Fortress of Santa Cruz da Barra

Niterói, Rio de Janeiro - Brazil

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A “Fortaleza de Santa Cruz da Barra” localiza-se na margem leste da barra da baía de Guanabara, atual bairro de Jurujuba, município de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Principal fortificação da baía durante os períodos colonial e imperial, cruzava fogos na barra com a Fortaleza de São João e com o Forte Tamandaré da Laje, com a função de defesa do acesso ao porto e cidade do Rio de Janeiro.

Atualmente é o quartel da Artilharia Divisionária da 1.ª Divisão de Exército.

História

Antecedentes

Alguns autores sustentam, incorretamente, que a primitiva ocupação de seu sítio remonta ao período da chamada “França Antártica” (1555-1567), sob a forma de uma defesa erguida por forças francesas sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon, artilhada com 2 peças, ocupada por forças portuguesas no contexto da campanha de 1565-1567, sem atentar que as narrativas coevas referem-se à tentativa de instalação de uma bateria na Ilha da Laje (ver “Bateria Ratier”), fortificada pelos portugueses muito mais tarde.

A bateria de Nossa Senhora da Guia

A posição foi efetivamente ocupada pelos portugueses a partir de 1578, na segunda gestão de Salvador Correia de Sá, "o velho", como governador da Capitania Real do Rio de Janeiro (1577-1599), que ali ergueram uma bateria sob a invocação de Nossa Senhora da Guia, (CASTRO, 2009:156-157) cruzando fogos com o Reduto de São José, iniciado no mesmo ano (1578), no lado oposto da barra.

Em 1599, essa bateria repeliu a esquadra sob o comando do almirante neerlandês Olivier van Noort, indevidamente reputado por alguns autores como corsário. De acordo com os diários de bordo da expedição, a esquadra, vítima de escorbuto, buscava "refrescos" (alimentos frescos e água potável), o que foi negado pelas autoridades coloniais portuguesas, receosas de um ataque. (PEIXOTO, 1932:7-8)

A fortaleza de Santa Cruz da Barra

Em 1612, sob o reinado de Filipe III de Espanha (1598-1621), contando com 20 peças de artilharia de diversos calibres, passou a ser denominada como "Fortaleza de Santa Cruz da Barra", tendo o seu regimento sido aprovado em 24 de janeiro de 1613 pelo governador da Capitania, Afonso de Albuquerque (1608-1614) (em outras fontes, D. Álvaro Silveira e Albuquerque), que teria determinado a escavação de 5 celas na rocha viva, com as dimensões de 2 metros de altura por 0,60 metros de largura.

As invasões neerlandesas do Brasil

No início do século XVII, após a neerlandesa de Salvador (1624-1625), a defesa da barra do Rio de Janeiro foi reforçada no segundo governo da Capitania do Rio de Janeiro por Martim Correia de Sá (1623-1632), conforme figurado por João Teixeira Albernaz, o velho, onde se detalha em perspectiva a "A Fortaleza [de] Santa Cruz que o governador Martim de Sá fez à custa de sua fazenda depois que os rebeldes [neerlandeses] entraram na cidade da Bahia (...)", relacionando-lhe a artilharia ("dezessete peças em função"):

- 2 de bronze de 9 libras de bala

- 2 de bronze de 10 libras de bala

- 1 de bronze de 18 libras de bala

- 1 de bronze, francesa, de 18 libras de bala

- 1 de bronze de 38 libras de bala

- 2 pedreiros de bronze

- 8 de ferro

e a guarnição (1 capitão e 1 alferes, 20 soldados e 1 bombardeiro). ("Mapa da Capitania do Rio de Janeiro", 1631. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro)

Encontra-se representada como Fortaleza de Santa Cruz por Manuel Vaz Pereira ("Demonstrasão da barra do Rio de Janeiro e Planta da Laje", 1645. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), por João Teixeira Albernaz, o moço ("Aparencia do Rio de Janeiro", 1666. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), e assinalado por Andreas Antonius Horaty ("Rio di Gennaro", c. século XVIII. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro).

