Forte de São Brás de Ponta Delgada

Ponta Delgada, Região Autónoma dos Açores - Portugal

Pesquisa de Imagens da fortificação

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O “Forte de São Brás de Ponta Delgada”, oficialmente denominado como “Prédio Militar n.º 001/Ponta Delgada”, e também referido como “Castelo de São Brás” e “Fortaleza de São Brás”, localiza-se na freguesia de São José, na cidade e concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.

Considerado o mais importante exemplar de arquitetura militar do século XVI e a mais poderosa fortificação da ilha, foi erguido sobre uma ponta no primitivo ancoradouro de ponta Delgada, a ponta de Santa Clara de Assis, devido à primitiva ermida sob essa invocação que ali existiu.

História

Antecedentes

O estudo para a defesa das ilhas do arquipélago dos Açores, contra os assaltos de piratas e corsários, atraídos pelas riquezas das embarcações que aí aportavam, oriundas da África, da Índia e do Brasil, iniciou-se em meados do século XVI. Bartolomeu Ferraz, em uma recomendação para a fortificação dos Açores apresentada em 1543 a João III de Portugal (1521-1557), chamou a atenção para a importância estratégica do arquipélago:

"E porque as ilhas Terceiras inportão muito assy polo que per ssy valem, como por serem o valhacouto e soccorro mui principal das naaos da India e os francesses sserem tão dessarrazoados que justo rei injusto tomão tudo o que podem, principalmente aquilo com que lhes parece que emfraquecem seus imigos, (...)." (Carta de Bartholomeu Ferraz, aconselhando Elrei sobre a necessidade urgente de se fortificarem as ilhas dos Açores, por causa dos corsários francezes (1543). Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Cartas Missivas, maço 3.º, n.º 205. In: Arquivo dos Açores, vol. V, 11883, pp. 364-367, citação às pp. 365-366)

Ainda sob o reinado de D. João III e, posteriormente, sob o de Sebastião I de Portugal (1557-1578), foram expedidos novos Regimentos, reformulando o sistema defensivo da região, tendo-se destacado a visita do arquiteto militar italiano Tommaso Benedetto ao arquipélago, em 1567, para orientar a sua fortificação. Como Ferraz anteriormente, este profissional compreendeu que, vindo o inimigo forçosamente pelo mar, a defesa deveria concentrar-se nos portos e ancoradouros, guarnecidos pelas populações locais sob a responsabilidade dos respetivos concelhos.

O forte seiscentista

Nesse contexto, a construção deste forte deveu-se a uma série de pedidos dos ilhéus a D. João III, insistindo na necessidade de fortificar a ilha. Entre estes, o ouvidor da ilha, Manuel Nunes Ribeiro expôs ao soberano:

"Creia V.A. que é muito necessário fazer-se logo a dita fortaleza e mandar alguma artilharia para a defenção dos navios que surtem no porto, porque depois que se escreveu a V.A. vieram aqui, por duas ou três vezes, naus francesas e tomaram alguns navios em que tomaram um com cento e vinte e sete pessoas, em que estavam nove mulheres, do qual navio não há nenhuma nova e há mais de dez meses que o tomaram e por muito certo se afirma que todas as vezes que aqui vierem poderão roubar navios que no porto estiverem sem lhes poderem valer por falta de artilharia e fortaleza que não há, a qual agora é mais necessária por causa do grande crescimento que vai a ilha com os açúcares que agora se plantam." ("Carta do Ouvidor da Ilha de São Miguel, Manuel Nunes Ribeiro, ao rei, c. 1550". Posteriormente, o mesmo funcionário deu conta ao soberano de terem-se já tomado as medições para a fatura da fortificação em Ponta Delgada. In: Carta de 23 de março de 1551 de Manuel Nunes Ribeiro, na DGARQ)

O primeiro projeto para a sua construção foi de autoria do "Mestre das obras das capelas" dos Açores, Manuel Machado (CARITA, 1989:197) que, a construir o molhe do porto de Ponta Delgada, apresentou um esboço em 1551, criticado no ano seguinte (1552) pelo matemático e arquiteto militar Isidoro de Almeida. As obras iniciaram-se em 1552, com o projeto de Almeida, na ponta de Santa Clara de Assis (uma vez que ali se erguia uma capela dessa invocação), sob a direção de Machado. O seu primeiro Alcaide-mor foi D. Manuel da Câmara, 6.º capitão do donatário, entre 1552 e 1554, e o seu primeiro Sargento-mor, João Fernandes Grado. Almeida apresentou nova traça, profundamente alterada, já em 1553. Nesse ano, para as obras da fortificação foi lançado um imposto de 2% sobre as exportações do pastel e do açúcar, além de outras contribuições da população, tendo a obra orçado os 36.672$542 cruzados. Nesse mesmo ano (1553) foi criada a Confraria de Bombardeiros para guarnecê-lo, que chegou a São Miguel em 25 de maio de 1554, integrada por 9 bombardeiros sob o comando do Condestável Lourenço Baldaíque. No dia seguinte (26 de maio) chagavam artilharia e munições, trazidas por Simião Cardoso, a saber:

