Castillo de Aguz

Safi, Rabat-Sale - Marruecos

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O chamado “Castelo de Aguz”, também referido como "Castello Pena" ou "Casbat Lahjar", localizava-se na margem direita da foz do rio Tensift (por vezes referido em português como rio Tenerife), na povoação de Aguz, atual Souira Kedima (Essaouira, a velha), na província de Safim, região de Doukkala-Abda, no litoral do Marrocos, no norte de África.

História

A povoação constituiu-se em um importante porto no século XI, servindo a cidade de Aghmat, a três dias de viagem para leste, no interior.

No século XVI, com a presença portuguesa, apesar de o senhorio sobre o local registar doações régias a partir de 1508, a decisão da construção de uma fortificação de pedra e cal somente foi cogitada a partir de 1519. D. Nuno de Mascarenhas propôs a Manuel I de Portugal (1425-1521) uma obra no então designado sítio de Aguz, financiada pela Coroa mas organizada, orientada e defendida a partir da praça-forte de Safim. Data do mesmo ano a missiva de D. João Subtil, bispo da Diocese de Safim, descrevendo o projeto para um grande castelo cercado por água em dois dos seus lados. Entretanto, se os vestígios que se encontram em Souira Qedima, cujos lados leste e sul foram restaurados em nossos dias, confirmam formalmente a descrição do bispo, por outro lado atestam uma redução para a metade das dimensões do plano inicial.

Acredita-se que a obra estivesse concluída em 1520, uma vez que naquele ano Duarte Fogaça é apresentado como prior da igreja de um recém‐levantado e povoado Castelo de Aguz. As referências históricas à fortificação perdem-se por volta de 1524 ou 1525, certamente por ter sucumbido perante as ameaças permanentes e crescentes do xerife meridional.

Características

Na sua primitiva construção terá sido utilizada uma torre de madeira pré-fabricada, transportada do reino, recurso que terá dado origem à "Lenda de Aguz", segundo a qual os portugueses, numa só noite, teriam erguido a fortaleza com o auxílio dos anjos.

Ao contrário das cento e trinta braças propostas pelo bispo de Safim em 1519, o perímetro da obra realizada regista apenas sessenta e cinco.

Apresenta planta retangular com 40 x 25 metros de lado, e dois baluartes cilíndricos, nos vértices noroeste e sudeste. Os muros, em aparelho de pedra, são reforçados inferiormente por um forte alambor, que no vértice sudoeste funciona como um quebra‐mar.

A entrada efetuava‐se pelo setor leste, ao abrigo do baluarte, para uma praça de armas onde se erguiam as edificações de serviço. O interior das muralhas era defendido por um adarve corrido colocado a trinta e nove palmos do solo, através do qual se acedia ao parapeito de seteiras e ameias. Os baluartes possuíam canhoneiras radiais, incluindo varrimento dos flancos, capazes de receber artilharia mais grossa.



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Contribuciones

Actualizado en 08/09/2015 por el tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuciones con medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).


  • Castillo de Aguz

  • Castello Pena, Casbat Lahjar

  • Fuerte

  • 1519 (DC)

  • 1520 (DC)



  • Portugal


  • Ruinas conservadas






  • Ruinas

  • 1000,00 m2

  • Continente : África
    País : Marruecos
    Estado/Província: Rabat-Sale
    Ciudad: Safi



  • Lat: 32 -4' 59''N | Lon: 9 20' 28''W










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