Fortress of Sagres

Vila do Bispo, Faro - Portugal

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A “Fortaleza de Sagres”, também referida como “Forte de Sagres” e “Castelo de Sagres”, localiza-se na ponta de Sagres, dominando a enseada de mesmo nome, na freguesia de Sagres, concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro, em Portugal.

Encontra-se compreendida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

História

Antecedentes: o "Promontorium Sacrum"

Desde a Antiguidade a enseada de Sagres serviu de abrigo aos navegantes que transitavam do mar Mediterrâneo para o oceano Atlântico e vice-versa.

Não existe certeza sobre qual seria a localização exata deste "promontório sagrado", mas é possível identificar, em linhas gerais, uma área que se prolongaria da ponta da Piedade à Arrifana, compreendendo o cabo de São Vicente e a ponta de Sagres. Esta região, por vezes designada na Antiguidade como o "fim" do mundo conhecido, onde se iniciavam as tormentas, até hoje integra uma das maiores áreas de menires e construções megalíticas da Europa. Visitada por navegadores oriundos do mar Mediterrâneo desde c. 4000 a.C., foi citada desde a Antiguidade clássica por autores como Avieno, Estrabão e Plínio, como uma área de culto dedicada a Saturno ou Hércules, divindades de forte conotação com o mundo marítimo. Posteriormente, a partir da ocupação muçulmana da península Ibérica acentuou-se o seu carácter de local de peregrinação, denominando-se então "Chakrach", muito tendo contribuído para tal a lenda das relíquias do mártir cristão São Vicente de Saragoça. As suas relíquias, depositadas na Igreja do Corvo, um santuário de culto moçárabe, atraiam numerosos peregrinos até ao século XII, altura em que, por decisão de Afonso I de Portugal (1143-1185), foram resgatadas para a cidade de Lisboa (1173).

A fortaleza de Sagres

O promontório de Sagres, bem como as vilas adjacentes de São Vicente e Sagres, foram doadas em 27 de outubro de 1443, pelo regente D. Pedro ao seu irmão, o Infante D. Henrique (1394-1460). A vila de Sagres, então abandonada e em ruínas em razão das razias dos piratas da Barbária, foi, a partir de então, reconstruída e repovoada, inclusive no tocante à sua defesa. Essa reedificação, por parte do Infante, obedeceu a alguns ditames essenciais:

- a necessidade que as embarcações da época tinham de se refugiar do elementos nas enseadas vizinhas, aguardando por ventos favoráveis à navegação;

- os imperativos da logística (embarcações, mantimentos, marinheiros) da primeira fase da chamada "Era dos Descobrimentos";

- o controlo do tráfego marítimo, por ser ponto de passagem obrigatório das embarcações que cruzavam do mar Mediterrâneo ao oceano Atlântico, e vice-versa.

A fortificação da ponta do promontório foi determinada pela sua localização e forma, aproveitando as falésias como defesa natural em três dos seus quatro lados.

Dessa forma, a Sagres da primeira metade do século XIV tornou-se o núcleo da expansão marítima portuguesa, recebendo estudiosos e navegantes de diversas origens, reunidos em torno do Infante na chamada “Escola de Sagres”. A partir de então as designações de Vila do Infante, Sagres, e Fortaleza de Sagres, confundem-se na passagem dos séculos.

Após a morte do Infante neste local (1460), deslocando-se o eixo da expansão para Lisboa, a povoação e sua fortificação perderam importância.

Afonso V de Portugal (1438-1481) doou o senhorio compreendido da vila de Sagres ao Cabo de São Vicente a Rui de Sousa (29 de outubro de 1471).

João II de Portugal (1481-1495) fez mercê da capitania da vila a Rodrigo Anes, morador na Raposeira (22 de junho de 1487), vindo a doar-lhe a alcaidaria-mor de Sagres (1 de abril de 1495).

Pelo falecimento de Rui de Sousa (1498) o senhorio passou para o seu filho, D. João de Sousa, e posteriormente para os seus descendentes, os condes do Prado, marqueses das Minas.

Nesta época, como resultado da distância entre a vila e a Aldeia do Bispo, onde se celebravam os serviços religiosos, Manuel I de Portugal (1495-1521) determinou a criação da freguesia de Sagres (12 de novembro de 1516). O então bispo da Diocese de Silves, D. Fernando Coutinho erigiu em priorado a dita freguesia, e o soberano mandou edificar a igreja matriz.

