Fortaleza da Praia Vermelha

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A Fortaleza da Praia Vermelha está localizada na praia Vermelha, à atual Praça General Tibúrcio, no bairro da Urca, na cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.

Erguido para a defesa da praia Vermelha anteriormente a 1701 (PIZARRO. Memórias Históricas. Vol. V, p. 5. apud SOUZA, 1885:109), possui risco pelo Engenheiro Gregório Gomes Henriques (Delineação da planta para a fortificação da praia Vermelha, c. 1698. AHU, Lisboa) (IRIA, 1966:72). Sua posição era estratégica, uma vez que por esse trecho se podia acessar a cidade, contornando as defesas da barra.

Segundo o historiador Adler Homero, a história da fortificação começa em 1694, neste ano o engenheiro Gregório Gomes propôs a construção de uma fortificação na praia Vermelha. No ano seguinte o então governador Sebastião Caldas selecionou os pontos para a defesa do local e ordenou a construção de uma pequena bateria. Gregório enviou quatro projetos de construção, sendo aprovado um que consistia numa cortina com dois meios baluartes. A obra foi iniciada depois de 1698 e prosseguiu lentamente. Em 1702, um meio baluarte de pedra já estava pronto, enquanto o outro continuava de faxina, ambos estavam armados com cinco canhões, que se encontravam sem uso (CASTRO, 2009: 222-223).

Em ago/1710 repeliu uma coluna de assalto do corsário francês Jean-François Duclerc (1671-1711) provinda da Estrada do Desterro (atual bairro de Santa Teresa) (Op. cit., 1885: 110). Estava artilhado, à época da invasão de Duguay Trouin em 1711, com doze peças (BARRETTO, 1958: 237). Está representado em planta de 1730 (Planta da Fortaleza ou Bateria da praia Vermelha na costa do sul da barra do Rio de Janeiro, 1730. AHU, Lisboa) (Op. cit., 1966: 74).

Reconstruído no governo do Vice-rei D. Antônio Álvares da Cunha (1763-67), constituía-se num baluarte em alvenaria de pedra e cal, voltado para o mar, com dois meio bastiões levantado entre o morro do Urubu/Babilônia e o morro do Telégrafo (atual morro da Urca). Foi ampliado no governo do Vice-rei D. Luís de Almeida Portugal (1769-79), recebendo um muro simples com uma falsa braga no portão de entrada, que fechava o seu contorno pelo interior (Op. cit., 1958: 237), onde foi também erguido edifício para Quartel da Tropa (Op. cit., 1885: 110).

À época do Império, no período regencial, o Decreto de 24/dez/1831 determinou a redução do seu armamento, após esta data a construção deixou de ser fortificação e passou a servir como quartel (Op. cit., 2009: 224). Em 1838 a sua guarnição estava sob o comando do Coronel José Leite Pacheco (GARRIDO, 1940:121). Souza relata que por muitos anos aquartelou o Depósito de Recrutas, recebendo a Escola Militar (1857), a partir de quando foi significativamente melhorado o seu Quartel. À época (1885) estava artilhado com vinte e quatro peças (op. cit., 1885: 110). Aí lecionou Benjamim Constant, difundindo os ideais republicanos entre a jovem oficialidade, o que conduziu à proclamação da República (15/nov/1889) (Op. cit., 1940: 121).

No século XX, após a Revolta da Escola Militar (no contexto da Revolta da Vacina, 1904), a instituição foi transferida para o bairro do Realengo, sendo o prédio da Praia Vermelha utilizado como Pavilhão das Indústrias na Exposição Nacional de 1908, comemorativa do 1º Centenário da Abertura dos Portos às Nações Amigas. O mesmo edifício abrigou posteriormente o 3º Regimento de Infantaria, personagem da Intentona Comunista (Levante de 27/nov/1935), quando Agildo Barata e trinta membros da Aliança Nacional Libertadora sublevaram a guarnição (1.600 praças, 100 oficiais), prendendo os legalistas no Cassino dos Oficiais. Bombardeado por terra, mar e ar, o Quartel da Praia Vermelha foi severamente atingido, forçando a rendição dos amotinados.

Atualmente, a sua área e entorno estão ocupados pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, pela Escola Técnica do Exército, e pelo Monumento aos Heróis da Retirada da Laguna (Op. cit., 1958: 238), tendo o Exército aberto ao público, na década de 1980, a pista Cláudio Coutinho, para caminhadas ecológicas. Da antiga fortificação, atualmente restam apenas os bastiões com guaritas sobre respectivos em piões nos vértices, recobertas por cúpulas, vigiando o mar.





 



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Forte da praia Vermelha
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte da praia Vermelha, que se localizava na praia Vermelha, à atual Praça General Tibúrcio, no bairro da Urca, na cidade e Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_da_Praia_Vermelha

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  • Fortaleza da Praia Vermelha

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  • 1698 (AC)

  • 1710 (AC)

  • Gregório Gomes Henriques


  • Portugal


  • Semiconserved Ruins






  • Ruins
    Atualmente, a sua área e entorno estão ocupados pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, pela Escola Técnica do Exército, e pelo Monumento aos Heróis da Retirada da Laguna (BARRETTO, 1958:238), tendo o Exército aberto ao público, na década de 1980, a pista Cláudio Coutinho, para caminhadas ecológicas.

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio de Janeiro
    City: Rio de Janeiro

    A Fortaleza da Praia Vermelha está localizada na praia Vermelha, à atual Praça General Tibúrcio, no bairro da Urca, na cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.


  • Lat: 22 57' 18''S | Lon: 43 9' 55''W




  • Em 1702, um meio baluarte de pedra já estava pronto, enquanto o outro continuava de faxina, ambos estavam armados com cinco canhões, que se encontravam sem uso (CASTRO, 2009: 222-223).
    Estava artilhado, à época da invasão de Duguay Trouin em 1711, com doze peças (BARRETTO, 1958:237).
    À época (1885) estava artilhado com vinte e quatro peças (SOUZA, 1885: 110).

  • Em 1702, um meio baluarte de pedra já estava pronto, enquanto o outro continuava de faxina (CASTRO, 2009: 222-223).
    Reconstruído no governo do Vice-rei D. Antônio Álvares da Cunha (1763-67), constituía-se num baluarte em alvenaria de pedra e cal (SOUZA, 1885:110).





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