- 1 tiro de serpe de cobre, com reparo, carregador, alimpador e 50 pelouros de ferro coado com o peso de 30 quintais, no valor de 415$000;

- 5 esperas de cobre em que entrava uma colubrina, com seus reparos, carregadores, alimpadores e 290 pelouros de ferro coado, com o peso de 168 quintais, no valor de 929$396;

- 2 meia-esperas de cobre, com seus reparos, carregadores, alimpadores e 140 pelouros de ferro, com o peso de 36 quintais, no valor de 197$782;

- 8 pedreiros de cobre com seus reparos, carregadores, alimpadores, e 300 pelouros, com o peso de 112 quintais, no valor de 397$782;

- 8 falcões de cobre com seus rabos em pias de ferro, 24 câmaras, 16 chaves de ferro, 400 pelouros de dados de ferro cobertos de chumbo, com o peso de 44 quintais, no valor de 364$760;

- 18 berços de cobre com seus rabos em pias de ferro e suas chapas de talabardões, 72 câmaras, 36 chaves, tudo de ferro, e 1000 pelouros de dados de ferro cobertos de chumbo, com o peso de 44 quintais, no valor de 251$672;

- 30 quintais de pólvora, no valor de 132$000. (PEREIRA, Rodrigo Álvares. "O Castelo de S. Brás em Ponta Delgada". in: "Insulana", n.º 2, vol. III, Ponta Delgada, 1947)

Posteriormente aqueles homens retornaram ao reino, permanecendo apenas o Condestável, para instrução a 30 micaelenses, alistados. (ALMEIDA, Fátima Ferreira de. S. Brás Museu Militar dos Açores. Açorianíssima, Junho de 2000. pp. 23-25)

Neste momento, um anónimo relatou, certamente referindo já a artilharia em instalação no Forte de São Brás:

A Ilha de Samiguell omde ha vimte e dous annos que não estive segumdo tenho emtemdido não estaa mais provido nella de artelharia que a cidade da Ponta Dellgada, porque tem outros mais portos onde se pode mui facillmente desembarcar e fazerse mall em toda a tera os decllararei aqui todos com as calhetas que na Ilha ha onde se tão bem pode desembarcar.” ("Informação dos Portos das Ilhas dos Açores". (est. 1553-1567). in “Arquivo dos Açores”, vol. IV, pp. 121-123)

A sua primitiva traça apresentava 4 baluartes ligados por idêntico número de cortinas. Entretanto, esse projeto foi alterado entre 1560 e 1567: "(…) porventura sob risco de Isidoro de Almeida, teve plano reformulado enviado em Fevereiro de 1569, cuja autoria não pode deixar de reconhecer-se caber ao engenheiro Italiano Tommaso Benedetto, segundo planta de modelo abaluartado de matriz italiana maneirista (…)" (SOUSA, 2002:62). Essa planta, que apresenta uma estrutura no formato de um polígono quadrangular com 4 baluartes de orelhões nos vértices e casamatas, encontra-se atualmente na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro e nela já se encontram identificadas as edificações de serviço, assim como os baluartes com formato pentagonal e as canhoneiras rasgadas nos parapeitos das muralhas. Outros autores fazem referência ainda ao nome do também Italiano Pompeu Arditi, que acompanhou Benedetto aos Açores na mesma época, tendo-se demorado em Ponta Delgada durante um mês e meio no Verão de 1567, como corresponsável pela alteração nesta traça do forte, num desenho avançado para a época sugerindo refletir ideias do tratadista Pietro Cataneo. Pelo exterior, era cercado por um fosso com 5 metros de profundidade. Era acedido por uma ponte levadiça e em seu interior abria-se uma cisterna. Esta, de acordo com Gaspar Frutuoso, tinha capacidade para 1.200 pipas. O cronista faz menção ainda aos vigários da ermida do Castelo, estrutura essa que não chegou aos nossos dias. (ALMEIDA, Fátima Ferreira de. S. Brás Museu Militar dos Açores. Açorianíssima, Junho de 2000. pp. 23-25)

A partir de 10 de março de 1567 o provedor das obras da ilha de São Miguel foi Francisco de Mariz; nesta data um alvará concedeu 10.000 cruzados para as obras.

Desde 1568 a direção dos trabalhos ficou a cargo do "Mestre de Fortificação" Pero de Maeda, natural de Meruelo, na Cantábria, função que exerceu até, pelo menos, 1577.

Em 1575, foi mandada apear a torre dos sinos do Convento de São Francisco, uma vez que a sua altura dominava o forte ainda em obras. Esta determinação mostrar-se-ia inútil, uma vez que, dois séculos mais tarde, em 1789, os terraços da mesma instituição sobrepunham-se aos parapeitos e ao terrapleno do forte.