Em 4 de outubro de 1521 Alexandre de Freitas, filho de Rodrigo Anes, foi nomeado capitão e alcaide-mor da vila de Sagres. Tendo Freitas vindo a falecer na Praça-forte de Azamor, sucedeu-lhe no cargo o seu irmão, Manuel de Freitas (19 de julho de 1536). Foi sucedido por sua vez por Belchior Barreiros, que serviu a capitania cerca de 20 anos e vivia ainda em 1575.

Em 1573, Sebastião I de Portugal (1557-1578) determinou adossar dois baluartes nos extremos da muralha já existente, elementos cruciais na arquitetura militar após o advento da artilharia, colocados estrategicamente em locais que otimizavam o tiro cruzado.

Da Dinastia Filipina à Restauração da Independência

Dando prosseguimento às reformas iniciadas no reinado de D. Sebastião, à época da Dinastia Filipina (1580-1640), sob o reinado de Filipe II de Espanha (1556-1598), determinou-se a edificação de uma torre (ou torreão central) no interior da fortificação, permitindo a ligação com a porta de entrada através de um túnel e apresentando, no topo, uma plataforma para artilharia, aumentando a capacidade defensiva da estrutura.

No contexto dos atritos entre as Coroas da Espanha e da Inglaterra, no cenário internacional do final do século XVI, a armada do corsário inglês Francis Drake assaltou e saqueou Cádis, na Espanha, em 1587. No regresso intentaram o assalto a Silves, que bem defendida repeliu os atacantes, que decidiram procurar um local menos defendido, encontrando-o na região de Sagres que foi saqueada e incendiada. Na ocasião, também sofreram danos substanciais as fortificações da Baleeira, de Belixe e de São Vicente. Um desenho do ataque inglês, atualmente no "British Museum", retrata as fortificações da região à época, evidenciando o seu carácter de transição da Idade Média, para a arquitetura militar moderna. No tocante à Fortaleza de Sagres, reconhecem-se, a partir do exterior:

- um pequeno baluarte de planta quadrangular, possivelmente de faxina, tinha a função de assegurar a primeira linha de defesa; um outro, idêntico, vigiava a enseada no extremo oposto ao Forte da Baleeira;

- uma muralha de alvenaria de pedra, com o formato dos dentes de uma serra e uma extensão aproximada de 180 metros, encimada por ameias, fechava o istmo de lado a lado;

- dois baluartes baixos, com ameias, posicionavam-se em cada extremidade da muralha;

- a meio da cortina abria-se uma pequena porta, dando acesso a dois pequenos pátios amuralhados e ameados, com portas desenfiadas, à maneira dos castelos medievais;

- no interior dispunha-se a Praça de Armas, rodeada por um conjunto de habitações ligado por uma cortina às muralhas laterais, conjunto esse dominado por um cubelo na extremidade oposta, e a antiga Igreja de Santa Maria.

Após o assalto de Drake, cogitou-se a modernização da fortificação manuelina. Em 1621, o engenheiro militar napolitano Alexandre Massai apresentou um projeto para a construção de novos baluartes com maior capacidade defensiva, plano esse que não chegou a se materializar. Só em 1631 é que reparos nas muralhas arruinadas foram determinados por Filipe IV de Espanha (1621-1665). As obras foram iniciadas no ano seguinte (1632), aproveitando-se trechos das antigas muralhas e levantando-se baterias renascentistas, obras que prosseguiram no contexto da Guerra da Restauração da Independência (1640-1668), sob o reinado de João IV de Portugal (1640-1656), quando Sagres recebeu uma fortificação exterior segundo o sistema do engenheiro militar francês Blaise François, conde de Pagan (1604-1665). Entretanto, as novas muralhas exteriores permaneceram incompletas, coexistindo com as antigas muralhas henriquinas.

No século XVII, Sagres assumiu a sua maior importância como praça de guerra, tornando-se um centro coordenador da linha defensiva daquele trecho marítimo e dela dependendo os fortes da Baleeira, Beliche, São Vicente, Carrapateira e Arrifana.

