Amboim Fort

Porto Amboim, Cuanza Sul - Angola

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O “Forte do Amboim”, também referido como “Fortaleza do Amboim”, localizava-se no município de Amboim, província de Cuanza-Sul, em Angola.

História

A ocupação europeia do local remonta ao governador e capitão-general de Angola, Paulo Dias de Novais (1575-1589). Ao chegar a Luanda, Dias de Novais enviou para a região de Benguela um sobrinho, Lopes Peixoto, com a missão de encontrar jazidas de ouro e prata, assim como para dar seguimento às parcerias comerciais anteriormente estabelecidas por Henrique Pais. Embora Peixoto não tenha encontrado as minas desejadas, a sua missão foi bem sucedida, uma vez que conseguiu fazer trocas comerciais com os nativos, obtendo provisões, escravos, marfim, e anéis e pulseiras feitos de cobre.

No contexto da Dinastia Filipina (1580-1640), como resultado da cooperação comercial, em 1586 o governante identificado como rei de Benguela requereu "amizade" e submissão ao rei de Portugal, pedido provavelmente relacionado com a competição em curso com o estado de Ndongo, situado a norte. (CÂNDIDO, 2013:37) Pelos termos do tratado então assinado, era permitido aos portugueses o estabelecimento de uma fortificação (feitoria) destinada a abrigar as mercadorias e o destacamento de 70 homens sob o comando de Peixoto (op. cit., p. 37). A obra foi concluídas em 1587.

As relações amistosas, entretanto, deterioram-se rapidamente, e em pouco tempo súbditos do rei de Benguela atacaram soldados portugueses que se encontravam a pescar, e, controlando-lhe as armas, mataram os restantes que se encontravam na fortificação, poupando a vida apenas a dois homens que fugiram para Luanda. Durante esse ataque o próprio Peixoto foi morto. (Op. cit, p. 38)

Após esse ataque, o local de Benguela-Velha não voltou a ser ocupado por europeus, mas tão somente pela população local. Um marinheiro inglês, Andrew Battell, visitou o local em 1600-1601, relatando que a população que aí vivia era chamada de "Endalanbondos", não possuía qualquer forma de governo e havia sido profundamente afetada por razias dos "Imbalagas", com o fim de capturar pessoas e gado. Descreveu os habitantes locais como "muito traiçoeiros, e aqueles que negociarem com esta gente têm de olhar pela sua própria segurança". Nas poucas ocasiões que os Imbalagas são mencionados em fontes primárias, são-no geralmente com relação a Benguela-Velha. (Op. cit., p. 41)

Domingos de Abreu de Brito visitou a colónia de Angola em 1590-1591, constatando a importância do comércio com Benguela-Velha. Em seu relatório, Abreu de Brito recomendou a Filipe II de Espanha (1554-1598) a separação dos impostos recolhidos nos portos de Luanda e de Benguela-Velha, visando poder perceber-se os valores exatos e a importância do comércio de escravos em cada um daqueles portos. Também aconselhou que se nomeasse um governador com autonomia em relação aos assuntos angolanos, e à aquisição de 3 galeotas para realizarem o comércio entre Luanda e Benguela-Velha. (Op. cit., p. 41)

Nesse interim, relatos sobre a existência de minas de ouro e marfim levaram a Coroa Ibérica a considerar o envio de novas expedições com o fim de reocupar o porto. Em 1611, Filipe III de Espanha (1598-1621) relatou a abundância de cobre em Benguela-Velha. De acordo com o soberano, o cobre poderia ser enviado para o Brasil em navios negreiros, sem qualquer custo adicional. No porto de Benguela-Velha os escravos podiam ser adquiridos com maior lucro que em Angola, para benefício da Coroa. É igualmente referido que a alta densidade populacional favorecia a captura de escravos, e que o marfim conseguia encontrar mercado em outros locais. (Op. cit., p. 41) Desse modo, em 1617 a colónia de Benguela foi reconstruida mais a sul, no local do Forte de São Filipe de Benguela, atual cidade de Benguela.

Em 1771 forças portuguesas voltaram ao primitivo local, onde então existia uma aldeia chamada Kissonde, reerguendo aí a povoação de Benguela Velha, que em 1923 teve a sua designação alterada para Porto Amboim.

O novo forte foi erguido no século XIX no alto do morro do Quissonde, onde hoje existe um farol, erguido sobre os restos dessa fortificação.

Bibliografia

CÂNDIDO, Mariana. An African Slaving Port and the Atlantic World: Benguela and Its Hinterland. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.



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Contribution

Updated at 12/09/2016 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Amboim Fort

  • Fortaleza do Amboim

  • Fort

  • 1584 (AC)



  • Philip II of Spain

  • Portugal


  • Abandoned Ruins






  • Ruins

  • ,00 m2

  • Continent : Africa
    Country : Angola
    State/Province: Cuanza Sul
    City: Porto Amboim



  • Lat: 10 44' 30''S | Lon: 13 -45' 41''E










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