A Dinastia Filipina

No contexto da crise de sucessão de 1580 as obras da fortificação estariam próximo da conclusão, uma vez que, em 1580, o 7.° Capitão do donatário da ilha de São Miguel, Rui Gonçalves da Câmara, 1.º conde de Vila Franca, nomeou homens de sua confiança para proteger e guardar a fortaleza que já estava "em forma defensável". Faltar-lhe-iam assim, apenas as obras complementares.

Em 1582, António I de Portugal, o prior do Crato, então refugiado em França, negociou com Catarina de Médicis a cedência de alguns territórios em troca de apoio. Nos dias 14 e 15 de julho do mesmo ano, uma armada francesa de 60 velas sob o comando do almirante Filippo Strozzi, transportando 8.000 homens, aproximou-se da ilha de São Miguel, que apoiava a Filipe II de Espanha (1556-1598). Em 16 de julho, as forças de D. António desembarcaram sem resistência da população. Decidindo resistir à invasão, as principais autoridades recolheram-se à fortaleza, entre as quais o capitão da mesma, D. João de Castilho e o governador e capitão general de São Miguel, Martim Afonso de Melo. As casas no entorno da fortaleza foram incendiadas ou destruídas para que não estorvassem o fogo da artilharia dos baluartes. Na ocasião, enquanto era estabelecido o assédio à praça, as forças francesas entregavam-se ao saque de Ponta Delgada.

O assédio à praça, entretanto, não foi prolongado: a 26 de julho, a Armada espanhola sob o comando de D. Álvaro de Bazán 1.º marquês de Santa Cruz de Mudela, derrotou as forças francesas na Batalha Naval de Vila Franca.

A partir de então, o forte passou a ser guarnecido por tropas espanholas, que acerca do estado do forte registaram: "El Castilho es una muy Ruyn fuerça (…)", vindo a proceder-lhe diversas benfeitorias, entre as quais a implantação da cisterna ao centro da praça de armas, ao nível dos quartéis de tropa. Frutuoso informa-nos acerca do seu primeiro comandante espanhol:

"O primeiro capitão estrangeiro da fortaleza da cidade da Ponta Delgada, desta ilha de São Miguel, foi Pedro Munhoz de Castel Branco, homem de grande ânimo, muito saber e prudência, natural da vila de Moia, do bispado de Cuenca, nos Reinos de Hespanha, da geração dos Munhozes da vila de Teruel, dos Reinos de Aragão, e da dos Castelos Brancos, das montanhas de Xala." ("Saudades da Terra", Livro IV, cap. CXI)

Em 1585, a fortaleza entrou efetivamente em combate, quando um galeão espanhol foi atacado por duas naus de guerra inglesas. Com o apoio do fogo da fortaleza, as naus inglesas foram obrigadas a se retirar.

Nesse período, encontra-se citada por FRUTUOSO que ao descrever Ponta Delgada informa o efetivo da fortaleza - 280 soldados - e refere:

[Deus] (…) a tem defensável com uma inexpugnável fortaleza, provida de mui grossa e furiosa artilharia, e de muitas munições de guerra, e dentro (afora um poço para serviço da gente) uma cisterna que leva mil e duzentas pipas, e ordinariamente tem mais de oitocentas de água boa e sã, por ser mui batida do ordinário que com um caldeirão cada dia tiram dela. Está situada esta Fortaleza sobre o porto principal, com outro porto e forte cais ao pé dela. Tem porto e alfândega, junto dele, que se mudou para ela depois de passada a subversão de Vila-Franca do Campo, onde então estava, (…)”. (Op. cit., Livro IV, cap. XLIII)

E, mais adiante, ratifica:

Além está uma ponta de penedia rasa e delgada, de que tomou a cidade este nome; e logo a ermida do Corpo Santo, em que os mareantes têm sua rica confraria, e em outra ponta, defronte dos paços de António de Sá que foram de D. Fernando, antre ela e a Fortaleza, está outro porto de areia, que se fez com grandes gastos, e um cais de tão grande penedia de pedra ensossa, que quase cada uma custou, posta nele, como pedra preciosa, cinco, seis cruzados, fazendo um porto para por ele se servir a mesma Fortaleza, começando da porta direito a leste; no pé da qual esteve uma ermida do mártir São Brás, que já agora está mudada a outra parte, junto da Fonte; e dentro na Fortaleza, que está bem provida de furiosa e temerosa artilharia, está um grande poço de água salobra e uma cisterna, que já disse, muito custosa, formosa e boa, e de muito artifício, que dentro ordenou fazer-se o insigne mestre de campo Agostinho Inhiguez, que nesta ilha governou a gente de guerra, que nela ficou para a conquista da ilha Terceira, que leva as mil e duzentas pipas de água, já ditas, que se toma dos telhados das casas que dentro tem; e fora dela outro poço.” (Op. cit., Livro IV, cap. XLIII)

Ainda no século XVI, portanto, a primitiva ermida no interior do forte, sob a invocação de São Brás, foi mudada para junto da fonte da vila. Em seu lugar foi erguida uma capela sob a invocação de Santa Bárbara, padroeira da artilharia.