O século XVIII e o terramoto de 1755

A fortaleza foi seriamente danificada pelo maremoto subsequente ao terramoto de 1 de novembro de 1755, que galgou a altura da falésia. O estado de ruína, agravado pela ação erosiva dos elementos, prolongou-se até ao reinado de Maria I de Portugal (1777-1816), quando esta ordenou a reconstrução da estrutura. Para tanto, foram demolidas as antigas muralhas medievais e, entre 1793-1794, terminadas as obras do novo traçado de muralhas, de acordo com o método Vauban, de autoria do engenheiro militar José de Sande Vasconcelos. Estas, adequadas às necessidades de defesa da época, eram mais baixas e compactas empregando argamassa de reboco para melhor absorver o impacto dos projéteis da artilharia da época. Nas extremidades ergueram-se dois meio-baluartes, artilhados, sob a invocação de Santa Bárbara e Santo António. No interior do terrapleno, um torreão central substituiu o antigo cubelo filipino.

Os continuados conflitos no século seguinte fizeram com que a fortificação de Sagres mantivesse um importante papel de coordenação em toda a linha defensiva no oeste do litoral algarvio.

Por volta de 1840 por iniciativa de Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, marquês de Sá da Bandeira, foi colocada na muralha, próximo da porta principal, uma lápide evocativa do Infante D. Henrique.

Entretanto, ao final do século XIX, a alteração da geografia política e as novas táticas e equipamentos militares, retiraram a importância militar a Sagres e o conjunto edificado degradou-se.

Os restauros do século XX

O conjunto das “Torre e muralhas de Sagres / Fortaleza de Sagres” encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho de 1910.

Ao longo do século XX, com a finalidade de homenagear a figura do Infante D. Henrique e a epopeia dos Descobrimentos Marítimos, foram lançados diversos concursos para realizar intervenções arquitetónicas no promontório de Sagres:

- Concurso de 1934 – Foi vencedor o projeto "Dilatando a Fé, o Império", de autoria dos irmãos Rebello de Andrade e Rui Gameiro.

- Concurso de 1938 – Foi vencedor o projeto "Monumento ao Infante", de autoria de Carlos Ramos e Leopoldo de Almeida.

- Concurso de 1958 – Foi vencedor o projeto "Mar Novo", de autoria de João Andersen, Barata Feio e Júlio Resende.

Na década de 1950 teve início um processo de restauro da fortificação. A carga simbólica do local para a história dos Descobrimentos Portugueses inspirou um grandioso projeto de caráter nacionalista para erguer aqui um monumento em comemoração da figura do Infante e dos descobrimentos portugueses, entretanto nunca executado.

No âmbito das Comemorações do V Centenário da morte do Infante D. Henrique (1960) a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) empreendeu uma profunda intervenção de restauro no conjunto, que entretanto o descaracterizou ao procurar devolvê-lo à configuração do final do século XVI. Deste modo, foi demolido o edificado para expor a muralha quinhentista e construídas edificações à semelhança do desenho inglês de 1587. O espaço ganhou nova funcionalidade com a criação do Centro de Estudos Ultramarinos, uma Pousada de Juventude, posto de informação turística, um auditório e colocada a descoberto a chamada Rosa-dos-Ventos: iniciava-se o período de promoção de Sagres como lugar mítico e incontornável da História de Portugal e introduziu-se a promoção turística do local.

A ZEP foi estabelecida pela Portaria publicada no Diário do Governo, II Série, n.º 128, de 30 de maio de 1962. Posteriormente, a Portaria n.º 550/86, publicada no Diário da República, I Série, n.º 221, de 25 de setembro de 1986 retificou a delimitação constante da portaria anterior. Finalmente, a Portaria n.º 469/87, publicada no Diário do Governo, I Série, n.º 128, de 4 de junho de 1987 revogou a portaria anterior, repondo a delimitação de 1962.

Em 1980 foram-lhe procedidas obras de recuperação por iniciativa da DGEMN. Nessa década, face à degradação do conjunto e visando adequar a utilização do sítio aos pressupostos da Carta de Veneza (possibilitando o acolhimento turístico), foi lançado um concurso para a recuperação da Fortaleza de Sagres (1988). O projeto vencedor, intitulado “Monumento ao Infante”, de autoria do arquiteto portuense João Carreira, apesar de uma década de polémica suscitada pela natureza da nova intervenção – devido à volumetria, à escala das construções e à amputação da "Rua das Descobertas" -, introduziu em Portugal a discussão da reutilização dos monumentos, face à compatibilidade das novas estruturas com a memória do passado. Entretanto, as novas funcionalidades de centro de exposições, centro multimédia, loja e cafetaria revelaram ser equipamentos úteis aos visitantes.

