Fortress of São João da Barra

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A "Fortaleza de São João da Barra" localiza-se no lado oeste da barra da baía da Guanabara, no atual bairro da Urca, cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

História

Antecedentes: o Reduto de São Martinho

Sob o reinado de Sebastião I de Portugal (1557-1578), no contexto da luta para a expulsão dos franceses da baía da Guanabara – o assentamento da França Antártica sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon –, a pequena várzea entre o morro Cara de Cão e o morro do Pão de Açúcar foi ocupada pelas forças do primeiro governador da Capitania do Rio de Janeiro, Estácio de Sá (1565-1567) – cerca de 300 homens desembarcados de cinco navios –, que aí fundaram a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (1 de março de 1565). (SOUZA, 1885:104)

O padre da Companhia de Jesus, José de Anchieta (1534-1597), integrante da expedição, em carta desse mesmo ano (1565) aos seus superiores no reino, assim descreveu as primeiras providências:

"(...) Logo ao seguinte dia, que foi o último de fevereiro, ou primeiro de março, começaram a roçar a terra com grande fervor e a cortar madeira para a cerca, sem querer saber dos Tamoios nem dos Franceses, mas como quem entrava em sua terra (...)." (Carta da Bahia, 9 de julho de 1565. In: ANCHIETA (S.J.), José de. Cartas, informações, fragmentos, histórias e sermões. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1933. pp. 246, 249-250)

E, sobre o progresso dessa defesa, complementa:

"Já à minha partida tinham feito muitas roças em derredor de [sic] cerca, (...); tinham já feito um baluarte mui forte de taipa de pilão com muita artilharia dentro, com quatro ou cinco guaritas de madeira e de taipa de mão, todas cobertas de telha que trouxe de São Vicente e faziam-se outras e outros baluartes, e os Índios e Mamelucos faziam já as suas casas de madeira e barro, cobertas com umas palmas feitas e cavadas como calhas e telhas, que é grande defensão contra o fogo. Os Tamoios andavamse [sic] ajuntando para dar grande combate na cerca." (Op. cit., p. 252-253)

Acredita-se que este primitivo reduto, sob a invocação de São Martinho, defendia o lado de terra. Resistiu ao primeiro combate, naval e terrestre, contra os indígenas, a 1 de junho de 1565. Posteriormente, com a definitiva vitória portuguesa sobre os franceses, a cidade foi transferida para o morro do Castelo em 1567, sem que esta defesa tenha sido descuidada.

Os redutos de São Teodósio, São José e São Diogo

O Forte ou Reduto de São Martinho foi reforçado no governo de Salvador Correia de Sá (1568-1572) com a adição da Bateria ou Reduto de São Teodósio (1572), sobre a ponta de mesmo nome. No segundo governo de Salvador Correia de Sá (1577-1599) foi levantado o Reduto de São José (1578), no lado oeste da barra, cruzando fogos com a Bateria de Nossa Senhora da Guia, erguida no mesmo ano, no lado oposto.

Com a conclusão do Reduto de São Diogo (24 de junho de 1618), o conjunto entrou em serviço oficialmente, com o nome de Fortaleza de São João da Barra do Rio de Janeiro. Estava artilhada com 30 peças antecarga de alma lisa dos diversos calibres, que conservava à época do governador Duarte Correia Vasques (1645-1648) (BARRETTO, 1958: 234).

Foi cartografada por João Teixeira Albernaz, o velho, que registra apenas a fortificação de São Martinho defendendo o lado de terra e o "Forte de S. y.ª" [Forte de São João], pelo lado do mar. (Capitania do Rio de Janeiro, 1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro)

Está representada ainda como Forte de São João por Manuel Vaz Pereira (Demonstração da barra do Rio de Janeiro e planta da Lage, 1645. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), por João Teixeira Albernaz, o moço (Aparência do Rio de Janeiro, 1666. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro) e assinalada por Andreas Antonius Horaty (Rio di Gennaro, c. século XVIII. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro).