A ilha de São Miguel foi atacada pela armada inglesa sob o comando de Robert Devereux, 2.º conde de Essex, no Outono de 1597, na sequência dos ataques às ilhas do Faial e do Pico. A 9 de outubro os ingleses intentaram um desembarque em Ponta Delgada. Coordenada a partir do forte, e com o apoio da sua artilharia, a defesa da cidade conseguiu repelir com sucesso os atacantes.

Ao final do século, a cortina a leste foi reforçada com a adição de um revelim, com traça de Luís Gonçalves Cota que se encontrava inacabado ainda em 1612.

Da Restauração da Independência ao século XVIII

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) encontra-se referido pelo marechal Castelo Branco na relação "Fortificações nos Açores existentes em 1710" como "O Castello de S. Brás, sobre o Porto, e cidade." (Arquivo dos Açores, vol. IV, 1882, pp. 178-181) Uma campanha de obras de reparação teve lugar em 1715.

CORDEIRO, em 1717, ao descrever a cidade de Ponta Delgada, referiu:

"(...) tem sobre o porto huma boa Fortaleza com trinta peças de bronze, e huma de mais de vinte palmos de comprimento; não tinha gente paga de guarnição, mas de ordenança em guarnição sempre, e seu Capitão com boas casas para elle, graneis, e casa de polvora, e de munições de guerra, e Ermida de São Braz; tem poço de agua de serviço para a gente, e além disso cisterna, que leva mil e duzentas pipas de agua; não tem cava á roda, e parece ser tudo pedra viva. Hoje dizem que tem já soldadesca paga." (Op. cit., Livro V, cap. V, p. 183)

Conheceu obras de conservação por iniciativa do governador e sargento-mor da ilha de São Miguel, António Borges de Bettencourt na segunda metade do século, em particular no contexto da chamada "Guerra Fantástica" (1762).

No contexto da instalação da Capitania Geral dos Açores (1766) o Governador e Capitão General, D. Antão de Almada, determinou que o Sargento-mor de Infantaria com exercício de Engenharia, João António Júdice, fizesse revista às fortificações das ilhas de São Miguel e da Terceira. O relatório, datado de 1767, referiu assim o seu estado:

"1.° — Fortaleza de S. Braz. É a maior que tem a Ilha, foi reedificada na occasião da guerra próxima passada; semelhantemente os mais Fortes que a Ilha tem: nesta somente uma obra que se fez de um corpo de guarda, não foi bem construída, por ser feita no fosso, concorrendo para isto o não ser projectada, por professor da arte militar. As mais obras que se fizeram na dita Fortaleza lhe eram indispensavelmente necessárias, e não precisa ao prezente de obra alguma." (JÚDICE, 1981:408)

E sobre a artilharia e munições:

"Tem esta Fortaleza ao todo 30 peças de artilheria, das quaes são 25 de bronze e destas 10 capazes e 45 [15?] incapazes; e 5 de ferro incapazes, precisa para se guarnecer, alem das 10 que tem capazes, mais 12.

Os Reparos devem-se fazer todos de novo, como acima fica dito, e as plamentas reformadas com as proporções que devem ter, a respeito das peças em que devem servir; também precisa igualmente de munições de guerra e pólvora, pois somente se acham no Armazém desta Ilha 14 barris.
" (JÚDICE, 1981:409)

Ao final do século, a "Relação dos Castelos e mais Fortes da Ilha de S. Miguel do seu estado do da sua Artelharia, Palamentas, Muniçoens e do q.' mais precizam, pelo major engenheiro João Leite de Chaves e Mello Borba Gato", informava:

"Castelo de S. Braz - Na Cidade de Ponta Delgada donde principiamos seguindo o rumo de Leste em torno da Ilha, e cuja ordem geografica seguimos no mapa respectivo, e no da população: fica pois o d.o Castelo fronteiro ao ancoradouro, e defende de flanco o Porto da Alfandega: tem hu'a ruina de 53 palmos e 7 polg.as de extenção na face exposta ao mar, do Baluarte de S. Pedro, de 30 d'alto, e 21 de profundid.e na rais da muralha, em q.' bate inceçantem.e o mar, e q.' pede por isto hu'a prompta, e emadiata ordem p.a se reedificar, a fim de evitar com a sua total ruina o decuplo da despeza agora necessaria: algu'as das suas prizoens, Armazens, e cazas estão sem sobrado, e as q.' o conservão he mui velho: xove em m.as p.tes, e geralm.e preciza no todo reedificado; porem o urgentissimo he a ruina do Baluarte, e os grãos nas peças de bronze q.' estão todas esfogonadas, de sorte q.' por algu'as coubera o punho de hum homem, se não fora a erregularid.e com q.' o fogo as come por cauza do estanho q.' entra na sua compozição e q.' se derete primeiro q.' o cobre: tem destas, isto he, peças de bronze 25, todas montadas e as caretas em bo' estado, e de ferro 3 no chão: Palamenta mui pouca e quaze toda velha; muniçoens 3 barris de polvora, e 2363 balas de diverços calibres, e tão carcumidas de ferrugem, q.' m.as ou quaize todas desmetem a sua figura esferica, e assim preciza-se com a polvora q.' o mapa aponta 30 balas p.a cada peça p.a os primeiros tiros, q.' pela distancia requerem mais exacção no tiro." (BORBA GATO, 2000)

Um conjunto de plantas de autor desconhecido, com data de 1796, (possivelmente do próprio Borba Gato, oficial que, após o falecimento de Júdice, o sucedeu na direção dos trabalhos do forte) apresenta-o já com 3 novas baterias casamatadas para instalação de artilharia de grosso calibre, complementando o poder de fogo da cortina sul, voltada ao mar, e respetivos baluartes.

