La Fortaleza and San Juan National Historic Site in Puerto Rico

San Juan, Estado associado aos Estados Unidos da América - Porto Rico

A “Praça-forte de San Juan de Puerto Rico” localiza-se na cidade de San Juan, na costa norte da ilha de Porto Rico, no arquipélago das Grandes Antilhas, Estado Livre Associado de Porto Rico, uma dependência dos Estados Unidos da América.

Entre os séculos XV e XIX, uma série de estruturas defensivas foi erguida neste ponto estratéfico do mar das Caraíbas, com a função de defesa da cidade de San Juan e sua baía. Considerado por alguns autores como o mais extenso conjunto fortificado espanhol no Novo Mundo, em nossos dias representa uma excelente panóplia da arquitetura militar europeia adaptada à defesa de cidades portuárias nas Américas.

História

A primitiva capital foi fundada em 1509 pelo seu primeiro Governador, Juan Ponce de Léon (1509-1511) na costa norte da ilha, na localidade de Caparra, atual município de Guaynabo. Esse núcleo não prosperou devido, em grande parte, à sua vulnerabilidade diante da hostilidade dos indígenas, vindo a ser formalmente abandonado entre 1519 e 1521, quando foi transferido para uma nova povoação, o centro histórico da atual capital, San Juan.

Em 11 de outubro de 1528, corsários franceses saquearam e incendiaram os estabelecimentos espanhóis na ilha, sendo San Juan o único que permaneceu incólume.

Carlos I de Espanha (1516-1556) determinou a construção das primeiras defesas de San Juan, iniciadas na década de 1530 – as estruturas de “El Morro” e de “La Fortaleza” – com recursos oriundos das minas de ouro do México.

“La Fortaleza” foi erguida entre 1533 e 1540 com a função de defesa do porto de San Juan. Atualmente conhecida como Palacio de Santa Catalina, é a residência oficial do Governador de Porto Rico, ostentando o título de sede do poder executivo mais antiga em uso contínuo no Novo Mundo.

O seu atual nome deve-se à reconstrução, na década de 1640, da Capela de Santa Catalina, primitivamente fora das muralhas da povoação, e então integrada na planta da antiga fortificação, reedificada como palácio.

Esta foi a primeira fortificação erguida para a defesa da cidade, sendo posteriormente complementada pelo Forte de San Felipe del Morro e pelo Forte San Cristóbal.

O atual aspecto da fortificação de "El Morro" remonta a um projeto de 1587, de autoria dos engenheiros militares Juan de Tejada e Bautista Antonelli. Em 1589 o Governador Diego Menéndez deu início aos trabalhos de remodelação do antigo forte, que recebeu o seu nome em homenagem a Filipe II de Espanha (1556-1598). Neste período transformou-se na principal fortificação de Porto Rico, guarnecida por soldados profissionais.

Uma esquadra inglesa de 25 navios, sob o comando de Sir Francis Drake, foi rechaçada pela defesa de “El Morro” (1595). As embarcações foram avistadas de noite e um disparo certeiro de canhão atingiu a cabine de Drake na nau capitânia, ferindo John Hawkins e outros, que ali jantavam. Muitos dos seus navios foram afundados tendo as forças inglesas retirado com pesadas baixas.

Em represália, Sir George Clifford, 3.º duque de Cumberland, no comando da maior armada inglesa jamais reunida contra os espanhóis, em junho de 1598 atacou a cidade. O primeiro embate foi favorável aos espanhóis, mas a exaurida tropa espanhola não conseguiu impedir a entrada dos navios ingleses na baía, onde desembarcaram e atacaram pelo lado de terra, onde as defesas eram mais vulneráveis, logrando conquistar “El Morro”, onde se instalaram. Entretanto, uma epidemia de disenteria, que fez 400 baixas entre os britânicos, obrigou-os a abandonar a cidade em novembro do mesmo ano.

