1st. Redoubt of Ribeira Seca

Angra do Heroísmo, Autonomous Region of Azores - Portugal

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O "1.º Reduto da Ribeira Seca" localizava-se no lugar da Ribeira Seca, na freguesia da Vila de São Sebastião, concelho de Angra do Heroísmo, costa Sul da ilha Terceira, na Região Autónoma dos Açores, em Portugal.

Em posição dominante sobre a baía de Porto Novo, constituiu-se em uma fortificação destinada à defesa deste ancoradouro contra os ataques de piratas e corsários, outrora frequentes nesta região do oceano Atlântico.

História

Na foz da Ribeira Seca existiu o principal porto da freguesia, chamado de "Porto Novo", por oposição ao "Porto Velho", este na Casa das Mós, na ponta de Santa Catarina. No Porto Novo, também conhecido por porto de Gaspar Gonçalves Machado, eram embarcados o pastel, o trigo, a cevada e o centeio, e ainda a telha para a cidade de Angra e as demais ilhas do arquipélago. Constituía-se no terceiro porto comercial da ilha.

Em 1571, a Câmara Municipal de São Sebastião determinou a construção de dois redutos para a defesa do chamado "Porto Novo": o 1.º Reduto da Ribeira Seca e o 2.º Reduto da Ribeira Seca. Essa defesa foi reforçada com a construção de dois fortes nas pontas contíguas à enseada: o Forte de São Sebastião (1574) e o Forte de São Francisco (1581).

Neste mesmo local ficava o termo dos concelhos de São Sebastião e da Praia, pelo que aqui terá existido um portão, para efeitos administrativos.

DRUMMOND, acerca da fortificação da Terceira no contexto da Crise de Sucessão de 1580, referiu:

"Não havia naquele tempo em toda a costa da ilha Terceira alguma fortaleza, excepto aquela de S. Sebastião, posto que em todas as cortinas do sul se tivessem feito alguns redutos e estâncias, nos lugares mais susceptíveis de desembarque inimigo, conforme a indicação e plano do engenheiro Tomás Benedito, que nesta diligência andou desde o ano de 1567, depois que, no antecedente de 1566, os franceses, comandados pelo terrível pirata Caldeira [Pierre Bertrand de Montluc], barbaramente haviam saqueado a ilha da Madeira, e intentado fazer o mesmo nesta ilha, donde parece que foram repelidos à força das nossas armas." (DRUMMOND, 1981:vol. I, p. 230)

E complementou:

"(...) e para o centro do dito porto [Porto Novo], se assentaram dois redutos bem artilhados; de forma que havendo-se-lhe feito uma grossa muralha, que compreendia toda esta cortina, um portão e um excelente arco, por baixo do qual atravessa a Ribeira Seca, se reputava este porto assaz defensável; e tanto assim que nem no menos consta que o inimigo tentasse por ele entrar; (...)." (DRUMMOND, 1981:vol. I, pp. 232-233)

Após a conquista da Terceira (julho de 1583) por D. Álvaro de Bazán, 1.º marquês de Santa Cruz de Mudela, foi inventariado o seguinte material bélico neste forte:

"No forte fronteiro de São Sebastião não havia artilharia nenhuma, por a haverem levado ao alto o dia antes que saísse a gente em terra." (FRUTUOSO, 1998:Livro VI, cap. 26, p. 86)

Dois séculos mais tarde Manoel de Matos P. de Carvalho, na "Notícia da fortificação da Ilha Terceira" (1766), registou:

"20 - A fortaleza da Ribeira Seca, com duas peças.

(...) todas estas fortalezas se acham presentemente reparadas, por ocasião da guerra.
" (“Arquivo dos Açores”, vol. VI, p. 42)

Com a instalação da Capitania Geral dos Açores (1766), o seu estado foi assim reportado:

"14º - Primeiro reducto da Ribeira secca. Tem duas canhoneiras e huma peça de ferro boa com o seu reparo capaz: carece de mais huma peça como seu reparo, e para se guarnecer precisa dois artilheiros e oito auxiliares." (JÚDICE, 1767)

Encontra-se referido como "13. Reducto da mesma B.ª da Rib.ª Seca" no relatório "Revista aos fortes que defendem a costa da ilha Terceira", do Ajudante de Ordens Manoel Correa Branco (1776), que apenas assinala: "Tambem este Forte foi redificado, e toda a cortina, e só lhe faltáo as duas meyas portas da caza."

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) voltou a revestir-se de importância estratégica, constando o seu alçado e planta na "Colecção de Plantas e Alçados de 32 Fortalezas dos Açores, por Joze Rodrigo d'Almeida em 1830", atualmente no Gabinete de Estudos Arqueológicos da Engenharia Militar, em Lisboa.

Encontra-se relacionado por BAPTISTA DE LIMA (1982), que o indica como desaparecido.

Características

Exemplar de arquitetura militar, do tipo abaluartado, de enquadramento rural, isolado, a Leste da enseada, onde desagua a Ribeira Seca.

Apresentava planta poligonal irregular, em cuja muralha se rasgavam quatro canhoneiras pelos lados do mar. Dispunha de edificação com a função de paiol.

  • 1st. Redoubt of Ribeira Seca


  • Redoubt

  • 1571 (AC)

  • 1582 (AC)

  • Tommaso Benedetto


  • Portugal


  • Missing

  • Monument with no legal protection





  • Disappeared

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Autonomous Region of Azores
    City: Angra do Heroísmo



  • Lat: 38 -41' 43''N | Lon: 27 4' 32''W




  • 1583: -
    1767: 1 peça antecarga, de alma lisa, de ferro, montada em reparo.






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