O século XIX

No início do século XIX, o capitão do Real Corpo de Engenheiros, Francisco Borges da Silva, procedeu-lhe extensa remodelação visando tornar o forte capaz de garantir a segurança do Porto Franco estabelecido em Ponta Delgada pelo Alvará do Príncipe-regente D. João, datado de 26 de outubro de 1810. Nesta campanha, em 1812, procedeu-se, entre outras melhorias, à reconstrução das 3 baterias casamatadas ("Príncipe Regente", "Príncipe de Bragança" e "Ponta Delgada"), à construção de um armazém à prova de bombas para a pólvora e a palamenta, ao alargamento da esplanada exterior à custa da cerca do vizinho Convento de São Francisco, e à abertura de um fosso ao longo da frente terrestre. Foi construído 1 armazém e 7 paióis à prova de bomba, adaptadas as cortinas sul e norte a plataforma de morteiros, rasgada uma nova porta de entrada, a atual, desenvolvidas ou redirecionadas novas canhoneiras, alargada a esplanada e aumentada a artilharia com a instalação de morteiros assim como procedeu-se o alargamento das cortinas com a construção de 6 paióis à prova de bombas.

1819 é a data inscrita nas panóplias militares da porta fortificada. Apesar das recomendações contrárias do capitão Francisco Borges da Silva, procedeu-se à construção de um quartel para o Batalhão de Infantaria n.º 2 sobre a cortina leste, sob ordem do Governador Militar.

Quando da eclosão da Revolução Liberal em São Miguel (1 de março de 1821), o forte tornou-se o quartel-general do movimento.

SOUSA (1995), em 1822, ao descrever o porto de Ponta Delgada referiu: "(...) A sua defesa marítima é o grande Castelo de São Braz, cujo nome lhe dá sua Ermida, construído em 1552, fortificado de 96 peças de grande calibre; (...)." (Op. cit., p. 71)

O mapa da "Força Militar material existente em S. Miguel em Outubro de 1925", que aponta 4 pontos fortificados com 51 bocas-de-fogo e respetiva palamenta na ilha, para este forte computa 11 peças de calibre 24, 3 de 18, 2 de 14, 2 de 10, 3 de 5, 1 de 9, 2 de 6 e 1 de 5 1/2. (ALBUQUERQUE, 1826:25)

Também deste período (início do século XIX) existe planta, de autoria do cônsul britânico em Ponta Delgada, William Read: "The Mole & Castle of St. Braz".

SOUSA (1995), em 1822, ao descrever o porto de Ponta Delgada referiu: "(...) A sua defesa marítima é o grande Castelo de São Braz, cujo nome lhe dá sua Ermida, construído em 1552, fortificado de 96 peças de grande calibre; (...).". (Op. cit., p. 71)

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), por ocasião da aclamação de Maria II de Portugal (2 de agosto de 1831), aqui se reúne um grupo de notáveis para redigir a mensagem ao conde de Vila-Flor. No mesmo local, a 4 do mesmo mês, o conde de Vila-Flor apresentou aos habitantes a proclamação que anunciava a constituição da força expedicionária que ficou conhecida como “os 7.500 bravos do Mindelo”.

No mesmo contexto a fortificação foi palco da chamada "Revolta dos Calcetas" (23 de abril de 1835) (SUPICO, Francisco Maria. "Escavações (vol. I)", Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1995. n.º 38, p. 78, jornal "A Persuasão", n.º 1788, 22 abr. 1896). A 23 de abril daquele ano, os prisioneiros partidários de Miguel I de Portugal (1828-1834) detidos pelos Liberais nos calabouços do forte e condenados a trabalhos forçados, calcetando ruas, levantaram-se em revolta, sob a liderança de Sebastião Forjaca. Lograram dominar as dependências do forte por algumas horas, tendo depois sido novamente detidos. No dia seguinte (24 de abril), os revoltosos foram fuzilados no adro da Igreja do Convento de São Francisco, tendo os corpos sido decapitados e decepados, e as cabeças e os corpos expostos ao público no Campo de São Francisco. Os seus restos mortais foram posteriormente salgados e sepultados em barris no campo fronteiro ao forte, por outros detentos, "um chamado Tarolé, o Manuel Pucarinha, de Rosto de Cão, o Larangeira, da ribeira Grande, e o preto das tias de Duarte Borges porque ali apareceu"; estes homens foram enterrados vivos juntamente com os corpos mutilados dos revoltosos.

