Fort Brooke

San Juan, Estado associado aos Estados Unidos da América - Porto Rico

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O “Forte de San Felipe del Morro”, também referido como "Castillo de San Felipe del Morro” e “Castillo del Morro”, localiza-se na cidade de San Juan, na costa norte da ilha de Porto Rico, no arquipélago das Grandes Antilhas, Estado Livre Associado de Porto Rico, uma dependência dos Estados Unidos da América.

Integrava a defesa da Praça-forte de Porto Rico, com a função de protegê-la de eventuais ataques por mar, complementando a defesa proporcionada pelo Forte San Cristóbal, que lhe protegia o acesso por terra.

História

A primitiva capital foi fundada em 1509 pelo seu primeiro Governador, Juan Ponce de Léon (1509-1511) na costa norte da ilha, na localidade de Caparra, atual município de Guaynabo. Esse núcleo não prosperou devido, em grande parte, à sua vulnerabilidade diante da hostilidade dos indígenas, vindo a ser formalmente abandonado entre 1519 e 1521, quando foi transferido para uma nova povoação, o centro histórico da atual capital, San Juan.

Em 11 de outubro de 1528, corsários franceses saquearam e incendiaram os estabelecimentos espanhóis na ilha, sendo San Juan o único que permaneceu incólume.

Carlos I de Espanha (1516-1556) determinou a construção das primeiras defesas de San Juan, iniciadas na década de 1530 – as estruturas de “El Morro” e de “La Fortaleza” – com recursos oriundos das minas do México.

O atual aspecto da fortificação de "El Morro" remonta a um projeto de 1587, de autoria dos engenheiros militares Juan de Tejada e Bautista Antonelli. Em 1589 o Governador Diego Menéndez deu início aos trabalhos de remodelação do antigo forte, que recebeu o seu nome em homenagem a Filipe II de Espanha (1556-1598). Neste período transformou-se na principal fortificação de Porto Rico, guarnecida por soldados profissionais.

Uma esquadra inglesa, sob o comando de Sir Francis Drake, foi rechaçada pela defesa de “El Morro” (1595). As embarcações foram avistadas de noite e um disparo certeiro de canhão atingiu a cabine de Drake na nau capitânia, ferindo John Hawkins e outros, que ali jantavam. Muitos dos seus navios foram afundados tendo as forças inglesas retirado com pesadas baixas.

Em represália, em junho de 1598 Sir George Clifford, 3.º duque de Cumberland, atacou a cidade pelo lado de terra, onde as defesas eram mais vulneráveis, logrando conquistar “El Morro”, onde as forças britânicas se instalaram. Entretanto, uma epidemia de disenteria, que fez 400 baixas entre os britânicos, obrigou-o a abandonar a cidade em novembro do mesmo ano.

Em 1625 o capitão neerlandês Boudewijn Hendricksz atacou a cidade desembarcando em La Puntilla, onde a artilharia da defesa não alcançava. O governador à época, Juan de Haro e um grupo de defensores entrincheiraram-se em “El Morro” e o capitão das Milícias de Porto Rico, Juan de Amezquita, contra-atacou com um punhado de homens, fazendo os invasores retirar, não sem antes terem saqueado e incendiado a cidade.

Em 1630 o então Governador, Enrique Enríquez de Sotomayor, deu início à construção das muralhas, sob a direção do engenheiro militar Juan Bautista Antonelli. Foi fortificado o lado sul da cidade até à baía, prosseguindo-se os trabalhos até 1678, quando a cidade ficou totalmente envolvida.

No contexto da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), após a conquista britânica de Havana e Manila (1762), Carlos III de Espanha (1758-1788) comissionou os irlandeses Marechal de Campo Alexander O'Reilly e o Chefe de Engenheiros Thomas O'Daly para fazer uma visita de reconhecimento e elaborar recomendações acerca das defesas e guarnição, para transformar a cidade de San Juan em “Defesa de Primeira Ordem”. Iniciam-se assim, em 1765, os trabalhos que transformarão a cidade em uma das mais poderosas praças-fortes das Américas. Ao final da década de 1780, “El Morro” adquiriu a sua atual feição.

O terramoto de 1787 causou danos tanto à fortificação de San Felipe del Morro quanto à vizinha San Cristóbal. Entretanto, a eficácia dessa defesa seria demonstrada quando dez anos mais tarde (1797) o general Ralph Abercromby e o almirante Henry Harvey da Royal Navy, invadiram a ilha com uma força combinada estimada entre 7.000 a 13.000 homens, transportados por uma frota de 67 embarcações. As forças espanholas sob o comando do então Governador e Capitão-general da ilha, D. Ramón de Castro y Gutiérrez, lograram repelir o ataque e derrotar os invasores.

Em 1825 o corsário porto-riquenho popularmente conhecido como o pirata Roberto Cofresí, foi capturado. Foi encarcerado e mais tarde executado aqui no forte.

Em 1843 foi erguido em “El Morro” o primeiro farol de Porto Rico.