A fortaleza foi descrita pelos engenheiros Quitam e Lescolles em 1649 como uma "construção de um só parapeito de pedra em o qual estão entalhando umas troneiras que vão reinando todo ao redor da praça". (FERREZ, 1972:145) Em 1657 estava guarnecida por 1 condestável, 1 artilheiro e 19 soldados. (CASTRO, 2009:160-162)

As invasões francesas do século XVIII

As suas defesas foram reforçadas no final do século XVII pelo governador da Capitania, Sebastião de Castro Caldas (1695-1697). Naquele momento, em 1696 foi construído um hornaveque e uma bateria baixa com planta no formato de um "V", ampliando o seu poder de fogo. À época estava artilhada com 38 peças. (CASTRO, 2009:163)

Assim reforçada, o fogo da sua artilharia, com o apoio do da fronteira Fortaleza de São João, repeliu a esquadra de 5 navios e 1.000 homens sob o comando do corsário francês Jean-François Duclerc (1671-1711), em 6 de agosto de 1710.

Se não impediu a invasão de 18 navios, 740 peças de artilharia, dez morteiros e 5.764 homens do corsário francês René Duguay-Trouin, em setembro de 1711, foi por se encontrar desguarnecida por ordem do então governador, Francisco de Castro Morais (1710-1711). (GARRIDO, 1940:106) Contava então com 44 peças e foi ocupada pelos franceses até à sua retirada, em 13 de novembro de 1711. (BARRETTO, 1958:202)

Em 1738 encontrava-se artilhada com 64 peças, das quais 27 estavam obsoletas ou eram consideradas inúteis. Daquelas em condições de uso, apenas 4 eram de calibre inferior a 12 libras. (CASTRO, 2009:164-165)

O ouro das Minas e a transferência da Capital

Em 1748 foi assim descrita por um viajante francês:

"A Fortaleza de Santa Cruz, a mais importante do país, está situada sobre a ponta de um rochedo, num local onde todos os barcos que entram ou saem do porto são obrigados a passar a uma distância inferior ao alcance de um tiro de mosquete. A fortificação consiste numa compacta obra de alvenaria de 20 a 25 pés de altura, revestida por umas pedras brancas que parecem frágeis. Sua artilharia conta com 60 peças de canhão, de 18 e 24 polegadas de calibre, instaladas de modo a cobrir a parte externa da entrada do porto, a passagem e uma parte do interior da baía [de Guanabara]. Cada uma das peças referidas foi colocada no interior de uma canhoneira, o que gera um inconveniente: mesmo diante de um alvo móvel, como um barco à vela, elas só podem atirar numa única direção." (tradução livre do manuscrito "Relâche du Vaisseau L´Arc-en-ciel à Rio de Janeiro", 1748. Biblioteca Nacional da Ajuda, Lisboa, apud: FRANÇA, 1997).

No contexto da transferência da capital do Estado do Brasil da cidade do Salvador para a do Rio de Janeiro (1763), uma das reformas mais importantes na fortaleza teve lugar sob o governo do Vice-rei D. António Álvares da Cunha, 1.° conde da Cunha (1763-1767), que determinou a ampliação do seu poder de fogo, visando proteger o embarque do ouro e diamantes das Minas Gerais, então efetuado pelo porto do Rio de Janeiro para Lisboa.

Data deste período o "Plano da Fortaleza de Santa Cruz, novamente reedificada, pelo Conde da Cunha, em o ano de 1765" (AHU, Lisboa) (IRIA, 1966:76). De acordo com LAYTANO (1959), ao tempo do Vice-rei D. José Luís de Castro (1790-1801), este fez instalar 29 peças de artilharia em uma nova bateria baixa (à flor d'água), no mesmo nível de uma outra que existira anteriormente. De acordo com planta no Arquivo Histórico do Exército (AHEx, Rio de Janeiro), esse e outros pequenos acréscimos foram introduzidos em 1793.