Os arranjos exteriores à época incluíram ainda a recuperação das arruinadas pré-existências aos baluartes do século XVIII, a valorização de todos os locais visitáveis do promontório e a criação de trilhos de descoberta da flora única do local, com remoção das espécies infestantes, nomeadamente os chorões.

O imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) pelo Decreto-lei n.º 106F/92, publicado no Diário da República, I Série A, n.º 126, de 1 de junho de 1992. Posteriormente foi afeto à Direção Regional da Cultura do Algarve, pela Portaria n.º 1130/2007, publicada no Diário da República, II Série, n.º 245 de 20 de dezembro de 2007.

Em 2010 foi implementado o Projecto de requalificação e valorização do Promontório de Sagres, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e do Programa de Intervenção do Turismo (PIT), pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Direcção Regional de Cultura do Algarve e Turismo de Portugal.

Em maio-abril de 2012 procedeu-se a apresentação do Projeto do Centro Expositivo da Fortaleza de Sagres, orçado em cerca de 1,3 milhões de euros, e integrado nas obras de requalificação do imóvel com conclusão prevista para 2014.

Atualmente, a Fortaleza de Sagres encontra-se aberta diariamente ao público. Além de se poder apreciar as estruturas anteriores ao século XVIII, recuperadas, as recentes intervenções permitem visitar as diversas áreas do promontório, podendo usufruir ainda de um centro de exposições, um centro de multimídia, lojas de artigos culturais e de uma cafetaria. Os serviços da Fortaleza de Sagres funcionam, ainda, como núcleo técnico especializado de apoio às intervenções arqueológicas da direção Regional do IPPAR no Algarve.

Características

Trata-se de exemplar de arquitetura militar e religiosa, nos estilos renascentista e maneirista.

O espaço da fortaleza é definido por uma cortina muralhada dominada por um cavaleiro ao meio, sob o qual se rasga o portão monumental, dois meio-baluartes nos flancos e seis baterias voltadas ao mar.

A muralhada apresenta traçado poligonal abaluartado, composta por uma cortina fechando o lado de terra e de um muro que se estende pelo flanco esquerdo. Nas duas extremidades da cortina, erguem-se os meio-baluartes de 1793, um sob a invocação de Santa Bárbara (padroeira da Artilharia) e outro de Santo António (patrono do Exército Português).

A meio da cortina rasga-se o Portão Monumental da praça, em estilo neoclássico, encimado por um escudo de armas no frontão e uma placa epigráfica referindo o então governador do Reino do Algarve, D. Nuno José Fulgêncio João Nepomuceno de Mendonça e Moura (1793). Pelo lado interno do portão pode ser vista uma lápide em memória do Infante D. Henrique, colocada por volta de 1840.

Estrategicamente distribuídas pelo terrapleno encontram-se seis baterias voltadas para o mar e guaritas. Nele se erguem ainda diversas edificações, como o torreão central, quartéis, a torre-cisterna - provavelmente fruto de projeto henriquino, presente em grande parte das representações da fortaleza após a incursão de Drake em 1587 -, as antigas casas da "correnteza" e a Casa do Governador, estruturas alvo de reaproveitamento turístico no projeto da década de 1990. Isolado dos demais edifícios ergue-se o Paiol da Pólvora, provavelmente edificado em meados do século XVIII.

Inserido no conjunto das edificações, encontra-se uma réplica de um Padrão de Descobrimento quinhentista, no qual se pode observar um escudo de armas do Infante D. Henrique.

Destaca-se ainda a Rosa-dos-Ventos, também denominada como rosa-dos-ventos do Infante D. Henrique, uma ampla estrutura que se considera remontar ao século XVI. Revelada casualmente em 1921, representa uma estrela com 32 raios, simbolizando os rumos, inscrita num círculo, traçada no solo por seixos irregulares e que alguns autores creem tratar-se do gnómon de um relógio de sol.

Ainda no terrapleno encontra-se a Igreja de Nossa Senhora da Graça. A edificação do atual templo veio substituir, possivelmente em 1570, à época de D. Sebastião, a antiga ermida de Santa Maria mandada erigir em 1459 pelo Infante D. Henrique. Após o terramoto de 1755, em que ficou danificada, foram-lhe acrescentados a sacristia e o campanário. Apresenta planta simples quadrangular de nave única, com pequenas janelas isoladas nas paredes e remate em abóbada de canhão. A cabeceira, com sacristia anexada, também apresenta planta quadrangular e é encimada por uma cúpula semiesférica. A fachada principal é demarcada pela porta de entrada com lintel e telhado de duas águas. Ao campanário, erguido na localização do antigo ossário do cemitério, acede-se através de uma escada do lado leste. Aqui se encontra depositado, desde 1997, o retábulo em estilo barroco da Capela de Santa Catarina do Forte de Belixe, ameaçada de ruína.



