Forte Tamandaré da Laje

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O Forte Tamandaré da Laje localiza-se na ilha da Laje, no lado direito da barra da baía da Guanabara, cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.

Em posição estratégica à entrada da barra da baía da Guanabara, sucedeu a Bateria Ratier, tentada em 1555 pela expedição de Nicholas Durand de Villegaignon (1510-71).

O governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, em seu segundo governo (1577-99), ali pretendeu erigir um fortim em 1584, mas dissuadido por um engenheiro espanhol, reforçará as defesas da Fortaleza de Santa Cruz e da Fortaleza de São João (SOUZA, 1885:105). A Carta-régia de 02/ago/1644 (Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro), determina erguer a Fortaleza da Laje, "aplicando-se para as despesas de sua obra a metade do dinheiro do cunho das patacas". Data desse período a sua representação por Manoel Vaz Pereira (Demonstrasão da barra do Rio de Janeiro e Planta da Lage, 1645. AHU, Lisboa), que detalha a "Lage que está no meio da barra", ainda sem edificação. Iniciadas as obras no governo de Francisco de Souto Maior (1644-45), o seu sucessor, Duarte Correia Vasques (1645-48), destina as rendas da venda dos terrenos da rua Direita (atual rua 1° de Março, no centro histórico do Rio de Janeiro), para o mesmo fim. Em 1690, são expedidas ordens para a conclusão do forte. As obras devem ter registrado progressos lentos, a julgar por duas plantas assinadas por Diogo da Silveira Veloso (Plantas de uma fortaleza a construir na Lage, para a defesa da barra do Rio de Janeiro, c. 1704. AHU, Lisboa) (IRIA, 1966:72). As obras prosseguiam ainda no governo de Francisco Xavier de Távora (1713-16), autorizado a aplicar nelas 40 mil cruzados oriundos dos direitos de Alfândega, pelas Cartas-régias de 26/jan/1715 e de 24/dez/1716 (Op. cit., 1885: 105-106). São deste período a Elevação da Fortaleza da Laje, cortada pelo meio da sua altura, c. 1714 (AHU, Lisboa) (Op. cit., 1966: 73), e a Planta da Laje e Fortaleza que se há de fazer, c. 1714 (AHU, Lisboa) (Idem). O historiador Adler Homero acredita que as obras no forte iniciaram por volta de 1714 e quatro anos depois ainda em construção e sem armamentos. Em 1723, estava armada com 10 peças de bronze (CASTRO, 2009: 248-249). Em 1730 já se podia observar a estrutura (Planta da Fortaleza da Lage na barra do Rio de Janeiro, 1730. AHU, Lisboa) (Op. cit., 1966: 74). Estas obras, entretanto, só foram concluídas no governo do Vice-rei D. Luís de Almeida Portugal (1769-79). Adler acredita que a data para o fim da construção seja 1735 (Op. cit., 2009: 250).

Em 1831, mesmo com a determinação do governo de desarmar todas as fortificações o Forte da Laje foi o único a manter seu arsenal completo, 31 canhões (Ibidem, 251). Garrido complementa que, em 1838, o forte estava guarnecido por 280 praças sob o comando do Major José Gomes da Silva, e artilhada com vinte peças (GARRIDO, 1940: 117). Souza informa que esta estrutura apresentava planta no formato de um polígono hexagonal irregular, sendo deficiente por sua pequena elevação e por se encontrar a descoberto. No contexto da Questão Christie (1862-65), a Comissão de Melhoramentos do Material do Exército, em seu Plano de Defesa do Porto, apresentado em 1863, propôs a construção de uma torre encouraçada, de dois pavimentos, artilhada com seis a oito canhões de grosso calibre, para sanar essas deficiências. Foi classificada como fortificação de 2ª Classe pelo Aviso Ministerial de 1863. Estava artilhada por vinte e oito peças, e guarnecida por soldados da Fortaleza de Santa Cruz, a quem se subordinava (Op. cit., 1885: 106). Passou por reformas em 1874-75, e em 1889 (Op. cit., 1940:117). Foi durante essas reformas que o forte recebeu mais peças de artilharia Whitworth raiadas, de longo alcance e 32 libras. E também, mais 10 canhões La Hitte de 121mm, ativos durante a Revolta da Armada (Op. cit., 2009: 252).