O período Imperial

No contexto da Independência do país (1822) estava artilhada com 6 peças. (CASTRO, 2009:233)

Durante o Período Regencial (1831-1840) o Decreto de 24 de dezembro de 1831 determinou a redução do seu armamento à metade, ficando apenas uma peça de artilharia em bateria e outra sob abóbada ou rancho de palha (SOUZA, 1885:103). Em 1838 encontrava-se artilhada com 112 peças, e guarnecida por 1.568 homens, sob o comando do Coronel João Eduardo Pereira Colaço Amado (GARRIDO, 1940:106).

Em 1840 a sua posse foi transferida para a Marinha, que ali instalou a Companhia de Aprendizes Marinheiros, criada pela Lei Imperial n.° 148 de 27 de agosto de 1840. Em 1843 era comandada pelo 1.º Tenente Antônio Luís Musa (CASTRO, 2009:233-234).

Aqui serviram, a partir de 1845, Francisco Camisão (retratado por Alfredo D´Escragnolle Taunay em "A retirada da Laguna") e, a partir de 1857, Floriano Peixoto, futuro presidente da República (1891-1894).

Em 1851 a fortaleza recebeu alguns canhões navais franceses Paixhans (em francês "canon à la Paixhans" ou "obusier à la Paixhans") do calibre 80, capazes de disparar granadas explosivas. Em 1859 encontrava-se artilhada com 111 peças – 4 do calibre 80 libras, 14 de 36 libras, 22 de 32 libras, 32 de 24 libras, 29 de 18 libras e outras 10 peças (CASTRO, 2009:165-166).

No contexto da Questão Christie (1862-1865), as suas defesas foram reforçadas com a construção de casamatas à Haxo sobre a antiga bateria ao nível do mar, em três pavimentos: 20 casamatas no inferior, 21 no intermediário, e uma bateria à barbeta no superior, (SOUZA, 1885:103) erguidas entre 1863 e 1870, ano em que também foram construídos os dois pontilhões que ligam a antiga "Bateria 25 de Março" ao segundo pavimento das novas casamatas. Ainda em 1870 teve lugar uma intervenção na fortaleza: "(...) orçada em 2:358$400 [reis] a construção e colocação de grade de ferro, efetuou-se por concorrência este trabalho por 2:200$000 [reis]." (PARANHOS, 1870:28) Recebeu moderno armamento estriado nas casamatas (1871) - canhões Withworth e Armstrong (OSÓRIO, 1878:30) -, mantendo-se as antigas peças de grosso calibre, de alma lisa, nas baterias descobertas. Ainda nesse período tiveram lugar obras no Quartel da Tropa (1872), o paiol de pólvora, destruído pela queda de um raio, foi reconstruído (1875), concluindo-se a modernização da praça em 1877. Posteriormente foram instaladas enfermaria, farmácia e iluminação a gás de carvão (1882). (GARRIDO, 1940:106-107)

Passou a ser utilizada como quartel do 1.º Batalhão de Artilharia a Pé (Decreto n.° 5.596 de 18 de abril de 1874, apud OSÓRIO, 1878:29) e, em 1885, encontrava-se artilhada por 145 peças de grosso calibre, servindo ainda de Registro para os navios à entrada da baía. (SOUZA, 1885:104)

O período Republicano

A guarnição da fortaleza sublevou-se de 19 a 20 de janeiro de 1892, sob a liderança do 2.º Sargento Silvino Honório de Macedo. Tendo aprisionado os oficiais e concedido liberdade aos presos, na posse do armamento portátil e da artilharia, os amotinados compeliram o Forte da Laje e o Forte do Pico (Forte de São Luís) que se subordinavam à Fortaleza de Santa Cruz da Barra, a aderirem ao movimento contra o governo do então presidente da República, Marechal Floriano Peixoto (1891-1894). O movimento foi sufocado por dois batalhões sob o comando do Coronel Antônio Moreira César que, dominando o Forte do Pico, dali desceram sobre Santa Cruz, que nesse ínterim era bombardeada por navios da Marinha do Brasil, sob o comando do Almirante Custódio José de Melo, Ministro daquela pasta (GARRIDO, 1940:107; TINÉ, 1969:121; VILLA, 1997:65-66).

