Fort of São Sebastião

São Tomé, São Tomé Island - São Tomé and Príncipe

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O “Forte de São Sebastião” localiza-se no extremo sul da baía de Ana Chaves, na cidade e ilha de São Tomé, em São Tomé e Príncipe. Cruzava fogos com o Fortim de São José.

História

A ilha de São Tomé foi atacada por corsários franceses em 1567. Para a defesa da sua capital, a cidade de São Tomé, forças portuguesas ergueram um forte, sob a invocação de São Sebastião, que foi concluído em 1575. Constituiu-se na primeira estrutura defensiva erguida na cidade e na ilha, e a sua história está intimamente ligada à de ambas.

Poucos anos mais tarde, no contexto da Dinastia Filipina, a cidade foi atacada por forças Neerlandesas (1599), vindo mesmo a ser conquistada por uma armada Neerlandesa de cerca de 40 embarcações (1616).

Ainda nesse contexto, após a conquista da Fortaleza de São Jorge da Mina por forças da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC) (1637), as mesmas voltaram a apoderar-se da cidade (1641), que só foi devolvida aos Portugueses em 1649 mediante avultado resgate. Há notícia, entretanto, de que no ano de 1643 a cidade e a Fortaleza de São Sebastião, que estavam em poder dos Neerlandeses, foram sitiadas por tropas da ilha. A reconquista do arquipélago só seria alcançada no contexto da campanha de recuperação de Angola, entre 1648 e 1652.

Em 1709 uma armada de corsários franceses ocupou a cidade de São Tomé durante quase um mês (de 19 de abril a 15 de maio), exigindo um pesado resgate.

Em meados do século XVIII o engenheiro militar José António Caldas em relatório sobre a força armada em S. Tomé, registou:

Quanto à folha militar somente vence soldo um Sargento Mor, o Tenente da Fortaleza, um Ajudante, um Alferes, um Condestável, dois Sargentos do número, três Cabos de Esquadra e vinte e nove Soldados, os quais soldos anualmente respectivos aos seus postos importam 1.157$360.

As despesas incertas que se fazem com a Corveta de Sua Majestade e munições para a Fortaleza e sustentação de vários escravos, que tem El-Rei naquela Ilha, todas fazendo computo anualmente de 1400$000 e vem a importar todos os gastos que se fazem nesta ilha 10.208$266.

Tem esta ilha uma Fortaleza. Na qual se acham montadas 26 peças de bronze, e 11 de ferro com duas mil e novecentas e vinte e uma balas com os mais apetrechos de guerra necessários.” (Relatório de José António Caldas para o Vice-rei no Estado do Brasil sobre S. Tomé e Príncipe, 1755.)

Em 1797 Raimundo José da Cunha Matos foi nomeado comandante da guarnição deste forte, tendo ainda exercido na ilha os cargos de Ajudante de Ordens do Governador, Provedor da Fazenda e Feitor da Alfândega.

No Arquivo Histórico de S. Tomé e Príncipe, para o período entre 1851 e 1870 existem diversas referências à fortaleza, inclusive como Casa de Correção.

Em 1866 passou a abrigar um farol, reconstruído em 1928 e restaurado em 1994.

No contexto do chamado "Massacre de Batepá" (fevereiro de 1953), aí foram detidos muitas vítimas da repressão promovida pelo ex-governador-geral, coronel Carlos de Sousa Gorgulho.

Sofreu intervenção de restauro em fins da década de 1950 com projeto assinado pelo arquiteto Luís Benavente, tendo sido escolhido pelo governo português, em 1960, para sede do Comando de Defesa Marítima da Província.

Em nossos dias encontra-se em bom estado de conservação, requalificado e sediando o Museu Nacional de São Tomé e Príncipe. Além do próprio forte colonial, o visitante poderá apreciar aspectos da história e da cultura do país (por exemplo, através de antigas fotografias das famílias), nomeadamente da escravidão e da vida quotidiana nas plantações de cacau e de café, base económica do arquipélago.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, marítimo.

Apresenta planta quadrangular com baluartes pentagonais nos vértices, em estilo Vauban. Possui duas faces voltadas para o mar, outra para a chamada "praia da PM" e a última, pelo lado de terra, onde se rasga o Portão de Armas. Em torno de seu terrapleno, ao abrigo das muralhas, erguem-se as edificações de serviço. Aqui, nas chamadas "Casas Reais", residiam os Governadores da Capitania, até à transferência da capital, em meados do século XVIII, para a cidade de Santo António, na ilha do Príncipe.

Diante do forte encontram-se as estátuas dos navegadores João de Santarém, Pêro Escobar e João de Paiva, cujos nomes se ligam ao descobrimento do arquipélago. Estas estátuas foram retiradas das praças e jardins de S. Tomé logo após a independência (1975).



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Contribution

Updated at 09/10/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (3).


  • Fort of São Sebastião


  • Fort


  • 1575 (AC)



  • Portugal


  • Restored and Well Conserved






  • Historical museum
    Museu Nacional de São Tomé e Príncipe

  • ,00 m2

  • Continent : Africa
    Country : São Tomé and Príncipe
    State/Province: São Tomé Island
    City: São Tomé



  • Lat: 0 -21' 15'' | Lon: 6 -45' 39''E




  • 1755: 26 peças antecarga, alma lisa, de bronze, e 11 de ferro, com duas mil e novecentas e vinte e uma balas com os mais petrechos de guerra necessários.






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