creta foi conquistada pelos otomanos nos primeiros anos do conflito. Diante da queda dúltima praça veneziana, Cândia (atual Heraclião), pelos termos do acordo capitulação (16 de setembro de 1669), os venezianos entregavam-na aos otomanos, mas conservavam as ilhas-fortaleza de Grambússa (Carabus), Souda e Espinalonga. As três revestiam-se de valor estratégico uma vez que defendiam as rotas comerciais de Veneza com o Levante, podendo constituir-se em importantes bases de operação na eventualidade de uma nova guerra com o Império Turco. Adicionalmente, muitos cristãos encontraram refúgio nestas fortalezas diante do domínio otomano.

No contexto da Guerra de Morea (1684-1699), o capitão napolitano Giocca traiu os venezianos entregando Grambússa aos turcos em troca de suborno (6 de dezembro de 1691), tendo vivido o resto dos seus dias em Constantinopla, conhecido pela alcunha "Capitão Grambusas". Pouco depois do início do domínio otomano, rebeldes cretenses começaram a usar as três fortalezas costeiras como ponto de agrupamento.

No contexto da Guerra Otomano-Veneziana (1714-1718), em 1715 os otomanos capturaram as últimas possessões venezianas em Creta.

Guerra de independência grega

No contexto da Guerra de Independência da Grécia (1821-1829), o forte caiu nas mãos dos insurgentes. Em 1823, Emmanouil Tombazis, comissário do governo provisório para Creta, fracassou em reforçar as defesas em Grambússa quando houve oportunidade para tal, logo após a sua chegada à ilha.

No fim do verão de 1825, um corpo de três ou quatro centenas de cretenses, que tinham combatido outros gregos no Peloponeso, dirigiram-se a Creta. Em 9 de agosto de 1825, este corpo, sob o comando de Dimitrios Kallergis e Emmanouil Antoniadis, disfarçados de turcos, conquistaram a fortaleza de Grambússa, que se tornou a sua base de operações do Comité Revolucionário de Creta. Esta e outras ações revitalizaram a insurgência cretense, dando origem ao chamado "período Grambússa".

Apesar dos otomanos não terem conseguido retomar a fortaleza, lograram impedir o alastramento da revolta às províncias orientais de Creta. Os rebeldes (mais de 3 mil homens) foram cercados em Grambússa por mais de dois anos e tiveram que recorrer à pirataria para sobreviverem. A sua atividade foi de tal ordem, que afetou gravemente as relações turco-egípcias e a navegação europeia na região. Nesse período, a população organizou-se e ergueu uma escola e uma igreja, esta última sob a invocação de Panágia e Cleftrina (“Panagia i Kleftrina”), dedicada às esposas dos cléftes (em grego: "κλέφτης"; transliterado: "kléphtēs") (nome dado aos rebeldes gregos), nomeadamente aos piratas.

Em 1828, o novo governante da Grécia, Ioánnis Kapodístrias, enviou Alexander Mavrocordatos com o apoio de navios de guerra britânicos e franceses para erradicar os piratas. A expedição resultou na destruição de todos os navios dos piratas de Grambússa e a fortaleza ficou sob controlo britânico. Em 5 de janeiro de 1828, por ordem de Kapodístrias, Hadzi Michalis Dalianis desembarcou em Grambússa com 700 homens. Mediante a assinatura do Protocolo de Londres (1830), Creta passou para o domínio do Império Turco.

Durante a revolta cretense de 1878, apenas as fortificações de Grambússa, Ierápetra, Espinalonga, Heraclião, Retimno, Izedim (perto de Kalives), Chania, e Kissamos escaparam a ser capturadas pelos rebeldes porque estes não dispunham da artilharia necessária para o efeito.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, marítimo, na cota de 137 metros acima do nível do mar.



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Contribution

Updated at 29/05/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (2).


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  • Fortress





  • Greece


  • Conserved Ruins






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Greece
    State/Province: Chania
    City: Kissamos



  • Lat: 35 -37' 28''N | Lon: 23 -35' 27''E










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