Na República Velha participou, a 20/jan/1892, juntamente com a Fortaleza de Santa Cruz, de um levante militar contra o Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto (1891-94), liderado pelo Segundo-Sargento Silvino Honório de Macedo, logo sufocado (TINÉ, 1969:121; VILLA, 1997:65-66). Procedidos os reparos devidos pelos bombardeios durante a Revolta da Armada (1893), recebeu canhões Krupp C15 L/40 em 1895, sendo-lhe iniciadas obras de modernização a partir de 1896, terminando-se em abr/1901 a estrutura principal e a montagem das cúpulas de aço. Em 1903 são instaladas uma torre com dois canhões de 240mm, outra com dois canhões de 150mm, e duas com dois canhões de 75mm, além de instalação e montagem de parte elétrica. Obras complementares são efetuadas até à inauguração em 28/jul/1906 (instalação de portão e janelas de aço externamente, e portas internas), 1907 e 1909 (Op. cit., 1940: 118-119). Pelo Decreto nº 34.152 de 12/out/1953 o Forte da Laje passou a denominar-se Forte Tamandaré, uma homenagem do Exército à Marinha de Guerra. Participou na revoluçãode 1930 e na ação contra o cruzador Tamandaré, em 1955. Nesse mesmo ano foram substituídas sua bocas de fogo por duas peças de 150mm, retiradas da bateria Mallet, da Fortaleza de São João, algo que modificou sua estrutura defensiva, passou de uma posição de penetração para uma defesa contra navios menores. Estava guarnecido, na década de 1950, pela 1ª Bateria do 4ª Grupo de Artilharia de Costa (BARRETTO, 1958:226-227). Esteve em serviço até 1997, subordinado à Fortaleza de São João, quando foi desativado. Atualmente esta sob a guarda da Universidade Federal Fluminense.

Nessa fortificação estiveram detidos vários personagens da História do Brasil: o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, um dos líderes da Revolução Liberal de 1842, o Capitão Pedro Ivo Velloso da Silveira (1811-51), líder militar da Revolução Praieira (1848-50), que condenado à prisão perpétua, dali se evadiu num escaler (09/abr/1851); e o poeta Olavo Bilac (1893), aí detido alguns meses por críticas ao Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto (1891-94) (Op. cit., 1940:117).



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Relatório do Ministro da Guerra, Hermes Rodrigues da Fonseca, em maio de 1909
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Relatório do Ministro da Guerra, José Caetano de Faria, em maio de 1916
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Forte Tamandaré da Laje
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte Tamandaré da Laje, que se localiza na ilha da Laje, cidade e Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_Tamandar%C3%A9_da_Laje
Fortificações do Rio de Janeiro
Website da Fundação Cultural Exército Brasileiro, versando sobre as seguintes fortificações do Estado do Rio de Janeiro: Forte de Copacabana, Fortaleza de Santa Cruz, Forte do Vigia, Fortaleza da Conceição, Forte Barão do Rio Branco, Forte Tamandaré, Forte do Imbuí, Fortaleza de São João, Forte de São Luiz, Forte da Barra, Forte Marechal Hermes e Forte de Gragoatá.

http://www.funceb.org.br/espacoCultural.asp
Forte Tamandaré da Laje
Website Mega Bairro, apresenta informações acerca do Forte Tamandaré da Laje, que se localiza na ilha da Laje, no lado direito da barra da baía da Guanabara, cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.

http://www.megabairro.com.br/turismo/pontoturistico.php?ch=279&tr=e44a...

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  • Ruinas mal conservadas






  • Ruinas

  • ,00 m2

  • Continente : Sudamérica
    País : Brasil
    Estado/Província: Rio de Janeiro
    Ciudad: Rio de Janeiro

    Localiza-se na ilha da Laje, no lado direito da barra da baía da Guanabara, cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.


  • Lat: 22 56' 5''S | Lon: 43 8' 50''W




  • Em 1723, estava armada com 10 peças de bronze (CASTRO, 2009: 248-249). Em 1831, mesmo com a determinação do governo de desarmar todas as fortificações o Forte da Laje foi o único a manter seu arsenal completo, 31 canhões (Ibidem, 2009: 251).
    De acordo com Barretto (1958), em 1838 o forte estava artilhado com vinte peças.
    Foi durante essas reformas (1874-75, e em 1889 ), que o forte recebeu mais peças de artilharia Whitworth raiadas, de longo alcance e 32 libras. E também, mais 10 canhões La Hitte de 121mm, ativos durante a Revolta da Armada (Op. cit., 2009: 252).
    Conservava vinte e uma peças de artilharia, estando guarnecida por soldados da Fortaleza de Santa Cruz.
    Recebe canhões Krupp em 1895.
    Em 1903 são instaladas uma torre com dois canhões de 240 mm, outra com dois canhões de 150 mm, e duas com dois canhões de 75 mm.

  • Souza (1885) informa que esta estrutura apresenta planta no formato de um polígono hexagonal irregular, tendo sido considerada fortificação de 2ª Classe pelo Aviso Ministerial de 1863.
    Passou por reformas em 1874-75, e em 1889.
    Foram iniciadas obras de modernização a partir de 1896, terminando-se em 1901 a estrutura principal e a montagem das cúpulas de aço.
    Obras complementares são efetuadas em 1906, 1907 e 1909.

    Exemplar de arquitetura militar acasamatada, dividido em 27 compartimentos internos (salas de operações, quartéis, depósitos, paióis, e outras).





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