Quando da eclosão da Revolta da Armada (1893-1894), a fortaleza trocou tiros com o Encouraçado Aquidabã (capitânia da Armada brasileira à época) e os Cruzadores Javari e Trajano, das 14h00 às 16h00 de 30 de setembro de 1893. Posteriormente, na madrugada de 1 de dezembro desse mesmo ano, as suas baterias abriram fogo contra o Encouraçado Aquidabã e o Cruzador auxiliar Esperança, enquanto o primeiro atraía o fogo da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Villegagnon para proteger a saída do segundo pela barra. Fez fogo novamente sobre o Encouraçado Aquidabã e o Cruzador República, quando ambos forçaram a saída da barra a 21 de fevereiro de 1894.

A guarnição da fortaleza sublevou-se novamente, agora contra os maus tratos infligidos à tropa, a 7 de novembro de 1905, ocasião em que os seus praças assassinaram dois oficiais - o Tenente Pedro Fernandes Torres e o Major Diogo Freire -, aprisionando os demais. O governo ordenou que a Fortaleza de São João abrisse fogo contra a de Santa Cruz, organizando tropas para marcharem sobre os revoltosos. Acuados, estes se renderam no dia seguinte (Jornal do Brasil, 8 de novembro de 1905).

Passou a ser guarnecida pelo 1.º Grupo de Artilharia de Posição (1910), sucedido pelo 1.º Grupo de Artilharia de Costa (GACos) (BARRETTO, 1958:206) a partir de 1 de agosto de 1917, ao final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Em 1922, no contexto das revoltas do Tenentismo, a sua artilharia abriu fogo contra o Forte de Copacabana (5 de julho de 1922), disparando 40 granadas Krupp de 150 mm, em função do levante contra o então Presidente da República, Arthur Bernardes (1922-1926). (CASTRO, 2009:430) Quando dos levantes tenentistas de 1924 disparou 33 tiros contra o Cruzador São Paulo que, amotinado sob a liderança do tenente da Marinha do Brasil, Hercolino Cascardo, com o fogo das suas armas forçou a barra da baía de Guanabara rumo a Montevidéu, no Uruguai (4 de novembro), onde os rebeldes obtiveram asilo político. (Nosso Século, v. 2:223).

Entre 1926 e 1929 as antigas peças de artilharia antecarga foram retiradas da fortaleza, mudança reconhecida em 1932.

Em 24 de outubro de 1930, a fortificação envolveu-se no movimento pela renúncia do então presidente Washington Luís (1926-1930).

Em 1938 os canhões Krupp foram removidos e instalados na encosta do morro do Pico. Neste período foram feitas novas construções de apoio na fortaleza e, mais tarde, erguidos alguns postos de observação e de comando, as últimas instalações construídas na fortaleza com o fim de ampliar as suas defesas militares. (CASTRO, 2009:441)

O último disparo de sua artilharia foi um tiro de advertência, por ordem dos militares legalistas sob o comando do marechal Teixeira Lott, contra o Cruzador Tamandaré, que forçou a barra na Novembrada (11 de novembro de 1955), transportando o então Presidente da República, Carlos Luz (1955), e alguns ministros, rumo a Santos.

