Bateria da Prainha

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - Brazil

A Bateria da Prainha, hoje desaparecida, estava localizada na antiga enseada da Prainha, ao final da atual rua do Acre, no centro histórico da cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.

Também conhecida como Reduto da Prainha, cobria aquele ancoradouro onde hoje, em área aterrada, se localiza a Praça Mauá.

Estrutura relacionada por Barreto, sem maiores detalhes, entre as baterias diversas outrora existentes no Rio de Janeiro (BARRETTO, 1958: 256).

Segundo Laytano (1959), foi uma das estruturas defensivas reparadas ou levantadas em faxina para reforço da defesa da marinha da cidade, ao tempo do Vice-rei D. José Luís de Castro (1790-1801).

Na realidade esta estrutura deve remontar ao início do século XVIII, uma vez que já está identificada sob a legenda "O. Bateria da Parainha [sic] que deve ser reparada" na Planta da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro com suas fortificações, 1713 (Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), e no Plano de Defesa do porto e cidade do Rio de Janeiro, 1713 (Serviço Geográfico do Exército, Rio de Janeiro), de autoria do Capitão de Engenheiros francês Jean Massé, que após as invasões de corsários franceses em 1710 e em 1711, por determinação do rei D. João V (1705-50), "em 1712 passou com o posto de brigadeiro ao Brasil para examinar e reparar as fortificações daquele Estado." (SOUZA VITERBO, 1988: 154).

Em 1718, era chamada de bateria e já não tinha mais a mesma importância que representava na época das invasões francesas. Neste ano, possuía 4 canhões e 130 projéteis, baixa munição para o serviço ativo, estava considerada arruinada. Através da planta feita em 1730 é possível perceber que era uma fortificação pequena, com cerca de 18 metros de largura, com um outro tanto de profundidade, na forma aproximada de um quadrado. Estava armado com 2 canhões de 12 libras e duas grandes peças de 24 libras. Além da planta indicar a existência de um quartel para 30 soldados “que se acham guarnecidos no dito forte”, uma comprovação de que estava guarnecido e ativo (CASTRO, 2009: 246).

Figura como Bateria da Prainha na carta de André Vaz Figueira (Carta Topografica da Cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro, 1750. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro), encomendada por Gomes Freire de Andrada para mostrar as obras de seu governo (1733-63).

Em 1789, é citado em documentos como “pequena bateria”. Neste ano estava armado com cinco canhões de 6 libras e desguarnecida. Em 1818, os documentos ainda registram uma fortificação no local. Depois de 1831, foi abandonado e desapareceu com o tempo (Op. cit., 2009, 247).

 

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Bateria da Prainha
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre a Bateria da Prainha, que se localizava na antiga enseada da Prainha, ao final da atual rua do Acre, no centro histórico da cidade e Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bateria_da_Prainha

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Contribution

Updated at 23/05/2013 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Amilton Matos).

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.


  • Bateria da Prainha

  • Reduto da Prainha

  • Battery

  • 1713 (AC)

  • 1713 (AC)



  • Portugal

  • 1831 (AC)

  • Missing






  • Disappeared

  • ,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio de Janeiro
    City: Rio de Janeiro

    A Bateria da Prainha, hoje desaparecida, estava localizada na antiga enseada da Prainha, ao final da atual rua do Acre, no centro histórico da cidade (e Estado) do Rio de Janeiro.
    Também conhecida como Reduto da Prainha, cobria aquele ancoradouro onde hoje, em área aterrada, se localiza a Praça Mauá.


  • Lat: 22 53' 49''S | Lon: 43 10' 53''W




  • Em 1718 possuía 4 canhões e 130 projéteis, já em 1730 estava armado com 2 canhões de 12 libras e duas grandes peças de 24 libras (CASTRO, 2009: 246).
    Em 1789 estava armado com cinco canhões de 6 libras e desguarnecida (Idem: 247).

  • Através da planta feita em 1730 é possível perceber que era uma fortificação pequena, com cerca de 18 metros de largura, com um outro tanto de profundidade, na forma aproximada de um quadrado (CASTRO, 2009: 246).





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