No contexto da Guerra Hispano-Americana (1898), no dia 12 de maio uma frota da U.S. Navy sob o comando do almirante William Thomas Sampson, bombardeou a cidade e as suas defesas durante boa parte do dia. O bombardeio destruiu o farol de “El Morro” e provocou o pânico entre a população da cidade. O capitão de Artilharia Ángel Rivero Méndez, descreveu o evento como “una tempestad de hierro”. Um total de 1.360 disparos foram feitos sobre a cidade. Seis meses mais tarde Porto Rico converteu-se em território dos Estados Unidos da América em virtude do Tratado de Paris (1898) que encerrou o conflito.

Em 18 de outubro de 1898 as defesas de San Juan foram entregues oficialmente ao U.S. Army.

No ano seguinte (1899) as forças americanas reconstruiram o farol em “El Morro”, conferindo-lhe uma estrutura octogonal de betão, tendo a estrutura anterior, em aço, como reforço. Na ocasião foi instalado um novo aparelho, com lentes lenticulares. Posteriormente, em 1906, uma fissura no alto da torre conduziu à sua demolição, procedendo-se à construção da atual estrutura em 1908, a cargo da U.S. Navy.

Em 1914 as fortificações de San Juan passaram a constituir um complexo militar único, denominado de “Fort Brooke”. No contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Porto Rico serviu de posto de observação para detetar e controlar qualquer tentativa de ataque contra o Canal do Panamá. Foi em “El Morro” que o oficial de dia, o tenente Teofilo Marxuach, do Regimento de Infantaria de Porto Rico, abriu fogo sobre o navio de suprimentos do Império Alemão Odenwald, que forçava a barra para sair da baía (21 de março de 1915).

Quando da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) o U.S. Army construiu um “bunker” de betão no topo de “El Morro”, com a função de Estação de Controlo de Defesa de Incêndios do Porto, para dirigir uma rede de pontos de artilharia costeira e vigiar submarinos alemães que atacassem embarcações nas águas das Caraíbas.

Após o fim do conflito, foi estabelecido o Sitio Histórico Nacional de San Juan (1949) compreendendo o Forte de San Felipe del Morro, o Forte San Cristóbal, o Fortim de San Juan de la Cruz (conhecido localmente como “El Cañuelo”), e três outras fortificações dentro das muralhas da cidade.. Em consequência, em 1961 o U.S. Army transferiu a afetação do imóvel para o United States National Park Service, para que fosse preservado apenas como museu, e aberto ao público.

Em 1983 o Sítio Histórico Nacional de San Juan foi classificado como Património da Humanidade pela UNESCO.

No contexto das comemorações do 5.º Centenário da chegada de Cristóvão Colombo, em 1992 o glacis diante de “El Morro” foi recuperado, sendo removidas as palmeiras, estacionamentos e demais estruturas modernas, devolvendo esse espaço ao aspecto que teria tido no final do século XVIII. Na ocasião o farol também foi reparado e devolvido ao seu primitivo aspecto.

Com um afluxo anual de mais de dois milhões de visitantes o forte constitui-se numa das principais atrações turísticas de Porto Rico, com a exposição de peças utilizadas pelos indígenas, pelos espanhóis e pelos africanos, para ali levados como mão-de-obra escrava.

Fronteiro ao forte, no lado oposto da baía, encontra-se outra fortificação menor, “El Cañuelo”, com quem cruzava fogos na defesa da baía. Afirma-se que, quando do ataque de Drake, em 1595, uma corrente de ferro foi estendida entre ambos para fechar o acesso à baía.

A fortificação foi utilizada como locação para o filme “Amistad” (1996). Steven Spielberg utilizou-o para representar um forte em Serra Leoa, a partir do qual os escravos africanos eram vendidos aos traficantes em 1839.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, integrava a quarta linha defensiva da cidade, juntamente com o Forte de San Cristobal, constituindo a Fortaleza de San Gerónimo e a ponte de San Antonio a primeira linha.

As muralhas exteriores foram primitivamente erguidas com seis metros de espessura, e aumentadas no século XVIII. A área do conjunto ultrapassa os 280.000 m².

Em nossos dias, “El Morro” distribui-se em seis patamares, desde a flor d’água até 44 metros acima do nível do mar, onde se ergue o farol.

No início do século XX o U.S. Army preencheu a esplanada diante da fortificação com campos de basebol, hospital, quartéis de oficiais, clube de oficiais, e mesmo um campo de golfe.



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Contribution

Updated at 22/04/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Fort Brooke

  • Castillo de San Felipe del Morro, Castillo del Morro

  • Fort

  • 1539 (AC)

  • 1540 (AC)



  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    UNESCO World Heritage
    Integra o Sitio Histórico Nacional de San Juan, estabelecido em 1949.
    Em 1983 o Sitio Histórico Nacional de San Juan foi classificado como Património da Humanidade pela UNESCO.





  • Tourist-cultural Center

  • 280000,00 m2

  • Continent : Central America
    Country : Porto Rico
    State/Province: Estado associado aos Estados Unidos da América
    City: San Juan



  • Lat: 18 -29' 46''N | Lon: 66 7' 28''W




  • 1591: 25 peças antecarga, de alma lisa, dos diversos calibres, montadas em carretas.






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