A fortaleza foi utilizada como presídio em diversas ocasiões: no século XIX nela estiveram detidas figuras ilustres como o Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrade e Silva (1823), os líderes farroupilhas Onofre Pires e José de Almeida Corte Real (1836, que de lá se evadiram em 1837), Bento Gonçalves (1837) e Giuseppe Garibaldi (18??), o líder da Revolução Praieira, Pedro Ivo Veloso da Silveira (18??), o primeiro presidente uruguaio Fructuoso Rivera (1851), Euclides da Cunha (c. 1888?) e, no século XX, o Capitão Juarez Távora, Alcides Teixeira e Estilac Leal (que dela escaparam com o auxílio de uma corda, a 28 de fevereiro de 1930), o integralista Plínio Salgado (c. 1943?), o comunista Luís Carlos Prestes e o general Lott (c. 1955?), além de Juscelino Kubitschek e Darcy Ribeiro. Durante a Ditadura Militar, aí estiveram detidos Miguel Arraes e João Pinheiro Neto. A partir de 6 de setembro de 1968 passou a sediar o Presídio do Exército, desativado em 1976.

A Fortaleza de Santa Cruz e todo o conjunto de edificações situadas após o portão contíguo ao canal encontram-se tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1939.

A partir de 2002 teve lugar uma intervenção de conservação e restauro, com recursos oriundos do BNDES através de convênio com a Fundação Cultural do Exército (FunCEx), sendo efetuadas obras de construção de esgoto sanitário, recuperação de telhados (atacados por cupins), restauro do emboço e pintura externa, impermeabilização da laje do Pátio de Comando e do Salão de Pedras (antigo paiol).

De propriedade do Ministério da Defesa, sob a administração do Exército Brasileiro, desde 2005 a fortaleza sedia o Quartel-general da Artilharia Divisionária da 1.ª Divisão de Exército, subordinada ao Comando Militar do Leste.

Caracteristicas

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado e acasamatado, marítimo, de enquadramento rural, isolado.

Com uma área construída de 7.153 metros quadrados, alicerçado na rocha viva, o conjunto apresenta planta poligonal irregular, onde poder ser identificadas três etapas construtivas em termos de arquitetura militar:

- o primeiro, remontando ao século XVII, com trechos das primitivas muralhas, a chamada Cova da Onça, as cumuas (sanitários) e a Capela de Santa Bárbara;

- o segundo, caracterizado pela reconstrução no século XVIII, salientando-se trechos das muralhas, as guaritas, as celas dos calabouços e a cisterna inaugurada em 1738, no governo de Gomes Freire de Andrade (1733-1763); e

- o terceiro, da segunda metade do século XIX, representado pelo chamado Salão de Pedras (paiol de munições, 1875), pelos pátios e galerias (Galeria 2 de Dezembro, Galeria 25 de Março) e pelas baterias (Bateria de Santa Teresa, ou Bateria do Imperador), em cantaria de granito aparelhado.

Ao visitante recomenda-se apreciar o Relógio de Sol (em pedra lioz, com algarismos romanos, datado de 1820), a Capela de Santa Bárbara, as masmorras, a chamada "Cova da Onça" (alegado local de torturas), o local de enforcamentos (no Pátio da Cisterna), o paredão de fuzilamentos (na Galeria 25 de Março), o Salão de Pedra (antigo paiol), as baterias de artilharia, a cisterna, o farol, o mastro da bandeira e a vista privilegiada da barra e da cidade do Rio de Janeiro.

Na escarpa percorrida pela trilha que liga a fortaleza ao Forte de São Luís, encontram-se ocultas pela vegetação as antigas baterias de canhões Krupp que batiam a costa atlântica na primeira metade do século XX.

A Capela de Santa Bárbara

Uma das mais antigas do Rio de Janeiro, remonta ao alvorecer do século XVII, sob o governo do Capitão Geral da Capitania Real do Rio de Janeiro, Martim Correia de Sá (1602-1608), tendo sido concluída em 1612. Assenta-se sobre a rocha viva, em posição dominante sobre a ponta de Santa Cruz, onde se erguia a bateria de Nossa Senhora da Guia, atualmente à esquerda de quem entra na Fortaleza de Santa Cruz.

A capela foi reconstruída em 1912, por determinação do então comandante, coronel Inocêncio Ferreira de Oliveira, responsável ainda pela introdução da iluminação elétrica nas dependências da fortaleza.

