Fort of Sant'Andrea

Venice, Venice - Italy

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O “Forte de Sant'Andrea” (em italiano: “Forte di Sant'Andrea” localiza-se em Veneza, região de Veneto, na Itália.

Foi erguido em meados do século XVI sobre os restos de obras defensivas anteriores em ruínas, integrando o sistema defensivo da lagoa de Veneza.

História

O seu projeto foi concebido em 1535 pelo arquiteto de Verona, Michele Sanmicheli (1484-1559), por encomenda do governo da Sereníssima República de Veneza para salvaguarda do acesso ao mar, com a função de bloqueio, pelo fogo da sua artilharia, a qualquer frota inimiga.

A construção foi confiada ao mesmo Michele Sanmicheli, que contou com a colaboração técnica do nobre Antonio da Castello, coronel e capitão da artilharia da Sereníssima. As suas obras foram completadas por Francesco Malacrida em 1571.

O escritor e aventureiro veneziano Giacomo Casanova, que ali esteve detido de março a julho de 1743, deixou-nos uma interessante descrição da fortificação e de sua vida quotidiana, afirmando que o local não tinha a função de prisão, mas poderia ser um destino útil para personagens desconfortáveis, que deveriam ser submetidos a mais medidas de segurança do que a penas de prisão propriamente ditas (Histoire de ma fuite des prisons de la République de Venise qu'on appelle les Plombs. Ecrite à Dux en Bohème l'année 1787. Leipzig chez le noble de Shonfeld, 1788.

Mais do que uma efetiva obra defensiva, o forte constituiu uma forma de dissuasão a ser mostrada aos visitantes e embaixadores, especialmente os otomanos. De facto, após o período em que se temia um ataque vindo do mar, a fortificação acolheu guarnições meramente representativas.

O forte abriu fogo apenas uma vez contra um navio inimigo, a 20 de abril de 1797, na véspera da queda da Sereníssima, quando uma salva de artilharia atingiu o navio francês “Le Libérateur d'Italie”, que tentava forçar a barra do porto do Lido, causando a morte do comandante e a rendição do navio.

Ainda em nossos dias a fortificação foi utilizada como quartel, sendo recentemente objeto de uma extensa intervenção de restauro para evitar o seu constante rebaixamento. Para este fim, uma base foi construída cujo bordo exterior é visível na água, alguns metros a partir do perímetro do forte. Essa obra consolidou toda a estrutura evitando a sua ruína. Apesar dos elevados custos incorridos com essa intervenção, não houve qualquer decisão quanto à utilização do complexo, atualmente invadido por mato e em estado de abandono total, acessível apenas por embarcações privadas.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, na ilha de Sant'Andrea, num extremo da ilha de Vignole.

Constitui-se em um corpo central, erguido sobre os restos de uma torre que remontava ao século XV, e num baluarte, no qual as baterias foram dispostas. As canhoneiras, de formato retangular, foram colocadas quase à flor d’água para fazer tiro rasante, atingindo as embarcações inimigas o mais próximo possível da linha d'água. Isso foi possível graças ao desenvolvimento de canhões de cano longo. Esse tipo de tiro também era necessário para evitar atingir o Forte de San Nicolò em frente à ilha de Sant'Andrea. À época da construção do forte, a artilharia já havia evoluído bastante, com redução de calibres, aumento da distância do tiro e a possibilidade de parábolas de tiro reduzido, ou seja, em linha mais reta do que as bombas do século anterior.

No interior do baluarte, dispõe-se uma casamata longa e abobadada encimada por um aterro, e que era usada como paiol. A partir do centro da casamata abre-se um corredor que liga o baluarte ao pátio interior, ao final do qual, no lado do pátio, existem dois compartimentos para os braços de um guincho, utilizado para o transporte de munições. Acredita-se que, primitivamente, o baluarte e casamata eram conectados por um cofre, posteriormente removido.

O acesso ao forte é feito pelo lado oposto ao baluarte, e um canal, que separa o patamar do pátio, tinha a função de proteger o acesso às traseiras do forte. Note-se que se a estrutura estava fortemente defendida na parte frontal externa, estava totalmente desprotegida na parte traseira. Isso para evitar que a eventual conquista do forte por um inimigo, o transformasse numa cabeça de ponte para o próprio inimigo.

O forte estava artilhado com 40 peças que, com vários ângulos de tiro, impediam que qualquer navio contornasse a sua posição. Embora o forte não fosse um trabalho defensivo projetado para ataques de curto alcance, evitava qualquer abordagem.

Do ponto de vista formal, a estrutura apresenta grande interesse como um todo, mas arquitetonicamente a parte mais agradável é a frente onde se abrem a porta central e dois arcos laterais de igual tamanho. Na fachada da torre encontra-se uma placa comemorativa da batalha de Lepanto (7 de outubro de 1571), encimada por um relevo do leão de São Marcos. No topo da torre existe um terraço cujo piso sugere a função de captação de água, conduzida para uma abertura central. No lado voltado para o mar, há um interessante porta-bandeira ou porta-estandarte em pedra da Ístria.



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Contribution

Updated at 19/11/2020 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (6).


  • Fort of Sant'Andrea

  • Forte di Sant'Andrea

  • Fort

  • 1543 (AC)




  • Italy


  • Restored and Badly Conserved






  • Without defined use

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Italy
    State/Province: Venice
    City: Venice

    30141 Venice, Metropolitan City of Venice, Itália


  • Lat: 45 -27' 55''N | Lon: 12 -23' 8''E




  • Seculo XVI (meados): 40 peças de artilharia antecarga, de alma lisa.






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