Bateria da Praia de Fora

Niterói, Rio de Janeiro - Brasil

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A Bateria da Praia de Fora estava localizada na praia de Fora, na enseada de Jurujuba, no município de Niterói, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, hoje integrante do Forte Barão do Rio Branco.

Defendendo o exterior da barra da Baía da Guanabara, a Bateria da Praia de Fora estava subordinada em tempos coloniais à Fortaleza de Santa Cruz, cuja defesa complementava.

De acordo com Barretto (1958), também conhecida como Bateria da Praia da Vargem, nome da praia que lhe era oposta no istmo, em 1711 contava com seis peças, elevadas para vinte e quatro em 1730. Em 1776, estava armada com pelo menos 5 canhões de 18 e 7 de 12 libras, era uma construção feita de faxina. Em 1781, a fortificação foi reconstruída (CASTRO, 2009: 304).

À época do Império, devido às repetidas crises do período regencial, o Decreto de 24/dez/1831 manda desarmá-la. Com a Questão Christie (1862-65), recebeu novas obras de reforço e o local foi rearmado. Algo que provocou uma revitalização na fortificação, ela passou a integrar o complexo de defesa de Santa Cruz. A reconstrução do forte ficou sob a responsabilidade do Major Maximiano Emerich, na reforma a cortina foi novamente revestida de alvenaria, foram construídos resistentes merlões dos parapeitos, foram instalados novos canhões (seu armamento foi aumentado para 24 peças) e foi consertada a ponte para Jurujuba. O traçado antigo foi mantido, consistia de dois meios baluartes nas extremidades e uma cortina no centro. Ergueu-se uma muralha no lado de terra, fechando a aposição. Além disso, foi montada uma bateria em um dos seus flancos, para a instalação de pequenas peças de artilharia. Sua posição mantinha ainda sua antiga função, defender de possíveis ataques em Santa Cruz, cobrindo a entrada que levaria ao Forte Pedro II. Em 1871 estava desarmado. Mas, em 1875, o local recebeu dois poderosos canhões Armstrong de 115 libras (177mm), com esse poder de fogo a fortificação deixou de exercer apenas a função de defender Santa Cruz e passou a defender toda a baía. Na Revolta da Armada (1893-94) estava ativa (Op. cit., 2009:348).

Em 1938 recebe a designação atual de Forte Barão do Rio Branco, incorporando numa área total de 5.850 metros quadrados o conjunto defensivo composto ainda pelo Forte de São Luís e pelo Forte do Morro do Pico.



 

Bibliografias relacionadas 

Fortificações do Brasil: Resumo Histórico
Anníbal Barretto

Livro
1958
 
Fortificações no Brasil
Augusto Fausto de Souza

Artigo
1885
 
O Exército na História do Brasil

Livro
1998
 
Fortalezas Multimídia
Roberto Tonera

Cd-Rom
2001
 
Muralhas de pedra, canhões de bronze, homens de ferro: fortificações do Brasil de 1504 a 2006 - Tomo I
Adler Homero Fonseca de Castro

Livro
2009
 
Conta sobre a fortificação e artilharia e mais fortalezas da praça e armazéns do Rio de Janeiro
Antonio do Brito de Menezes

Documento Impresso
1718
 
Relatório do Ministro da Guerra, José Marianno de Mattos, em 1864
José Marianno de Mattos

Documento Impresso
1864
 
Relatório do Ministro da Guerra, Manuel José Vieira Tosta, Barão de Muritiba, em 1870
Manuel José Vieira Tosta (Muritiba)

Documento Impresso
1870
 
Relatório do Ministro da Guerra, José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, em 1871
José Maria da Silva Paranhos

Documento Impresso
1871
 
Relatório do Ministro de Guerra, José Maria da Silva Paranhos, em 1871
José Maria da Silva Paranhos

Documento Impresso
1871
 
Relatório do Ministro da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, em 1875
João José de Oliveira Junqueira

Documento Impresso
1875
 
Relatório do Ministro da Guerra, Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias (1876-1877)
Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias)

Documento Impresso
1877
 
Relatório do Ministro da Guerra, João Paulo dos Santos Barreto, em 1847
João Paulo dos Santos Barreto