Restaurada, conta com uma imagem original da santa, entalhada em madeira, em tamanho natural. Uma das lendas que cerca esta imagem, recorda as tentativas de transferi-la para outro local, no passado, sempre malogradas por inexplicáveis reviravoltas nas condições do mar, devido a mau tempo, primitivamente o único acesso aquele local isolado.



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Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Fundação Cultural Exército Brasileiro: Projetos
Website da Fundação Cultural Exército Brasileiro, versando sobre as informações referentes ao Projeto Cultural Fortificações da Baía de Guanabara.

http://www.funceb.org.br/projetos/projetoguanabara.html
Forte de Santa Cruz: Alcatraz tropical
Dentro do website da Editora Abril, o texto de Flávio Ribeiro, na seção Cotidiano, versa sobre a história e curiosidades referentes à Fortaleza de Santa Cruz.

http://historia.abril.uol.com.br/cotidiano/conteudo_586880.shtml
A Fortaleza Brasil
Website da Academia de História Militar terrestre do Brasil, apresentando histórico acerca das seguintes fortificações localizadas no Brasil: Forte de São João da Bertioga, Fortaleza de Santa Cruz, Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, Forte dos Reis Magos, Forte das Cinco Pontas, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo, Real Forte Príncipe da Beira, Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, Forte Novo de Coimbra, Forte da Ponta da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacana.

http://www.ahimtb.org.br/fortbrasil.htm
Fortificações no Brasil
Website Brasil Viagem, com textos versando sobre as seguintes fortificações localizadas no Brasil: Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro; Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro; Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, no Ceará; Forte do Castelo, no Pará; Forte dos Reis Magos, no Rio Grande do Norte.

http://www.brasilviagem.com/materia/?CodMateria=52&CodPagina=184
Niterói - A trip through the Forts São Luis, Rio Branco and Pico
Este site remete a um Blog, que nos leva a um "passeio" à Zona Sul de Niterói (Rio de Janeiro), um lugar que possui o segundo maior complexo de fortes e fortalezas do Brasil. Entre essas fortificações estão: a Fortaleza de Santa Cruz, Rio Branco, Imbuí, e os Fortes de São Luís e do Pico.

http://www.perdidoporai.com/2012/07/niteroi-um-passeio-pelos-fortes-sa...
8º Seminar of Fortified Cities
Web Site of the 8TH Seminar of Fortified Cities and 3nd Meeting of Managers of Fortifications that has been carried out in the period of October 22-26, 2012, at Forte de Copacabana, Rio de Janeiro, Brazil. The previous editions of the Seminar can be accessed at the following address: http://cidadesfortificadas.ufsc.br/

http://www.8seminariocidadesfortificadas.blogspot.com.br/
Icofort Brazil
The International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage (ICOFORT) - www.icofort.org - is the committee of ICOMOS that aims to conduct specialized research, promoting professional exchange in the conservation of the fortifications and military heritage and foster international cooperation for identification, protection and preservation of fortifications, structures, landscapes and military installations. The ICOFORT BRAZIL began its activities in 2013 and will intend to reproduce in this country all the aims of the international ICOFORT.

http://www.brasil.icofort.org/
Forts itineraries: Guanabara Bay
This website is a tool at the service of the visitation of the forts and fortresses of Guanabara Bay. Here you will find information such options visitation internal circuits in the various fortifications, links to agendas of cultural events from different fortifications, Route visitation options, different paths connecting the fortifications points between themselves and their surroundings. The site also has the webdocumentário "Nós do Forte" consists of five short videos about the presence of Forts in everyday life of people in the cities of Rio de Janeiro and Niteroi.

http://www.roteirosdosfortes.com.br
10 fortes militares históricos viram ponto turísticos, no Brasil
Matéria da edição virtual da revista Casa Vogue de 22/12/2015, que versa sobre dez fortificações no Brasil que hoje são pontos turísticos importantes.

