Venetian Walls of Nicosia

Nicosia, Nicosia - Cyprus

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As “Muralhas Venezianas de Nicósia” localizam-se na cidade e distrito de Nicósia, em Chipre.

Remontam à cerca medieval da cidade, defesa reformulada em meados do século XVI pela Sereníssima República de Veneza. Em boas condições, constituem-se numa das fortificações renascentistas mais bem preservadas do Mediterrâneo Oriental, constituindo-se numa popular atração turística.

Nicósia, como Palmanova (Itália) e Valletta (Malta), é um exemplo prático de uma cidade ideal do Renascimento.

História

A primeira fortificação no local foi um castelo erguido em 1211, durante o Reino de Chipre 1192-1489), um estado cruzado controlado pela Casa de Lusignan.

Em 1368 a grande torre Margarita foi erguida por Pedro I de Chipre (1358-1369). O seu filho e sucessor, Pedro II de Chipe (1369-1382), fez demolir essa torre e erguer a cerca da cidade.

Chipre tornou-se parte da República de Veneza em 1489. Embora os governadores venezianos tivessem enfatizado a necessidade de se fortificar a cidade, naquele momento nada foi feito nesse sentido.

Após o Cerco de Malta (1565), aumentaram os temores da expansão do Império Otomano, e muitos Estados cristãos no Mediterrâneo começaram a reforçar as suas defesas. Desse modo, em 1567 os venezianos decidiram fortificar Nicósia, incumbindo os arquitetos militares italianos Giulio Savorgnano e Franscesco Barbaro do projeto. Para esse fim, as antigas fortificações medievais foram demolidas e uma nova muralha começou a tomar forma. Foram demolidas casas, palácios e igrejas, aquém e além das muralhas, tanto para o reaproveitamento dos materiais de construção, quanto para ampliar o espaço de visão e de tiro da artilharia. Em complemento, o rio Pedieos foi desviado para fora da cidade, com o duplo propósito de proteger os moradores de inundações e de inundar o fosso que envolvia as novas muralhas.

A 4.ª Guerra Otomano-Veneziana (1570-1573), também referida como Guerra de Creta, eclodiu quando as fortificações ainda estavam incompletas. Na ocasião, as forças otomanas, sob o comando de Piale Paxá, invadiram Chipre em 1 de julho de 1570, e deram início ao Cerco de Nicósia em 22 de julho. A cidade suportou o assédio até 9 de setembro, quando os otomanos conseguiram romper a muralha no baluarte Podocattaro. Penetrando na cidade, os otomanos mataram os defensores e deram início ao saque, escravizando os restantes habitantes.

Em mãos otomanas, Lala Kara Mustafa Paxá deixou uma guarnição de 4.000 infantes e 1.000 cavaleiros na cidade, que doravante entrou em processo de declínio. Embora as Muralhas tenham sido reparadas após o cerco, no início do século XVII encontravam-se rompidas ou deterioradas, deixando a cidade praticamente sem defesas.

Em meados do século XIX Nicósia conheceu um avivamento, mas a sua malha urbana ainda se encontrava confinada nas antigas muralhas venezianas quando britânicos ocuparam Chipre, em 1878. No ano seguinte, uma abertura foi rasgada próximo ao Portão Paphos, para facilitar o acesso à área circundante. Outras aberturas foram feitas nas muralhas durante o século XX.

Características

Exemplar de arquitetura militar, renascentista.

A sua planta apresenta planta circular, com cerca de 5 quilómetros de diâmetro, amparada por 11 baluartes pentagonais de orelhão, semelhantes aos de Palmanova, na Itália. Cada baluarte recebeu o nome de uma das famílias aristocráticas da cidade, que contribuiu para a construção das muralhas:

- Baluarte Caraffa

- Baluarte Podocattaro

- Baluarte Constanza

- Baluarte D'Avila

- Baluarte Tripoli

- Baluarte Roccas

- Baluarte Mula

- Baluarte Quirini

- Baluarte Barbaro

- Baluarte Loredan

- Baluarte Flatro

Em nossos dias, os baluartes de Caraffa a Trípoli encontram-se na metade sul da cidade, sob o controlo da República de Chipre. Os baluartes de Roccas a Loredan encontram-se na metade norte, ocupada pela Turquia. O baluarte Flatro encontra-se na Zona-Tampão, sob o controle da ONU.

As muralhas eram rasgadas primitivamente por três portas:

- Porta Paphos (Porta San Domenico);

- Porta Famagusta (Porta Guiliana); e

- Porta Kyrenia (Porta del Proveditore)

Os estudiosos consideraram as muralhas venezianas de Nicósia um exemplo da escola italiana de fortificação. O seu projeto incorporou técnicas defensivas inovadoras, típicas do início de uma era renascentista na construção de fortificações. Estes incluem o posicionamento dos portões entre baluartes adjacentes, para que pudessem ser mais facilmente protegidos em caso de assédio, e mantendo a metade superior das muralhas sem revestimento de alvenaria, para aumentar a sua capacidade de absorver o impacto dos tiros da artilharia inimiga.

Apesar disso, a fortificação apresentava diversas deficiências, principalmente porque as suas obras ainda se encontravam incompletas quando foi assediada pelos otomanos. Os baluartes não chegaram a ter cavaleiros, e as paredes das cortinas são bastante baixas quando comparadas com outras muralhas contemporâneas no Mediterrâneo Oriental, como as fortificações de Heraklion (Creta)e as de Valletta (Malta). A praça-forte também carecia de obras exteriores.

Contribution

Updated at 29/06/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Venetian Walls of Nicosia


  • Battlement

  • 1567 (AC)




  • Cyprus


  • Featureless and Well Conserved






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Cyprus
    State/Province: Nicosia
    City: Nicosia



  • Lat: 35 -11' 30''N | Lon: 33 -22' 12''E










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