Documento Impresso
1847
 
Relatório do Ministro da Guerra, Manoel Felizardo de Souza e Mello, em 1848

Documento Impresso
1848
 
Relatório do Ministro da Guerra, Franklin Américo de Menezes Dória, em 1882
Franklin Americo de Menezes Doria

Documento Impresso
1882
 
Relatório do Ministro da Guerra, José Egídio Gordilho de Barbuda Filho, Visconde de Camamú, em 1865
José Egídio Gordilho de Barbuda Filho

Documento Impresso
1865
 
Relatório do Ministro da Guerra, João Paulo dos Santos Barreto, em 1846
João Paulo dos Santos Barreto

Documento Impresso
1846
 
Relatório do Ministro da Guerra, José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, em maio de 1872
José Maria da Silva Paranhos

Documento Impresso
1872
 
Relatório do Ministro da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, em dezembro de 1872
João José de Oliveira Junqueira

Documento Impresso
1872
 
Relatório do Ministro da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, em 1874
João José de Oliveira Junqueira

Documento Impresso
1874
 
Relatório do Ministro da Guerra, Carlos Affonso de Assis Figueiredo, em 1883
Carlos Affonso de Assis Figueiredo

Documento Impresso
1883
 
Relatório do Ministro da Guerra, Filippe Franco de Sá, em 1884
Filippe Franco de Sá

Documento Impresso
1884
 
Relatório do Ministro da Guerra, Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, em 1887
Joaquim Delfino Ribeiro da Luz

Documento Impresso
1887
 
Relatório do Ministro da Guerra, Thomaz José Coelho de Almeida, em 1888
Thomaz José Coelho de Almeida

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1888
 
Relatório do Ministro da Guerra, Thomaz José Coelho de Almeida, em 1889
Thomaz José Coelho de Almeida

Documento Impresso
1889
 
Projeto elaborado no Estado Maior do Exército, em abril de 1900
Feliciano Mendes de Moraes
Alberto Cardoso de Aguiar
Custódio de Senna Braga

Documento Impresso
1900
 
Relatório do Ministro da Guerra, João Nepomuceno de Medeiros Mallet, em maio de 1902
João Nepomuceno de Medeiros Mallet

Documento Impresso
1902
 
Relatório do Ministro da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, em 1886
João José de Oliveira Junqueira

Documento Impresso
1886
 
O último argumento dos reis: artilharia e fortificações
Adler Homero Fonseca de Castro

Artigo - Revista
2004
 

 Imprimir Bibliografias relacionadas



Links relacionados 

Bateria de Santo Antônio da Praia de Fora
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre a Bateria de Santo Antônio da Praia de Fora, que se localizava na antiga praia da Vargem (também praia de Fora, atual praia do Rio Branco), na enseada de Jurujuba, no município de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bateria_de_Santo_Ant%C3%B4nio_da_Praia_de...

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Contribuições

Atualizado em 05/07/2019 pelo tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Amilton Matos).

Com a contribuição de conteúdo de: Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuições com mídias: Projeto Fortalezas Multimídia (Débora Damas) (1), Projeto Fortalezas Multimídia (Bernardo) (1).


  • Bateria da Praia de Fora

  • Bateria da Praia da Vargem, Forte Marechal Floriano Peixoto, Forte Barão do Rio Branco

  • Bateria

  • 1711 (DC)






  • Desaparecida






  • Desaparecida

  • ,00 m2

  • Continente : América do Sul
    País : Brasil
    Estado/Província: Rio de Janeiro
    Cidade: Niterói

    A Bateria da Praia de Fora estava localizada na praia de Fora, na enseada de Jurujuba, no município de Niterói, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, hoje integrante do Forte Barão do Rio Branco.


  • Lat: 22 56' 16''S | Lon: 43 6' 57''W




  • De acordo com Barretto (1958), em 1711 contava com seis peças, elevadas para vinte e quatro em 1730. Já em Em 1776, estava armada com pelo menos 5 canhões de 18 e 7 de 12 libras.
    Com a Questão Christie (1862-65), recebeu novas obras de reforço (seu armamento foi aumentado para 24 peças).
    Em 1875, o local recebeu dois poderosos canhões Armstrong de 115 libras (177mm).






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