http://casavogue.globo.com/Arquitetura/noticia/2015/12/10-fortes-milit...
Fundação Cultural Exécito Brasileiro: Projetos
Website da Fundação Cultural Exército Brasileiro, versando sobre as informações referentes ao Projeto Restauração da Fortaleza de Santa Cruz.

http://www.funceb.org.br/projetos/projetosantacruz.html
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Revista Eletrônica Rio Total, versando sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, que se localiza no lado esquerdo da barra da Baía da Guanabara, na Estrada General Eurico Gaspar Dutra s/nr., no bairro de Jurujuba, município de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro.

http://www.riototal.com.br/riolindo/tur017.htm
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, que se localiza no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, município de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_de_Santa_Cruz_da_Barra
Fortificações de Niterói
Website Cultura Niterói, da Secretaria de Cultura e Fundação de Arte de Niterói, versando sobre a Fortaleza de Santa Cruz, e os Fortes Barão do Rio Branco, do Imbuí, São Luiz do Pico, Gragoatá e da Boa Viagem. Todas as fortificações localizam-se na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro.

http://www.culturaniteroi.com.br/modules.php?op=modload&name=Sections&...
Fortificações de Niterói
Website da Associação dos Taxistas do Campo de São Bento versando sobre os Fortes da Boa Viagem, do Gragoatá, do Imbuí e Barão do Rio Branco, do Pico, e sobre a Fortaleza de Santa Cruz. Todas as Fortificações localizam-se ou localizavam-se na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro.

http://www.taxicamposaobento.com/pontos/fortes.htm
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Website CCR Ponte, versando sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, que se localiza na cidede de Niterói, Estado de Santa Catarina.

http://www.ponte.com.br/concessionaria/dicas/dicas_detalhes.cfm?object...
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Website versando sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, localiza-se em Nitéroi, no Estado do Rio de Janeiro.

http://www.historiadomar.com.br/fortalezas_01_02.htm
Fortes e Faróis
Website com imagens de fortes e faróis do livro, Fortes e Faróis de Ricardo Siqueira, sobre construções que protegiam as fronteiras do Brasil,

http://www.angelfire.com/ca/Farois/
Fortificações do Rio de Janeiro
Website da Fundação Cultural Exército Brasileiro, versando sobre as seguintes fortificações do Estado do Rio de Janeiro: Forte de Copacabana, Fortaleza de Santa Cruz, Forte do Vigia, Fortaleza da Conceição, Forte Barão do Rio Branco, Forte Tamandaré, Forte do Imbuí, Fortaleza de São João, Forte de São Luiz, Forte da Barra, Forte Marechal Hermes e Forte de Gragoatá.

http://www.funceb.org.br/espacoCultural.asp
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Website Niterói Turismo, versando sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, que se localiza na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro.

http://www.neltur.com.br/port/aondeir_fort_stcruz.htm
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Website Brasil Viagem, versando sobre a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, que se localiza no lado esquerdo da barra da Baía da Guanabara, na Estrada General Eurico Gaspar Dutra s/nr., no bairro de Jurujuba, município de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. Apresenta dados acerca da visitação e telefone para contato.

http://www.brasilviagem.com/pontur/?CodAtr=2215
Educação Patrimonial: Fortes e Fortalezas
Trata-se de página de extensão da Universidade Católica de Santos (Unisantos) voltada à educação patrimonial, tendo como foco principal as fortificações brasileiras. A página serve como uma espécie de portal de acesso a vários projetos e instituições ligados a essa área do patrimônio fortificado nacional e internacional. Em destaque estão os materiais de pesquisa elaborados pelo Professor Emérito Élcio Rogério Secomandi sobre fortes e fortalezas do litoral e da fronteira terrestre do Brasil, com destaque especial para as construções na costa paulista.

http://www.unisantos.br/portal/extensao/educacao-patrimonial-fortes-e-...