As suas defesas foram reforçadas pelo governador da capitania, Sebastião de Castro Caldas (1695-1697). Desse modo, repeliu, com o apoio da Fortaleza de Santa Cruz, a esquadra do corsário francês Jean-François Duclerc, a 6 de agosto de 1710. Desguarnecida após esse sucesso por ordem do então governador Francisco de Castro Morais (1710-1711), pouco pôde fazer ante a invasão de 18 navios, 740 peças de artilharia, 10 morteiros e 5.764 homens sob o comando do corsário francês René Duguay-Trouin, em setembro de 1711.

CASTRO (2009) refere que, antes da invasão de Duguay-Trouin, a fortaleza contava com 34 peças. Já em 1718 contava com 42, sendo 8 de bronze. (Op. cit., p. 173)

Uma fonte francesa coeva da invasão, entretanto, indica para a Bateria de São Teodósio (computada como um forte) 20 peças e, para o Forte de São João, 44. ("8. Le fort St. Thedoze: 20 canons; 9. Le fort de St. Jean (...): 44." OZANNE, Nicolas Marie. Plan de la baye et de la ville de Rio de Janeiro, c. 1745. Gravação: Dronet. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro)

As defesas no morro de São João, à época, eram de terra, compostas por um forte abaluartado, completado por uma linha de tenalhas na parte superior (Planta das Fortalezas de terra no morro de S. João, barra do Rio de Janeiro, 1730. AHU, Lisboa), estando retratadas em mais duas plantas (Planta do Forte de São Diogo na barra do Rio de Janeiro, 1730; Planta do forte de São João na barra do Rio de Janeiro, 1730. AHU, Lisboa). (IRIA, 1966:74) Há indícios de que, em 1735 estava artilhada com 39 peças. (CASTRO, 2009:173)

O "Relatório do Marquês de Lavradio, Vice-Rei do Rio de Janeiro, entregando o Governo a Luís de Vasconcelos e Sousa, que o sucedeu no vice-reinado", datado do Rio de Janeiro em 19 de junho de 1779, informou: (RIHGB, Tomo IV, 1842: 409-486)

"Reedifiquei as defesas da fortaleza de S. João: fiz-lhe algumas de novo, e puz-lhe mais francas as suas comunicações, e projetei uma obra semelhante à da Praia de Fora na praia que fica encostada ao Pão de Açúcar, e encostada à fortaleza. Esta é feita de terra e faxina, pelo tempo não dar lugar a ser construída de outra forma. Estava já com bastante adiantamento quando chegou o tratado da paz, parei com aquele trabalho, e se acha no estado em que V. Exa. verá." (Op. cit., p. 427)

Encontra-se relacionado como "São João, com dois fortes", no "Mapa das Fortificações da cidade do Rio de Janeiro e suas vizinhanças", que integra as "Memórias Públicas e Econômicas da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro para uso do Vice-Rei Luís de Vasconcelos, por observações curiosas dos anos de 1779 até o de 1789". (RIHGB, Tomo XLVII, partes I e II, 1884. p. 34) Este segundo documento (mapas e tabelas) originalmente devia encontrar-se apenso ao primeiro.

O período Imperial

No início do século XIX o estado geral da fortificação não era muito diferente do que existira no início do século XVIII.

Em 1815 o Forte de São Martinho contava com 8 peças do calibre 16, 12 do 14 e 4 do 12; o de São João 3 peças do 24 e 11 do 18; e o de São Teodósio, 7 do 24 e 6 do 18 (CASTRO, 2009:174-176)

No Período Regencial (1831-1840), o Decreto de 24 de dezembro de 1831 determinou a redução do seu armamento, conservando-se apenas 7 peças na bateria mais baixa, mas sem pessoal que as manejasse. (SOUSA, 1885:103) Em 1838 encontrava-se artilhada com 55 peças, e guarnecida por 770 praças, sob o comando do Major Teodoro de Macedo Sodré. (GARRIDO, 1940:119-120) Em suas dependência foi fundada a Escola de Aplicação do Exército (1855), embrião da Escola Militar, até ser decidida a edificação de um prédio específico, na Praia Vermelha, para este fim (1857). A fortaleza ficou, porém, como dependência da escola, guarnecida por três ou quatro soldados inválidos, que habitavam perto da antiga bateria de São Diogo. (SOUSA, 1885:104-105)

