Fuerte de Muxima

Muxima, Bengo - Angola

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O “Forte da Muxima”, também referido como “Fortaleza da Muxima” (em língua Kimbundu, "coração"), localiza-se na margem esquerda do rio Cuanza, na vila da Muxima, município da Quiçama, província de Bengo, em Angola.

Ambaca, Cambambe, Massangano, Muxima e Pungo Andongo foram os grandes presídios angolanos: foi neles que de afirmou o domínio português quando os Neerlandeses dominaram o litoral no século XVII. Dotados de guarnições militares, constituíam as circunscrições administrativas fundamentais do território, sendo chefiados por capitães-mores nomeados pela Coroa ou por regentes, designados pelo Governador-geral. A partir deles desenvolveu-se a penetração comercial, religiosa e política no território; deles partiam as expedições militares e neles buscavam refúgio os colonos em caso de maior perigo. ("Presídios de Angola", in SERRÃO, Joel (dir.). "Dicionário de História de Portugal (4 vols.)". Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1971. Vol. III, p. 474-475.)

História

A ocupação da área por forças portuguesas remonta ao estabelecimento, em 1581, de um pequeno posto militar junto ao rio Cuanza pelo governador e capitão-general de Angola, Paulo Dias de Novais (1575-1589).

Aponta-se 1599 como data provável da fundação do presídio por Baltazar Rebelo de Aragão sendo governador e capitão-general João Furtado de Mendonça (1594-1602). Naquele ano Aragão enviou um memorial a Filipe II de Espanha (1556-1598) onde afirma ter fundado a fortificação à sua custa. À época, o presídio oferecia suporte às relações comerciais na região, servindo como ativo entreposto de mercadorias e de escravos que aí aguardavam transporte para o continente americano.

O presídio foi transferido para novo local em 1609, por determinação do então governador e capitão-general, Manuel Pereira Forjaz.

No contexto da invasão de Angola por forças da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC), em 1641 os presídios no rio Cuanza constituíram-se em uma linha de resistência dos colonos portugueses ao invasor. Desse modo, em 1646 Muxima foi atacada por forças da WIC, tendo a população se refugiado na fortificação, mas vindo a cair no ano seguinte (1647). Foi reconquistada em 1648 por forças portuguesas vindas de Massangano.

A fortificação foi reedificada em 1655, conforme inscrição na pedra de armas, sendo seu capitão Francisco de Novais.

Teve papel de apoio das forças Portuguesas nas chamadas Guerras Kwata-Kwata, conflitos inter-tribais envolvendo as tribos empregadas pelos Europeus para capturar outras tribos, sujeitando-as à escravidão.

Até meados do século XIX o presídio e a sua guarnição foram governados por um Capitão-mor. Datam deste período, em relatório de 1846 do alferes Sampaio, oficial às ordens do então governador de Angola, Pedro Alexandrino da Cunha, as observações: “(…) a fortaleza é um lindo ponto de vista para todos os lados e dele se vê perfeitamente a lagoa da Quisua"; Lopes de Lima regista que a fortaleza de Muxima é de pedra e cal e "presidiada com uma companhia de 130 praças de primeira linha". A povoação conta com cerca de 500 casas, sendo duas ou três de pedra e as demais palhoças, e vive essencialmente do seu porto fluvial que serve de escala às embarcações que de Calumbo navegam Cuanza acima até Massangano, Dondo e Cambambe.

Foi classificado como Monumento Nacional pelo Estado Português, através da Portaria n.º 2, publicada no Boletim Oficial n.º 1, de 12 de janeiro de 1924.

No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) aquartelou tropas portuguesas a partir de 1941, que aí foram mantidas até 1948. Em 1956 foi classificado como Imóvel de Interesse Público.

No contexto da Guerra Colonial Portuguesa (1961-1974), em 1961 ainda conservava antigas peças de artilharia, uma delas com as armas francesas. A partir de 1964 a povoação passou a ser guarnecida militarmente e a sua elevação foi utilizada para a instalação de um posto de rádio das forças armadas.

Em 1996 a fortificação foi incluída no Corredor do Cuanza (Luanda-Cuanza Norte), da Lista Indicativa com bens a classificar como Património Mundial pela UNESCO.

Em 2008, em ruínas em precário estado de conservação, em 2010 sofreu obras de beneficiação.

De propriedade do Estado, o monumento encontra-se afeto ao Ministério da Cultura de Angola.

Características

Exemplar de arquitetura militar, seiscentista, de enquadramento fluvial, implantado no alto de um morro à margem esquerda do rio Cuanza, com acesso por caminho íngreme calcetado, com guardas em alvenaria caiada de branco, sendo o portal precedido por vários degraus. No sopé do monte, ergue-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Muxima.

Apresenta planta poligonal irregular, composta por três baluartes e cortinas rectilíneas. A escarpa exterior apresenta paramentos em talude, rebocados e pintados de branco, terminados em parapeito de merlões e canhoneiras ou simples, sendo reforçados por vários contrafortes de esbarro, de provável feitura posterior, e possuindo em alguns ângulos guaritas cilíndricas, com cobertura em domo, sobre cornija, e rasgadas por frestas de tiro retangulares. No topo da rampa de acesso, rasga-se o Portão de Armas em arco abatido, com porta gradeada, inserido em cortina terminada em empena com lápide mostrando o brasão de armas do Reino de Portugal e inscrição epigráfica alusiva à construção, que reza: "O CAPITÃO - FRANCISCO / DE NAVAES A FES - 1655".

No interior do terrapleno, com cortinas percorridas, em quase toda a extensão, por adarve, acedido por rampas ou escadas de pedra, erguem-se duas casas, que serviam de corpo da guarda e de paiol. Têm planta retangular simples e cobertura em telhado de quatro águas, rematadas em beirada simples. As fachadas são rebocadas e pontadas de branco, a principal rasgada por vãos retilíneos.

Esparsas pelas canhoneiras no lado do rio jazem antigas peças de artilharia de ferro, desmontadas.



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Links relacionados 

Fortaleza de Muxima
Website da UNESCO versando sobre a Fortaleza de Muxima, localizada no Município de Muxima, Província de Icole-Bengo, em Angola. Página em inglês.

http://whc.unesco.org/en/tentativelists/927/

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Contribuciones

Actualizado en 27/09/2017 por el tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuciones con medias: José Eduardo de Sousa Luís (4).


  • Fuerte de Muxima

  • Fortaleza da Muxima

  • Fuerte

  • 1599 (DC)



  • Felipe II de España

  • Portugal


  • Ruinas conservadas

  • Protección Nacional
    Foi classificado como Monumento Nacional pelo Estado Português, através da Portaria n.º 2, publicada no Boletim Oficial n.º 1, de 12 de janeiro de 1924.
    Em 1956 foi classificado como Imóvel de Interesse Público.
    Em 1996 a fortificação foi incluída no Corredor do Cuanza (Luanda-Cuanza Norte), da Lista Indicativa com bens a classificar como Património Mundial pela UNESCO.





  • Centro Turístico Cultural

  • ,00 m2

  • Continente : África
    País : Angola
    Estado/Província: Bengo
    Ciudad: Muxima



  • Lat: 9 31' 20''S | Lon: 13 -58' 25''E






  • 2010: Obras de beneficiação.




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