Em 1625 o capitão neerlandês Boudewijn Hendricksz atacou a cidade desembarcando em La Puntilla, onde a artilharia da defesa não alcançava. O governador à época, Juan de Haro e um grupo de defensores entrincheiraram-se em “El Morro” e o capitão das Milícias de Porto Rico, Juan de Amezquita, contra-atacou com um punhado de homens, fazendo os invasores retirar, não sem antes terem saqueado e incendiado a cidade.

Em 1630 o então Governador, Enrique Enríquez de Sotomayor, deu início à construção das muralhas, sob a direção do engenheiro militar Juan Bautista Antonelli. Foi fortificado o lado sul da cidade até à baía, prosseguindo-se os trabalhos até 1678, quando a cidade ficou totalmente envolvida.

No contexto da Guerra dos Sete Anos (1756-1763), após a conquista britânica de Havana e Manila (1762), Carlos III de Espanha (1758-1788) comissionou os irlandeses Marechal de Campo Alexander O'Reilly e o Chefe de Engenheiros Thomas O'Daly para fazer uma visita de reconhecimento e elaborar recomendações acerca das defesas e guarnição, para transformar a cidade de San Juan em “Defesa de Primeira Ordem”. Iniciam-se assim, em 1765, os trabalhos que transformarão a cidade em uma das mais poderosas praças-fortes das Américas. Ao final da década de 1780, “El Morro” adquiriu a sua atual feição.

O terramoto de 1787 causou danos tanto à fortificação de San Felipe del Morro quanto à vizinha San Cristóbal. Entretanto, a eficácia dessa defesa seria demonstrada quando dez anos mais tarde (1797) o general Ralph Abercromby e o almirante Henry Harvey da Royal Navy, invadiram a ilha com uma força combinada estimada entre 7.000 a 13.000 homens, transportados por uma frota de 67 embarcações. As forças espanholas sob o comando do então Governador e Capitão-general da ilha, D. Ramón de Castro y Gutiérrez, lograram repelir o ataque e derrotar os invasores.

Naquele momento, a guarnição de Porto Rico encontrava-se incompleta, uma vez que mais da metade dos seus efetivos deslocara-se, de acordo com um plano acordado em 1793, à ilha de "La Española" para fazer frente às forças de Toussaint Louverture, que se haviam rebelado contra os franceses, que ocupavam uma parte da dita ilha. Desse modo, o efetivo disponível para a defesa de Porto Rico eram 200 veteranos do "Regimiento Fijo de Puerto Rico", as "Milicias Disciplinadas" e os chamados "urbanos". O efetivo das milícias em toda a ilha era de 15 companhias de Infantaria, 2 de Artilharia e 5 de Cavalaria, no total de 4.000 combatentes. Os "urbanos", armados apenas com lança e machete, ascendiam aproximadamente a 2.000 homens. A estas forças somavam-se 2 agrupamentos de franceses totalizando 110 homens. Destas forças na ilha, conhecem-se as que estavam ou acudiram à capital pelo "Diário" de operações e outras fontes coevas. Encontravam-se em San Juan o "Regimiento Fijo" com o seu contingente aumentado, 3 companhias de Infantaria das Milícias, as 2 de Artilharia, e os homens válidos que pegaram em armas, brancos e negros, que chegaram ao longo dos dias, ascendendo esse efetivo a cerca de 4.000 homens.

As forças britânicas desembarcaram a 17 de abril em Loíza nas imediações da enseada de Cangrejos, a cerca de 3 quilómetros a oeste de San Juan, um efetivo de 6.000 soldados e 2.000 negros e mulatos recrutados em Martinica e Barbados. Foram confrontadas por 300 homens sob o comando do Coronel Linares, que, entretanto, foram forçados a retirar para o Forte de San Antonio diante da superioridade numérica do inimigo.

