Spinalonga Fortress

Elounda, Lasithi - Greece

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A “Fortaleza de Spinalonga” localiza-se no ilhéu de Spinalonga, no golfo de Mirabelo, próximo á cidade de Elunda, na prefeitura de Lasíti, no nordeste da ilha de Creta, na Grécia.

História

A história do ilhéu está ligada à “polis” de Elunda (antiga ”Olunte”), que durante a antiguidade manteve um prolongado conflitou com a de Lato por hegemonia territorial. Nos períodos romano e bizantino, a cidade teve um próspero desenvolvimento.

Durante o século VII, sofreu com a ação de corsários muçulmanos no Mediterrâneo, vindo a ser abandonada.

A Sereníssima República de Veneza estabeleceu-se em Creta a partir de 1204, constituindo-se o Ducado de Cândia.

Em meados do século XV Elunda foi ocupada pelos venezianos, que a reconstruíram e ampliaram, com especial atenção ao seu porto, em função do lucrativo comércio de sal na região. Diante da emergência da ameaça dos turcos otomanos, nomeadamente após a queda de Constantinopla (1453), e face aos contínuos ataques de piratas, os venezianos decidiram fortificar o ilhéu na extremidade da península de Spinalonga. O cartógrafo veneziano Vincenzo Coronelli afirmou que Spinalonga não havia sido sempre uma ilha, mas sim, havia estado ligada à península adjacente. Ele registou que, em 1526 os venezianos cortaram uma parte da península, tendo criado a ilha.

Em 1578, os venezianos encarregaram o engenheiro Genese Bressani  de planear as fortificações da ilha. Ele projetou baluartes nos pontos mais altos a norte e a sul da ilha, bem como um anel de muralhas ao longo da costa, para evitar qualquer tentativa de desembarque inimigo. Em 1579, o  "Provveditore Generale" de Creta, Luca Michiel, colocou a pedra fundamental da fortificação, erguida sobre os restos de uma antiga acrópole. Mais tarde, em 1584, percebendo que as fortificações costeiras eram fáceis de conquistar por inimigos que atacassem a partir da colina próxima, os venezianos decidiram fortalecer a defesa construindo novas fortificações no topo da colina.

Durante a 5.ª Guerra Otomano-Veneziana (1645-1669), a maior parte da ilha de Creta foi conquistada pelos otomanos nos primeiros anos do conflito. Diante da queda dúltima praça veneziana, Cândia (atual Heraclião), pelos termos do acordo capitulação (16 de setembro de 1669), os venezianos entregavam-na aos otomanos, mas conservavam as ilhas-fortaleza de Espinalonga, Grambússa (Carabus) e Souda. As três revestiam-se de valor estratégico uma vez que defendiam as rotas comerciais de Veneza com o Levante, podendo constituir-se em importantes bases de operação na eventualidade de uma nova guerra com o Império Turco. Adicionalmente, muitos cristãos encontraram refúgio nestas fortalezas diante do domínio otomano.

No contexto da Guerra Otomano-Veneziana (1714-1718), em 1715, após um assédio de três meses, os otomanos capturaram Spinalonga, erradicando as últimas forças venezianas em Creta.

No século XIX, ao final da ocupação turca de Creta, as fortificações de Spinalonga e Ierápetra, serviram como refúgio a muitas famílias otomanas que temiam represálias cristãs.

Após a Revolução de 1866 outras famílias otomanas chegaram ao ilhéu, oriundas de todas as regiões de Mirabelo.

Durante a revolta cretense de 1878, apenas as fortificações em Spinalonga e em Ierápetra não foram tomadas pelos insurgentes cristãos de Creta.

Em 1881 1.112 otomanos formaram a sua própria comunidade no ilhéu e, mais tarde, em 1903, os últimos turcos deixaram-no.

Spinalonga passou a ser utilizada como centro de confinamento para os doentes de hanseníase em Creta, tendo as dependências da antiga fortaleza sido requalificadas pelos próprios internos, que ali viveram a partir de 1903. A comunidade chegou a contar com 300 ou 400 pessoas, que exerciam todas as funções que se encontravam em qualquer aldeia grega, de barbeiro a sacerdote. Em 1938, os habitantes receberam permissão para dinamitar partes da fortaleza e criar um trilho ao longo do perímetro da ilha, acessível mesmo aqueles com a mobilidade reduzida pela doença.

Apesar de tratamentos para a hanseníase terem sido descobertos na década de 1940, o governo grego manteve Spinalonga operacional até 1957. Só após ter sido visitada por um especialista britânico, que elaborou um relatório denunciando as autoridades gregas pelo descaso com os doentes ali mantidos, é que Atenas decidiu, oficialmente, desativar a colónia. O último habitante, um padre, deixou a ilha em 1962.

Atualmente a ilha, com apenas 8,5 hectares de área, encontra-se desabitada e constitui-se numa popular atração turística em Creta.



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Contribution

Updated at 23/05/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (4).


  • Spinalonga Fortress


  • Fortress

  • 1579 (AC)




  • Greece


  • Featureless and Well Conserved






  • Tourist-cultural Center

  • 85000,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Greece
    State/Province: Lasithi
    City: Elounda



  • Lat: 35 -18' 9''N | Lon: 25 -45' 44''E










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