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  • Fortress of Santa Cruz da Barra

  • Fortaleza de Santa Cruz, Fortaleza Velha

  • Fortress

  • 1578 (AC)




  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    A Fortaleza de Santa Cruz e todo o conjunto de edificações situadas após o portão contíguo ao canal encontram-se tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 4 de outubro de 1939:
    Livro Histórico, Inscrição 122.
    Livro de Belas Artes, Inscrição 274.
    N.º do processo: 0207-T-39.

  • Ministério da Defesa do Brasil

  • Exército Brasileiro

  • +55 21 2711-7840


  • Tourist-cultural Center

  • 7153,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio de Janeiro
    City: Niterói

    Estrada General Eurico Gaspar Dutra, s/n.º
    24370-375, Niterói, RJ, Brasil


  • Lat: 22 56' 17''S | Lon: 43 8' 3''W



  • A fortaleza encontra-se aberta para visitações públicas guiadas.


  • 1612: 20 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1631: 17 peças antecarga, de alma lisa: 1 de bronze de 38, 1 de bronze de 18, 1 de bronze, francesa, de 18, 2 de bronze de 10, 2 de bronze de 9, 2 pedreiros de bronze, 8 pedreiros de ferro;
    1696: 38 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1711: 44 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1738: 64 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres, das quais 27 inservíveis;
    1748: 60 peças antecarga, de alma lisa, dos calibres 24 e 18;
    1801 (antes): mais 29 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres, instaladas na nova bateria baixa;
    1822: 6 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1831: 2 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres, uma montada e outra desmontada;
    1838: 112 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres;
    1851: mais 4 canhões navais Paixhans, calibre 80;
    1859: 111 peças: 4 do calibre 80, 14 de 36, 22 de 32, 32 de 24, 29 de 18 e mais 10 peças de diversos calibres;
    1871: mais peças estriadas nas novas baterias, conservando-se as antigas, de alma lisa, nas baterias descobertas;
    1885: 145 peças de grosso calibre;
    1926-1929: recolhida a artilharia de alma lisa;
    1938: peças Krupp de 150 mm removidas e instaladas na crista do morro do Pico.
    Atual: 42 peças dos diversos calibres, distribuídas pelas três baterias.

  • A Fortaleza de Santa Cruz é considerada dos mais primorosos conjuntos de arquitetura de fortificações de todo país. Edificada em pedra sobre uma ponta rochosa, com planta poligonal, definida por suas muralhas, em cujo interior desenvolveu-se as edificações. As ruas internas estão calçadas de paralelepípedos, inclusive a praça. As muralhas do trecho mais avançado para o mar possuem duas linhas de aberturas quadrangulares que correspondem, no interior, a série de arcos com cercadura de cantaria. Os quartéis, que se desenvolvem junto às muralhas, são de pedra com paredes inclinadas.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 15/05/2008.

  • A fortaleza foi ampliada em 1567, transformando-se no principal ponto de defesa da Baía de Guanabara. Sofreu outras reformas, e em 1632 sua denominação foi mudada para Fortaleza se Santa Cruz da Barra.
    Em 1763, o vice-rei Conde da Cunha mandou vir da Europa os engenheiros João Henrique Boher e Jackes Funk, para que efetuassem uma série de reformas que garantissem à fortaleza mais potência de fogo, quando foram construídas, sobre a primitiva bateria à flor da água, duas ordens de baterias em casamatas abobadadas, e que são encimadas por um terraço com uma terceira bateria, esta a barbeta.
    Até 1870 foram construídas três novas baterias: a Bateria 25 de março, situada no plano inferior; a bateria 2 de dezembro, situada no nível intermediário; e a Bateria Santa Tereza que localiza-se no plano superior.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 15/05/2008.

  • De acordo com uma lenda local, o túmulo na parede da Capela de Santa Bárbara trata-se do sepulcro da jovem Iracema, filha do capitão Potyguara, que, apaixonada por um cabo e impedida de viver o seu amor, atirou-se ao mar em dezembro de 1906.



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