Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo

Rio Pardo, Rio Grande do Sul - Brazil

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A Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo estava localizada à margem esquerda do Rio Jacuí, na altura da foz do Rio Pardo, então limite da região das Missões jesuíticas, no local hoje conhecido como Alto da Fortaleza, na cidade de Rio Pardo, Estado do Rio Grande do Sul.

Quando os missionários da Companhia de Jesus chegaram à região do Rio da Prata (1626), fundaram a redução de São Nicolau visando "conquistar terras e almas para Deus e para a Coroa de Espanha". Posteriormente, na margem direita do Rio Pardo outras dezoito foram criadas, das quais as principais foram: Jesus, Maria, José (1632), São Joaquim (1633) e São Cristóvão (1634). Assim, em pouco tempo os índios Guarani, reduzidos, já estavam "batizados e praticando com fervor a religião, com uma vida de costumes muito puros".

Os espanhóis, apesar de titulares dessas terras pelo Tratado de Tordesilhas (1494), não se preocuparam com sua efetiva ocupação. Limitaram-se a autorizar a ação dos padres jesuítas que, em 1682, iniciaram a fundação dos chamados Sete Povos das Missões, na porção oeste do atual território gaúcho. Para garantir o seu expansionismo no Rio da Prata, os portugueses fundam, na margem esquerda da sua foz, a Colônia de Sacramento (1680), em território do atual Uruguai. Para apoiar essa colônia, encravada dentro dos domínios espanhóis, passam a explorar o interior do atual Rio Grande do Sul. Um dos pioneiros foi o Capitão-mór de Laguna, Francisco de Brito Peixoto: vindo daquela povoação, chegou às margens do Rio Pardo (1715) e identificou o ponto em que ele deságua no rio Jacuí.

Para dirimir os atritos em seus domínios sul-americanos, as Coroas ibéricas assinam o Tratado de Madrid (13/jan/1750), baseado no principio jurídico do "uti possidetis", e que, entre outros pontos, determina a troca da Colônia do Sacramento pelos Sete Povos das Missões. O governador e Capitão-general da Capitania do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade (1733-63), foi indicado pela Coroa portuguesa para chefiar os trabalhos de demarcação na Região Sul, exigidos pelo Tratado.

No lugar descrito por Francisco de Brito Peixoto, à margem esquerda do Rio Jacuí, próximo à foz do Rio Pardo, determina que se estabeleça um depósito de provisões e víveres, aí estabelecendo o seu quartel general (1751). Segundo Souza (1885), esse será o embrião da Fortaleza Jesus, Maria, José do Rio Pardo, núcleo da atual cidade de Rio Pardo. Em posição dominante na confluência dos rios, esse acampamento evolui para um forte de campanha de modestas proporções, constituído por paliçadas de madeira calçadas por plataformas de terra apiloada e cercadas por um fosso com água (1752), com risco atribuído ao Engenheiro Gomes de Melo, para alguns autores, ou ao Sargento-mór José Fernandes Pinto Alpoim, segundo outros.

No contexto da Guerra Guaranítica (1753-56) é atacado pelos índios Tapes (SOUZA, 1885), sob o comando de Sepé Tiarajú, vencido e aprisionado (mar-abr/1754). Desse mesmo ano existe uma planta de autoria do Sargento-mór Engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim, e outra, no Arquivo Histórico do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), da mesma data, assinada pelo discípulo de Alpoim, Manoel Vieira Leão, "partidista"(aluno remunerado) da Aula Militar de Arquitetura do Rio de Janeiro, fundada em 1738 e dirigida por Alpoim.

Depois da Campanha de Missões, de 1756 a 1759 (submissão do padre Lourenço Balda) será reedificado em terra e pedra. Gomes Freire de Andrade, de volta a esse forte, encontra a mercê de Conde de Bobadela, retornando ao Rio de Janeiro.