No contexto da Questão Christie (1862-1865) encontra-se representada pelo Capitão Raymundo M. de Sepúlveda Everard em cópia manuscrita de um original de 1794, e primeiro de um conjunto de planos de defesa da cidade, composto de quatro mapas. Aí se registram as diversas estruturas que integravam a fortaleza à época, a saber:

• a fortaleza de São João, com suas baterias e edifícios dispostos orgânicamente, acompanhando a encosta;

• a "Casa da Pólvora", no topo do morro (atual "Bateria Elevada");

• a bateria de S. Thadeu [São Theodósio], em dois planos;

• as baterias de São José (duas), com um edifício (Casa da Pólvora?); e

• os vestígios da tenalha erguida em 1794, fechando a praia brava de S. José (atual praia de Fora). (Plano da Fortaleza de S. João e das baterias que deffendem a Barra, 1863. Arquivo Histórico do Exército, Rio de Janeiro)

Ainda no mesmo contexto, foi considerada como fortificação de 1.ª Classe pelo Aviso do Ministério da Guerra de 7 de abril de 1863, tendo as suas defesas sido reforçadas com a construção de 17 casamatas "à Haxo" sobre o antigo reduto de São José e, sobre estas, uma bateria à barbeta, (SOUSA, 1885:105) cruzando fogos com a Fortaleza de Santa Cruz, no lado oposto da barra, modernizada do mesmo modo. O conjunto ficou completo com um paiol de munição e foi artilhado com 15 canhões Whitworth de 127 mm (1863) e um obuseiro Krupp de 150 mm (1872).

Em 1868 procederam-se reformas nos quartéis e instalações hidráulicas, dispondo a fortaleza de 34 peças de artilharia. (GARRIDO, 1940:120) De acordo com o Relatório do Ministério da Guerra para o ano de 1870 procederam-se "(...) diversos consertos nas arrecadações desta fortaleza, que importaram em 750$000 [reis]". (PARANHOS, 1871:28) OSÓRIO (1878) informa a data de 1877, como momento em que a antiga artilharia da praça foi substituída por canhões Whitworth e Armstrong. (Op. cit., p. 30)

Em 1885 encontrava-se guarnecida pelo Corpo de Aprendizes Artilheiros e artilhada com 41 canhões de longo alcance, (SOUSA, 1885:105) um deles Armstrong de 280 mm (1874).

O período Republicano

Trocou tiros com o encouraçado Aquidabã (capitânia da Armada brasileira à época) e os cruzadores Javari e Trajano, das 14h00 às 16h00 de 30 de setembro de 1893, na eclosão da Revolta da Armada (1893-1894), tendo o canhão Armstrong de 280 mm (o "Vovô") sido manejado por cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha. Os danos então sofridos foram reparados em 1895. (GARRIDO, 1940:120) O mesmo autor refere que, na gestão de João Nepomuceno de Medeiros Mallet à frente do Ministério da Guerra (1898-1902), projetaram-se e construíram-se duas baterias mascaradas, uma artilhada com canhões Krupp C/15 L/40 (Bateria Mallet, inaugurada em 2 de dezembro de 1901) e outra, artilhada com um canhão Krupp C/15, um Krupp C/12 e um Armstrong calibre 550. Refere ainda que, em 1902, a bateria Mallet recebeu mais dois canhões e que, em 1904, foi inaugurada a ponte de ferro para o serviço da fortaleza. (GARRIDO, 1940:120)

A partir de 1920 foi guarnecida por diversos grupos de artilharia, até janeiro de 1991, quando foi extinto o 2.º Grupo de Artilharia de Costa (2.º GACos) e criado o Centro de Capacitação Física do Exército.

Em nossos dias abriga também a Escola de Educação Física do Exército, o Instituto de Pesquisa de Capacitação Física do Exército, a Escola Superior de Guerra (criada em 1949) e o Museu do Desporto do Exército. O antigo Portão de Armas da fortaleza encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1938.