Enquanto isso a frota do almirante Harvey bloqueou o acesso marítimo ao porto de San Juan, e Abercromby estabeleceu o seu quartel-general na paróquia de San Mateo de onde podia descortinar toda a San Juan e a Ponte de Martín Peña. A estratégia de Abercromby era tomar aquela ponte, a fim de impedir a chegada de reforços espanhóis pelo sul e bombardear as fortificações de San Jerónimo e de San Antonio a partir de Miramar para ganhar acesso à Ponte de San Antonio e atravessá-la para o ilhéu de San Juan. Entre as forças britânicas destacavam-se os "Royal Marines", que haviam ganho reputação depois de derrotar as tropas de Napoleão Bonaparte na Campanha do Egito. O então governador de Porto Rico, Marechal de Campo Don Ramón de Castro y Gutiérrez, um brilhante estratego, impediu o avanço das forças britânicas, frustrando-lhes o plano de conquista.

A cidade esteve sob o fogo britânico até 30 de abril. A 2 de maio de 1797 a frota britânica levantou o bloqueio naval e partiu.

Um século mais tarde, diante da perda de sua função estratégica e da necessidade de expansão da malha urbana, um extenso troço das antigas muralhas, entre San Cristóbal e o cais do porto, foi dinamitado (1897).

No contexto da Guerra Hispano-Americana (1898), os Estados Unidos invadiram Porto Rico a 25 de julho. Derrotada, a Espanha cedeu Porto Rico, junto com as Filipinas e Guam, aos Estados Unidos, pelos termos do Tratado de Paris (1898), que pôs termo ao conflito.

Em 1949 foi estabelecido o Sítio Histórico Nacional de San Juan, que compreende o Forte de San Felipe del Morro, o de San Cristóbal, o Fortim de San Juan de la Cruz (conhecido localmente como “El Cañuelo”), e três outras fortificações nas muralhas da cidade.

Em 1961 as forças do U.S. Army desocuparam os fortes históricos da cidade, que passaram à jurisdição United States National Park Service, para serem preservados unicamente como museus.

Finalmente, em 1983 o Sítio Histórico Nacional de San Juan foi declarado como Sítio Património Mundial pela UNESCO, com o nome "Fortaleza e Sítio Histórico de San Juan em Porto Rico".



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Los Antonelli, arquitectos de Gatteo
Site de estudo da familia Antonelli, com textos em espanhol e italiano. Bautista Antonelli e seu filho, Juan Bautista Antonelli, chamado de "El Mozo", entre outros membros dessa família de engenheiros militares, atuaram principalmente no Caribe, legando-nos um patrimônio fortificado enorme, muitos dos quais hoje considerados patrimônios da humanidade pela Unesco.

http://www.provincia.fc.it/cultura/antonelli/ESP/index.html
Icofort
The International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage (ICOFORT) - is the committee of ICOMOS that aims to conduct specialized research, promoting professional exchange in the conservation of the fortifications and military heritage and foster international cooperation for identification, protection and preservation of fortifications, structures, landscapes and military installations. The International Council on Monuments and Sites (ICOMOS) - www.icomos.org - was created in 1965.

http://www.icofort.org/
Icofort in Facebook
Page in the Facebook about the ICOFORT: The International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage (http://www.icofort.org/).

http://www.facebook.com/icomos.icofort

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Contribution

Updated at 23/04/2017 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.


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  • La Fortaleza e Sítio Histórico Nacional de San Juan em Porto Rico

  • Fortified City





  • Spain


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    UNESCO World Heritage
    Em 1949 foi estabelecido o Sítio Histórico Nacional de San Juan, que compreende o Forte de San Felipe del Morro, o de San Cristóbal, o Fortim de San Juan de la Cruz (conhecido localmente como “El Cañuelo”), e três outras fortificações nas muralhas da cidade.
    Em 1983 o Sítio Histórico Nacional de San Juan foi declarado como Sítio Património Mundial pela UNESCO.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Central America
    Country : Porto Rico
    State/Province: Estado associado aos Estados Unidos da América
    City: San Juan

    Centro histórico de San Juan
    Porto Rico


  • Lat: 18 -28' 14''N | Lon: 66 7' 1''W










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