Concluída a sua construção, permanece guarnecido pelo Regimento de Dragões do Rio Pardo, sob o comando do Coronel Thomás Luís Osório. De acordo com Garrido (1940), mais tarde, quando da invasão espanhola (1763-76), detém as forças do governador da Província de Buenos Aires, D. Juan José de Vertiz y Salcedo (1773). O Sargento-mór Francisco Pinto Bandeira bate a vanguarda do exército invasor, fazendo fugir o corpo de D. Bruno Zabala, que ia reunir-se a ela, e apresando grande parte das armas e provisões inimigas. Data dessa época o seu epíteto de "Tranqueira Invicta".

Uma outra fortificação com o nome de Forte Jesus, Maria e José foi construída em 1737 pelo Engenheiro Militar, Brigadeiro José da Silva Paes, núcleo da povoação (hoje cidade) de Rio Grande (SOUZA, 1885). Não há informações posteriores sobre esta planta, provavelmente desaparecida no contexto da repressão à Revolução Farroupilha (1835-45).

Pouco conhecido da historiografia oficial, o combate de Rio Pardo (30/abr/1837) deu aos rebeldes a vitória sobre as tropas imperiais, que nessa praça perderam oito peças de artilharia, cerca de mil armas de infantaria, quantidade de munição de boca e de guerra, tendo sofrido cerca de 300 baixas entre mortos e feridos, além 700 prisioneiros. O comandante militar da Província, Marechal Barreto, respondeu a Conselho de Guerra do Império, também por este desastre, na seqüência do de Caçapava do Sul.

Atualmente no local, debruçada sobre o rio, uma placa e jardim, assinalam o local da antiga fortaleza. A placa em granito (doada pelo morador local, Sr. J. J. de Assis Machado)traz esculpida a planta da fortaleza, de autoria do Engenheiro Alpoim (ou seu discípulo,Manoel Vieira Leão).



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Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Grande
O site contém uma imagem da planta, de Manuel Vieira Leão feita em 1754, da Fortaleza de Jesus, Maria e José do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A página também apresenta um resumo sobre a ocupação do litoral do Rio Grande e Santa Catarina.

http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/oc_santa_catarina.html
Forte Jesus, Maria, José do Rio Pardo
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte Jesus, Maria, José do Rio Pardo, que se localizava à margem esquerda do rio Jacuí, na altura da foz do rio Pardo, então limite da região das Missões jesuíticas, no local hoje conhecido como Alto da Fortaleza, na cidade de Rio Pardo, no Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_Jesus%2C_Maria%2C_Jos%C3%A9_do_Rio_...
A Fortaleza Brasil
Website da Academia de História Militar terrestre do Brasil, apresentando histórico acerca das seguintes fortificações localizadas no Brasil: Forte de São João da Bertioga, Fortaleza de Santa Cruz, Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, Forte dos Reis Magos, Forte das Cinco Pontas, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo, Real Forte Príncipe da Beira, Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, Forte Novo de Coimbra, Forte da Ponta da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacana.

http://www.ahimtb.org.br/fortbrasil.htm

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Contribution

Updated at 12/11/2008 by the tutor Roberto Tonera.

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Projeto Fortalezas Multimídia (Jaime José S. Silva) (1).


  • Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo

  • Defesa do Rio Pardo

  • Fortress

  • 1751 (AC)

  • 1759 (AC)


  • Gomes Freire de Andrade (2)

  • Portugal

  • 1837 (AC)

  • Missing






  • Disappeared

  • 0,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Rio Grande do Sul
    City: Rio Pardo

    Localizava-se à margem esquerda do Rio Jacuí, na altura da foz do Rio Pardo, limite da região das Missões jesuíticas, no local conhecido como Alto da Fortaleza, em Rio Pardo, Estado do Rio Grande do Sul


  • Lat: 29 59' 29''S | Lon: 52 22' 52''W





  • Alvenaria de pedra e cal.





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