A partir de 2002 tive lugar uma intervenção de conservação e restauro no conjunto, com recursos oriundos do BNDES, através de convênio com a Fundação Cultural do Exército, compreendendo obras de segurança (colocação de grades e muretas em trechos de risco), de reforma dos pisos, que causavam infiltrações nos tetos e paredes da casamata da bateria São José, recuperação dos emboços e, em 2003, na restauração projetada de 8 canhões, deteriorados pela maresia.

Em 15 de março de 2007 foi reinaugurada a antiga ponte de atracação da praia de Dentro, utilizada para o serviço da fortaleza e apoio à da ilha da Laje até, aproximadamente, à década de 1920, quando foi promovido o aterro que constitui o atual bairro da Urca. Dessa antiga ponte, restavam apenas o cais e a sua base, na praia, tendo sido construída uma nova passarela em estrutura de aço, com vão de 21 metros, projetada pela diretoria de Obras Civis da Marinha. A nova ponte recebeu o nome de ponte de Atracação Almirante Benjamim Sodré.

Em virtude do Decreto n.° 7.809 de 20 de setembro de 2012, tornou-se sede do Centro de Capacitação Física do Exército/Fortaleza de São João, unidade do Exército Brasileiro subordinada ao Departamento de Educação e Cultura do Exército.

Em 2016 o paiol da "Bateria de D. Pedro II" foi requalificado como espaço cultural apresentando informações acerca da história e evolução do forte. Na visitação ao forte destacam-se ainda uma cela onde Tiradentes poderá ter estado detido ao final do século XVIII, e o marco de fundação da cidade que, visto de cima, forma uma Cruz de Malta.

A fortificação serviu como locação para as filmagens da telenovela "Que rei sou eu?" (1989), o longa-metragem "Carlota Joaquina, Princesa do Brazil" (1994), e a minissérie "O Quinto dos Infernos" (2002).



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Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Fortaleza de São João da Barra do Rio de Janeiro
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre a Fortaleza de São João da Barra do Rio de Janeiro, melhor conhecida simplesmente como Fortaleza de São João ou Forte São João, que se localiza no lado ocidental da barra da baía da Guanabara, no atual bairro da Urca, na cidade e Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_de_S%C3%A3o_Jo%C3%A3o
Fortaleza de São João da Barra
Website Riotur versando sobre a Fortaleza de São João da Barra, que se localiza na cidade e Estado do Rio de Janeiro.

http://www.rio.rj.gov.br/web/riotur/exibeconteudo?article-id=157395
Fortificações do Rio de Janeiro
Website da Fundação Cultural Exército Brasileiro, versando sobre as seguintes fortificações do Estado do Rio de Janeiro: Forte de Copacabana, Fortaleza de Santa Cruz, Forte do Vigia, Fortaleza da Conceição, Forte Barão do Rio Branco, Forte Tamandaré, Forte do Imbuí, Fortaleza de São João, Forte de São Luiz, Forte da Barra, Forte Marechal Hermes e Forte de Gragoatá.

http://www.funceb.org.br/espacoCultural.asp
Fundação Cultural Exército Brasileiro: Projetos
Website da Fundação Cultural Exército Brasileiro, versando sobre as informações referentes ao Projeto Cultural Fortificações da Baía de Guanabara.

http://www.funceb.org.br/projetos/projetoguanabara.html
8º Seminar of Fortified Cities
Web Site of the 8TH Seminar of Fortified Cities and 3nd Meeting of Managers of Fortifications that has been carried out in the period of October 22-26, 2012, at Forte de Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil. The previous editions of the Seminar can be accessed at the following address: http://cidadesfortificadas.ufsc.br/

http://www.8seminariocidadesfortificadas.blogspot.com.br/
Icofort in Facebook
Page in the Facebook about the ICOFORT: The International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage (http://www.icofort.org/).

