Souda Fortress

Chania, Chania - Greece

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A “Fortaleza de Souda” localiza-se no ilhéu e município de mesmo nome, unidade regional de Chania, na costa noroeste da ilha de Creta, na Grécia.

Na Antiguidade, o ilhéu era um dos dois referidos como "Leukai", situados estrategicamente à entrada do golfo de Souda, entre a ilha de Creta e a península de Akrotiri. O segundo ilhéu é conhecido como Leon. O topónimo deriva do latim “sudes” com o significado de “passagem estreita”.

História

A Sereníssima República de Veneza estabeleceu-se em Creta a partir de 1204, constituindo-se o Ducado de Cândia.

A primitiva fortificação do ilhéu remonta ao século XIV. Posteriormente, os venezianos ergueram ali uma fortaleza em 1571 (1573?), com a função de reforço da defesa do porto de Souda e do controlo do acesso ao golfo.

O arquiteto e supervisor das construções foi Latino Orsini. As obras desenvolveram-se com rapidez e, em um ano, recebia as primeiras peças de artilharia. Nos anos que se seguiram, até à invasão otomana em 1645, empreenderam-se obras complementares, reparos e melhorias no conjunto. Neste período destaca-se a construção da igreja, datada de 1585, que se encontra bem conservada em nossos dias. O templo abrigava clérigos da Ordem de Santo Agostinho, uma vez que anteriormente existia um mosteiro agostiniano no ilhéu.

Em 1630 encontrava-se artilhada com 44 peças dos diversos calibres e 9.185 balas, de acordo com informação de Francesco Basilicata.

Durante a 5.ª Guerra Otomano-Veneziana (1645-1669), após a ocupação otomana da praça-forte de Chania em 1646, a fortaleza de Souda foi atacada, sem sucesso. Em 1669, pelos termos da capitulação de Heraklion, última praça veneziana em Creta, Veneza manteria as ilhas de Tinos e Kythera no mar Egeu, os ilhéus-fortaleza isolados de Gramvousa (Carabus), Souda e Spinalonga, ao largo da costa de Creta , e os otomanos devolviam Clissa, na Dalmácia. Os três ilhéus-fortaleza revestiam-se de valor estratégico uma vez que defendiam as rotas comerciais de Veneza com o Levante, podendo constituir-se em importantes bases de operação na eventualidade de uma nova guerra com o Império Turco. Adicionalmente, muitos cristãos encontraram refúgio nestas fortalezas diante do domínio otomano.

No contexto da Guerra Otomano-Veneziana (1714-1718), em 1715 os otomanos capturaram as últimas possessões venezianas em Creta, acabando com a presença veneziana na ilha. O ilhéu de Souda permaneceu em mãos venezianas até 27 de setembro de 1715, quando finalmente capitulou aos otomanos, após um longo cerco que durou 72 dias.

Creta deixou de fazer parte do Império Otomano em 1897, quando se tornou um estado autónomo. Em Souda, durante o período de ocupação otomana, não foram feitas grandes alterações na fortaleza, exceto a transformação da igreja noma mesquita, dedicada ao sultão Gazi Ahmet Han (1691-1695).

Nesta fortaleza foi hasteada pela primeira vez a bandeira grega, a 1 de fevereiro de 1913, antes da unificação oficial de Creta com a Grécia (1 de dezembro de 1913). O ilhéu adquiriu destaque na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) por ser palco de uma vitória da Xª Flottiglia MAS  sobre a Royal Navy. Findo o conflito, passou para a jurisdição das Forças Armadas Gregas, no quadro de um plano mais amplo de defesa do porto.

Em 1966, a Marinha Grega plantou árvores na ilha, onde não mais existiam.

Em nossos dias, o ilhéu ainda era utilizado como base naval grega e da OTAN, razão pela qual o seu comando não permitia a visitantes tirarem fotografias. Após muitos anos de reivindicações da comunidade, o ilhéu ficou livre de supervisão militar. No final da Primavera de 2007, passaram a ser permitidas visitas, duas vezes por semana, com o apoio do estaleiro naval de Creta, da 28.ª Comissão de Antiguidades Bizantinas e do município de Souda. O transporte está disponível a partir do porto de Souda.

Características

Exemplar de arquitetura militar, marítimo, abaluartado.

Apresenta planta orgânica (adaptada ao terreno em se ergue), apresentando soluções inteligentes quer para enfrentar possíveis ameaças oriundas quer do continente, quer do mar. As suas muralhas envolvem todo o ilhéu.

Na parte norte erguem-se os baluartes “Martinengo” e “Michiel”. Entre ambos, uma pequena porta permite acesso à parte inferior do ilhéu. O conjunto conta ainda com um cemitério, um baluarte menor (“Mocenigo”) e um tanque.

Na parte leste erguem-se quartéis e, diante deles, três tanques, armazéns, o jardim e a Igreja de Santa Maria, “La Madonnina”. Na parte sudoeste situam-se o baluarte “Orsino” e o portão de armas da fortaleza. No lado oeste, erguem-se três tanques e depósitos de munição, um campo de exercícios e um moinho de vento. Além destes, um hospital, prisão e acomodações para visitantes completavam o conjunto.



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Contribution

Updated at 29/05/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


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  • Conserved Ruins






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Greece
    State/Province: Chania
    City: Chania



  • Lat: 35 -30' 43''N | Lon: 24 -10' 53''E




  • 1630: 44 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres, e 9.185 balas.






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