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Fortaleza de Sagres
Artigo do website wikipédia versando sobre a Fortificação de Sagres, na Vila do Bispo, Distrito de Faro, Portugal. O texto apresenta as principais características da Fortaleza descrevendo uma cronologia histórica do século XV ao século XXI.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_de_Sagres
Fortaleza de Sagres
Website do Instituto Português do Patrimônio Arquitetônico versando sobre a Fortaleza de Sagres, que se localiza em Lagoa (Algarve), Distrito de Faro, Portugal.

http://www.ippar.pt/sites_externos/sagres/Siteport/fsagres.htm
Fortaleza de Sagres
Website do Instituto Português do Património Arquitectónico versando sobre a Fortaleza de Sagres, que se localiza na Ponta de Sagres, dominando a enseada de mesmo nome, no Algarve, em Faro, Portugal.

http://www2.ippar.pt/monumentos/castelo_sagres.html
Fortaleza de Sagres
Website português Moo, versando sobre a Fortaleza de Sagres, localizada na Ponta de Sagres, sudoeste do Algarve, Portugal.

http://www.moo.pt/maravilhas/fortaleza_de_sagres/
Fortaleza de Sagres
Página sobre a Fortaleza de Sagres no Portal "Monumentos do Algarve", mantido pela Direção Regional de Cultura do Algarve.

http://www.monumentosdoalgarve.pt/pt/monumentos-do-algarve/fortaleza-d...

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  • Fortress of Sagres

  • Forte de Sagres, Castelo de Sagres

  • Fort

  • 1443 (AC)




  • Portugal


  • Featureless and Well Conserved

  • National Protection
    O conjunto das “Torre e muralhas de Sagres / Fortaleza de Sagres” encontra-se classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo n.º 136, de 23 de junho de 1910.
    A ZEP foi estabelecida pela Portaria publicada no Diário do Governo, II Série, n.º 128, de 30 de maio de 1962. Posteriormente, a Portaria n.º 550/86, publicada no Diário da República, I Série, n.º 221, de 25 de setembro de 1986 retificou a delimitação constante da portaria anterior. Finalmente, a Portaria n.º 469/87, publicada no Diário do Governo, I Série, n.º 128, de 4 de junho de 1987 revogou a portaria anterior, repondo a delimitação de 1962.



  • + 351 282 620 140

  • fortaleza.sagres@ippar.pt

  • Tourist-cultural Center

  • 283000,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Vila do Bispo



  • Lat: 36 -60' 3''N | Lon: 8 56' 57''W



  • Todos os dias com exceção dos feriados de 1 de maio e 25 de dezembro.
    Horários:
    - Verão (1 de maio a 30 de setembro): 09h30 – 20h00
    - Inverno (1 de outubro a 30 de abril): 09h30 –17h30



  • A estrutura foi arquitetada de forma abaluartada e continha uma séria de baterias e canhões ao longo da Fortaleza. No exterior da fortaleza, um pequeno bastião quadrado, talvez feito de estacaria, constituía o primeiro ponto defensivo – um outro, idêntico, vigiava a enseada no extremo oposto ao forte da Baleeira. Fechava-se o istmo de lado a lado pela muralha coroada de ameias, em linha quebrada e robustecida nos limites por dois baluartes, e à porta praticada a meio da cortina seguiam-se dois pequenos pátios muralhados e com ameias, e de portas desenfiadas. Para lá da muralha e a toda a sua extensão (cerca de 180 m) o terreiro era protegido nos topos, sobre as escarpas, por outras duas cortinas de muralhas ameadas. Isolada no terreiro, a poente, a Igreja de Santa Maria e paralelamente ao muralhamento principal uma correnteza de casa com arcaria no piso térreo, depois outras três e uma estreita torre em frente da muralha fundeira que se estendia até à de poente fechando a vasta praça. No extremo oposto, uma torre ameada deixava espaço amplo de acesso à ponta da península.

  • Décadas de 1950 e 1960: processo de restauração por parte da DGEMN.
    Década de 1990 projeto de recuperação de autoria do arquiteto João Carreira.




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