A "Relação" do marechal de campo Barão de Basto em 1862 informou que o forte se encontrava em bom estado, e observou:

"Deve ser conservado porque é a principal obra de fortificação de toda a Ilha, tem optimas baterias acazamatadas que batem ancoradouro em frente da cidade, e os competentes alojamentos, paiois, armazens e arrecadações." (BASTO, 1997:274)

A esplanada a leste e a bateria de Ponta Delgada do forte foram cedidas em 1868 à administração das obras do Porto de Ponta Delgada.

Em fins do século XIX procedeu-se o ajardinamento do campo fronteiro ao forte, tendo-se posto a descoberto os esqueletos dos participantes da Revolta dos Calcetas.

Do século XX aos nossos dias

No início do século XX a capela do forte, consagrada a Santa Bárbara, foi demolida (1902).

A esplanada a norte foi entregue à Câmara Municipal em 1906.

No contexto da I Guerra Mundial (1914-1918) procedeu-se ao aterramento do fosso (1914). Em 1918 foi instalada uma base aeronaval estadunidense com os respetivos edifícios de apoio a oeste e a norte do forte. Posteriormente, desmontaram-se estas obras provisórias e a zona correspondente à antiga esplanada foi ajardinada e alugada a privados.

Na primeira metade da década de 1930, na área do Portão de Armas foi erguido o Padrão aos Mortos da Grande Guerra de 14-18, de autoria do arquiteto Raul Lino e do escultor Diogo de Macedo. Inaugurado em 4 de novembro de 1935, o monumento encontra-se adossado à muralha do forte, sendo criticado por suas proporções - excessivas para a altura da mesma -, assim como desarmonia do seu enquadramento naqueles antigos muros. Afirma-se que o próprio Diogo de Macedo, ao visitar Ponta Delgada em 1951, lamentou a localização da obra.

No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) o forte teve as suas antigas canhoneiras entaipadas para a instalação de posições de metralhadoras pesadas, reforçadas algumas coberturas para resistirem a bombardeamentos aeronavais, abertos túneis de comunicação assim como trabalhos de camuflagem, sendo o perímetro dos baluartes e cortinas rasgado em trincheiras para a infantaria. Ainda nesse contexto, a partir de 1940 passou a servir como sede do Comando Militar dos Açores, função que conserva até aos nossos dias. Adjacente ao forte, pelo lado leste, foi erguido o hangar da Aviação Naval pela Marinha Portuguesa, estrutura metálica típica da época, que ainda existia no início da década de 1990. (CYMBRON, 1991:532)

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 39.175, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 77, de 17 de abril de 1953, tendo por isso Servidão Cultural instituída e Zona de Proteção Normal (50m).

A memória descritiva e justificativa elaborada pelo Chefe da Delegação do Serviço de Fortificações e Obras Militares datada de abril de 1954, dá conta que o forte se encontrava em péssimo estado de conservação, com as muralhas recobertas de ervas em grandes extensões, com apoios de fios telefónicos e de condutores de eletricidade, o que provocara fendas nas mesmas, estando em ruínas nalguns pontos; as guaritas também se encontravam em péssimo estado. Elaborou-se uma estimativa dos trabalhos de reparação referentes à muralha que dava para a Praça 5 de Outubro. Em 1956 foi elaborada proposta de recuperação pelo engenheiro Luiz Lopes Cabral, residente em Ponta Delgada. Informou-se a DGEMN de que era necessário proceder a obras de reconstrução de um dos baluartes, sendo estas confiadas ao Conselho Administrativo do Comando Militar do Arquipélago dos Açores. No ano seguinte (1957) tiveram lugar obras de reparação da muralha do forte.

Encontra-se relacionado por BAPTISTA DE LIMA (1982).

Por Despacho de 1993, foi destinado a abrigar um Museu Militar, instalado em 1999.

Nos anos de 1999, 2000, 2001 e 2003 a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) empreendeu trabalhos diversos de consolidação do monumento, a nível das escarpas das cortinas e baluartes até ao cordão, exceto a do lado leste, por ter adossado o hangar da Marinha, a desobstrução das canhoeiras das baterias, a limpeza e consolidação da muralha. Procedeu-se ainda a adaptação de algumas instalações para a direção e serviços administrativos do museu, biblioteca e salas de exposições, assim como a recuperação de uma bateria acasamatada e de 6 paióis à prova de bomba. O hangar de hidroaviões foi desmantelado em 2003 e, em 2004 o Estado-Maior do Exército financiou a substituição da cobertura da bateria acasamatada D. Maria II e o guarnecimento do antigo aquartelamento.

Em 2006 registou-se a musealização do pátio de armas e a inauguração do museu militar dos Açores.

Em 2010 procedeu-se o arranjo da zona envolvente a sul do forte.

Características

Exemplar de arquitetura militar, quinhentista, setecentista e oitocentista, de enquadramento urbano, marítimo.