http://www.facebook.com/icomos.icofort
Forts itineraries: Guanabara Bay
This website is a tool at the service of the visitation of the forts and fortresses of Guanabara Bay. Here you will find information such options visitation internal circuits in the various fortifications, links to agendas of cultural events from different fortifications, Route visitation options, different paths connecting the fortifications points between themselves and their surroundings. The site also has the webdocumentário "Nós do Forte" consists of five short videos about the presence of Forts in everyday life of people in the cities of Rio de Janeiro and Niteroi.

http://www.roteirosdosfortes.com.br
Educação Patrimonial: Fortes e Fortalezas
Trata-se de página de extensão da Universidade Católica de Santos (Unisantos) voltada à educação patrimonial, tendo como foco principal as fortificações brasileiras. A página serve como uma espécie de portal de acesso a vários projetos e instituições ligados a essa área do patrimônio fortificado nacional e internacional. Em destaque estão os materiais de pesquisa elaborados pelo Professor Emérito Élcio Rogério Secomandi sobre fortes e fortalezas do litoral e da fronteira terrestre do Brasil, com destaque especial para as construções na costa paulista.

http://www.unisantos.br/portal/extensao/educacao-patrimonial-fortes-e-...

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HaxoCasamata

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  • Fortress of São João da Barra

  • Fortaleza de São João, Forte de São João

  • Fortress

  • 1565 (AC)

  • 1618 (AC)


  • Sebastian of Portugal

  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    O antigo Portão de Armas da fortaleza encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional:
    - Livro de Belas Artes, Inscrição n.º 102, data: 24 mai 1938,
    - Livro Histórico, Inscrição n.º 037, data: 24 mai 1938.
    N.º Processo: 0101-T-38.

  • Ministério da Defesa do Brasil

  • Exército Brasileiro

  • +55 21 2586-2203


  • Military Active Unit
    Nesta fortificação funciona hoje a Escola Superior de Guerra do Exército Brasileiro.

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio de Janeiro
    City: Rio de Janeiro

    Av. João Luiz Alves - Urca
    Rio de Janeiro, RJ, 22291-090, Brasil


  • Lat: 22 56' 29''S | Lon: 43 9' 19''W



  • Pode ser visitada mediante agendamento prévio de 48h com o Serviço de Comunicação Social, de 3.ª a Domingo, às 9h00 ou 13h30. (“Guia do Rio, Edição Especial Rio+20”. Rio de Janeiro: RioTur. XXXVI (241), 2012:54)


  • 1565: um baluarte "(...) com muita artilharia dentro, (...)";
    1618: 30 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1645: 30 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1711 (anterior): 34 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres cf. fonte portuguesa;
    1711: 64 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres cf. fonte francesa: 20 no Forte de S. Teodósio e 44 no Forte de São João;
    1718: 42 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres, sendo 8 de bronze;
    1815: 51 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres (Forte de São Martinho: 8 do 16, 12 do 14 e 4 do 12; Forte de São João: 3 do 24 e 11 do 18; Forte de São Teodósio: 7 do 24 e 6 do 18);
    1831: 7 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1838: 55 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1863: recebeu 15 canhões Whitworth de 127mm;
    1868: 34 peças de artilharia dos diversos calibres;
    1872: recebeu 1 obuseiro Krupp de 150mm;
    1885: 41 canhões de longo alcance, um deles Armstrong de 280mm (o "Vovô");
    1898: acréscimo de canhões Krupp C/15 L/40 (Bateria Mallet) e de um canhão Krupp C/15, um Krupp C/12, e um Armstrong calibre 550, noutra bateria.
    1902: acréscimo de mais 2 canhões na Bateria Mallet.

  • Da antiga fortificação resta apenas o Portão de Armas, com vão em arco abatido, suportado por robustas pilastras. Este portão, construção de alvenaria, é encimado por frontão com volutas barrocas, o qual termina por uma pira.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 15/05/2008.


  • 2002: intervenção de conservação e restauro com recursos oriundos do BNDES, através de convênio com a Fundação Cultural do Exército, compreendendo obras de segurança (colocação de grades e muretas em trechos de risco), de reforma dos pisos, que causavam infiltrações nos tetos e paredes da casamata da bateria São José, recuperação dos emboços;
    2003: projeto de restauração de 8 canhões, deteriorados pela maresia.



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