Redoubt of Má Ferramenta

Angra do Heroísmo, Autonomous Region of Azores - Portugal

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O "Reduto da Má Ferramenta", também referido como “Forte da Má Ferramenta”, localiza-se no lugar do Bravio, próximo ao porto da freguesia de São Mateus da Calheta, concelho de Angra do Heroísmo, costa sul da ilha Terceira, na Região Autónoma dos Açores, em Portugal.

Em posição dominante sobre este trecho do litoral, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.

História

Desconhece-se a data precisa em que foi erguido. A sua técnica construtiva indica ser antigo, seguindo o modelo dos fortes do plano de Tommaso Benedetto. Admite-se, por esse motivo, que remonte à campanha de fortificação emprrendida entre 1581 e 1582 pelo então corregedor dos Açores, Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos (1578-1582), ou, no mais tardar, ao período da eclosão da Guerra da Restauração (1640).

Com a instalação da Capitania Geral dos Açores, o seu estado foi assim reportado:

"30.º - Reducto da Má Ferramenta. Precisa porta nova, tem trez canhoneiras, trez peças de ferro capazes, com os seus reparos bons, precisa para se guarnecer tres artilheiros e doze auxiliares." (JÚDICE, 1767.)

Encontra-se referido como "34. Reducto da má Farramenta" no relatório "Revista aos fortes que defendem a costa da ilha Terceira", do Ajudante de Ordens Manoel Correa Branco (1776), que lhe aponta os reparos necessários: "Ade mister quartel p.ª a guarda, o qual se deve fazer em lugar competente e portáo no parapeito, que deve ter por posionado pella parte da terra."

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) voltou a revestir-se de importância estratégica, constando o seu alçado e planta na "Colecção de Plantas e Alçados de 32 Fortalezas dos Açores, por Joze Rodrigo d'Almeida em 1830", atualmente no Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar, em Lisboa. Data do mesmo período a carta "Circuito da Ilha Terceira (...)" de Joaquim Bernardo de Mello Nogueira do Castello, em março de 1831, que lhe regista: "8.º DISTRITO – S. MATHEUS Comprehende 2 Freguezias: S. Bartholomeu e S. Matheus. Está defendido por 5 Fortes: 1.º Negrito; 2.º da Igreja p. 2 c 18 [2 peças calibre 18]; 3.º do Terreiro; 4.º Forte grande p 4 c 12, 2 c 18 [4 peças calibre 12; 2 do 18]; 5.º Má ferramenta p 1 c 24 [1 peça calibre 24] de rodizio."

A "Relação" do marechal de campo Barão de Basto em 1862 informa que se encontra "Em bom estado, mas precisa que os parapeitos do lado do mar sejam elevados a maior altura." E observa:

"Apenas consta de um barbete, onde se acha assentada uma peça de calibre 24 e merece ser conservado porque dista cerca de duas milhas da ponta de S. Diogo do Castello de S. João Baptista, cruza efficazmente os seus fogos com a dita ponta, defendendo tambem o porto do fanal e o da Silveira." (BASTO, 1997:272.)

À época dos Tombos dos Fortes da Ilha Terceira (1881), já em 1883 era encarada a possibilidade de o Exército Português vir a proceder à venda das cantarias que iam desaparecendo, muitas delas subtraídas por particulares para a construção de residências. (Damião Pego. "Tombos dos Fortes da Ilha Terceira".)

No século XX, em 1939 iniciava-se o processo de devolução do imóvel ao Ministério das Finanças. No contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi ocupado militarmente, restando deste período alguns elementos das construções em cimento.

Encontra-se relacionado por BAPTISTA DE LIMA (1982), que refere que dele apenas subsistiam vestígios.

Em nossos dias apenas subsistem vestígios.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, marítimo.

A sua planta evoluiu, ao longo da sua história, do característico forte quinhentista, trapezoidal, com 4 canhoneiras e paiol abobadado encostado à gola, para uma plataforma lajeada destinada a suportar uma boca de fogo de grosso calibre jogando à barbeta, com as muralhas ao nível do terrapleno (estrutura existente em 1881). A área ocupada era de aproximadamente de 280 m². O forte era acedido por uma escada que começava na valeta da Estrada Real n.º 1.

Em tempos idos existia uma muralha orientada para o sul e outra para o este, provavelmente prolongando-se até se encontrarem, formando um forte de planta retangular, segundo os historiadores. No entanto, outros afirmam que as muralhas eram unidas por uma muralha curva.



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Related bibliography 

Colecção de todos os fortes da jurisdição da Villa da Praia e da jurisdição da cidade na Ilha Terceira, com a indicação da importância da despesa das obras necessárias em cada um deles (A.H.U.)

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1996
 
 

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Contribution

Updated at 20/09/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (7), Projeto Fortalezas Multimidia (Mayra) (1).


  • Redoubt of Má Ferramenta

  • Forte da Má Ferramenta

  • Fort

  • 1581 (AC)




  • Portugal


  • Ruins Badly Conserved

  • Monument with no legal protection





  • Ruins

  • 280,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Autonomous Region of Azores
    City: Angra do Heroísmo



  • Lat: 38 -40' 42''N | Lon: 27 15' 34''W




  • 1831: 1 peça do calibre 24, de rodízio.






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