Apresenta planta quadrangular composta por 4 baluartes poligonais irregulares e desiguais entre si, dispostos nos vértices e virados aos pontos cardeais, e cortinas retas, com escarpa exterior em talude, em alvenaria de pedra irregular e cunhais aparelhados, rematada em cordão e parapeito de merlões e canhoneiras, ampliado no século XVIII com 3 baterias - 2 poligonais desiguais, dispostas a nordeste, entre os 2 baluartes, e uma curva disposta a sudeste, entre os flancos dos baluartes -, e no século XIX com quartéis interiores e reforma da porta fortificada. Apresenta uma única porta, virada a terra, rasgada no flanco da primeira bateria, sensivelmente a nordeste, com portal de verga reta de moldura almofadada, encimada por cornija contracurva, sobre a qual surge silhar com brasão das armas reais, coroado, e panóplias militares. Ladeiam o portal 2 pilastras em silharia fendida, coroadas por panóplias militares com a inscrição seccionada "ANNO / 1819", de verga reta, encimada por brasão real e panóplias militares.

A segunda bateria, a nordeste, é acasamatada e termina em plataforma tipo barbete, sendo rasgada por canhoneiras em arco, 1 virada a nordeste e 2 a sudeste. A bateria curva a sudeste, tipo casamata e com terrapleno coberto por vegetação, é mais baixa que a cortina e é rasgada por 8 canhoneiras em arco, com o intradorso pintado de amarelo, existindo superiormente e no seu intervalo, gárgulas. Sobre a cortina sudeste desenvolve-se plataforma retangular a cavaleiro, com o topo sudoeste retilíneo e o oposto em ângulo, com parapeito liso ou de merlões e canhoneiras a sudeste. A face sudeste do baluarte sul possui sob o parapeito 2 mísulas, possivelmente de um antigo balcão.

No ângulo flanqueado dos baluartes existem guaritas cilíndricas, as viradas a norte e a oeste cobertas por cúpula, coroada por pináculo piramidal sobre alto plinto paralelepipédico e rasgadas por vãos quadrangulares; as guaritas dos baluartes sul e leste encontram-se truncadas à altura dos merlões, têm cobertura plana e são rasgadas por apenas 2 vãos.

Em seu interior, trânsito curto com cobertura em abóbada, transposto o qual se erguem vários edifícios, com fachadas rebocadas e pintadas de branco e com faixa a preto. À esquerda do trânsito desenvolve-se o corpo poligonal da primeira bateria, com fachada virada a sudoeste de 2 pisos, terminada em platibanda plena, e rasgada por vãos abatidos, sem molduras, as janelas com peitoril de cantaria. A leste adossa-se obliquamente edifício retangular, de 1 piso e cobertura em telhado de 1 água, virado a pátio aberto desenvolvido na segunda bateria, a qual possui 4 casamatas cobertas com abóbada de berço. À direita do trânsito, na zona da antiga cortina, desenvolve-se edifício retangular, com cobertura em telhado de 2 águas e com 3 pisos, o primeiro rasgado por 2 vãos em arco de volta perfeita sobre pilastras, janelas retilíneas e, no topo leste, por amplo vão abatido, com chave relevada, abobadado, sob o qual existe porta em arco de ligação ao pátio de armas; os 2 pisos superiores são regularmente rasgados por janelas de peitoril, sobrepostas, com molduras de cantaria aparente. Este edifício tem paralelamente e virado ao pátio de armas, central e quadrangular, um outro, mais baixo, com telhado de 1 água e, no ângulo leste, com 2 corpos alteados com telhados de 4 águas. O edifício frontal tem 2 pisos rasgados irregularmente por vãos retilíneos, correspondo a portas e janelas, e 2 portais abatidos; o edifício posterior é rasgado regularmente por 10 janelas de peitoril e pequenos vãos jacentes. A norte adossa-se pequeno corpo retangular, de massa simples e cobertura em telhado de 1 água. Fachadas de 2 pisos, igualmente rasgadas por vãos retilíneos, correspondendo a porta entre duas janelas jacentes e, no segundo piso, a 3 janelas de peitoril; virado a sudoeste, rasga-se porta de acesso ao segundo piso, precedida por escada. A sudoeste desenvolve-se edifício retangular mais alto que a cortina, com cobertura em telhado de 1 água. Apresenta fachada de 2 pisos, o primeiro rasgado por 4 arcos de volta perfeita, fechados por estrutura envidraçada e integrando portais retilíneos, e o segundo por 7 janelas de peitoril retilíneas, molduradas. A noroeste. adossa-se corpo retangular, com cobertura em telhado de 2 águas e fachadas de 2 pisos; o topo virado a nordeste termina em empena, possuindo no segundo piso porta de verga reta e, num nível inferior, uma outra porta e janela de peitoril; a sudeste é rasgado por porta e 2 janelas de peitoril. A sudeste tem-se acesso à bateria curva, com casamatas intercomunicantes por vãos abatidos e cobertas por falsas abóbadas de berço. O acesso aos baluartes a partir do pátio de armas é feito por ampla rampa disposta a noroeste e por 2 escadas, uma a sul, de perfil curvo, e outra a leste. Sobre o baluarte sul, junto à face sudeste, dispõem-se 2 baterias antiaéreas.

Externamente, adossada à cortina virada a noroeste, ergue-se monumento dedicado aos soldados da I Guerra Mundial e fontanário, em frente do qual existe lápide de bronze com a inscrição:

"NESTE JARDIM, PRESIDIU À CELEBRAÇÃO DA PALAVRA E / REZOU PERANTE A IMAGEM DO SENHOR SANTO CRISTO DOS / MILAGRES, SUA SANTIDADE O PAPA JOÃO PAULO II, NO DIA / 11 DE MAIO DE 1991 / HOMENAGEM DO POVO DE SÃO MIGUEL".

No Museu Militar dos Açores é possível visitar um núcleo onde tem uma exposição de fardamento e uma de artilharia, na bateria D. Maria II. Depois, visita-se o túnel da II Guerra Mundial, onde se expõem metralhadoras pesadas, uma sala de exposição permanente intitulada de "200 anos de armas brancas e de fogo", um conjunto de 6 paióis do século XIX, uma exposição de Engenharia e Comunicações militares, entre outras.



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A Fortificação do Arquipélago dos Açores: do Povoamento à Extinção da Capitania-Geral
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Actas virtuais do 6° Seminário Regional de Cidades Fortificadas e 1° Encontro Técnico de Gestores de Fortificações
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Observações sobre a Ilha de S. Miguel recolhidas pela commissão enviada a mesma ilha em agosto de 1825, e regressada em outubro de mesmo anno, por Luiz da Silva Mousinho de Albuquerque etc.
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Castelo de São Brás / Forte de São Brás
Ficha do Forte de São Brás (IPA.00008227) no Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA), do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana / Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território do Governo de Portugal, para o Forte de São Brás em Ponta Delgada.

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=8227
Forte de S. Brás (vulgo Castelo de S. Brás)
Página sobre o forte, de autoria de Manuel Faria, na Enciclopédia Açoriana.

http://www.culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/default.aspx?id=7113
Carta Arqueológica / Concelho de Ponta Delgada
Busca para oconcelho de Ponta Delgada com link para o Forte de São Caetano do Pópulo na Carta Arqueológica, na página do Centro de Conhecimento dos Açores, da Direção Regional da Cultura.

http://www.culturacores.azores.gov.pt/paa/ca/default.aspx?ilha=2&conce...
A fortaleza quinhentista de São Brás em Ponta Delgada...
Artigo de autoria de Sérgio Alberto Fontes Rezendes publicado no periódico "Correio dos Açores" de 25 de abril de 2010 versando sobre o Forte de São Brás de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores.

http://www.correiodosacores.net/view.php?id=27503
A fortificação da Idade Moderna nos Açores: o caso específico das Ilhas de São Miguel, Terceira e Sã
Comunicação de Sérgio Alberto Fontes Rezendes ao VI Seminário Regional de Cidades Fortificadas e Primeiro Encontro Técnico de Gestores de Fortificações, de 31 de março a 02 de abril de 2010.

http://cidadesfortificadas.ufsc.br/files/2011/03/2010_6sem_palestra_fo...
Fortificação - Ilha de São Miguel
Página do Instituto Histórico da Ilha Terceira (IHIT) com a bibliografia publicada no Boletim daquela instituição sobre as fortificações da ilha de São Miguel.

http://www.ihit.pt/new/fortes/saomiguel.php

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Contribuições

Atualizado em 14/12/2018 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuições com mídias: Carlos Luís M. C. da Cruz (13), Roberto Tonera (1).


  • Forte de São Brás de Ponta Delgada

  • Prédio Militar n.º 001/Ponta Delgada, Castelo de São Brás, Fortaleza de São Brás

  • Forte

  • 1551 (DC)

  • 1580 (DC)

  • Isidoro de Almeida

  • João III de Portugal

  • Portugal


  • Restaurada e Bem Conservada

  • Proteção Nacional
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 39.175, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 77, de 17 de abril de 1953, tendo por isso Servidão Cultural instituída e Zona de Proteção Normal (50m).



  • + 351 296 308 634

  • musmilacores@mail.exercito.pt

  • Museu histórico militar

  • ,00 m2

  • Continente : Europa
    País : Portugal
    Estado/Província: Região Autónoma dos Açores
    Cidade: Ponta Delgada

    Av. Infante D. Henrique
    9500-150 - Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores


  • Lat: 37 -45' 50''N | Lon: 25 40' 23''W



  • Domingo, Segunda-feira e feriados: Encerrado

    Terça-feira  a Sexta-feira: 10:00–17:30

    Sábado: 14:00–17:30


  • 1717: 30 peças de artilharia antecarga, de alma lisa, de bronze, e 1 de mais de 20 palmos de comprimento.
    1767: 30 peças de artilharia antecarga, de alma lisa, sendo 25 de bronze e destas 10 capazes e 15 incapazes, e 5 de ferro, incapazes.


  • 2000 e 2001: a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) empreendeu-lhe trabalhos diversos de conservação e limpeza.




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