Fortress of São Vicente

Vila do Bispo, Faro - Portugal

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A “Fortaleza de São Vicente” localiza-se no cabo de São Vicente, freguesia de Sagres, concelho de Vila do Bispo, distrito de Faro, em Portugal.

História

A primitiva ocupação de seu sítio remonta a cerca de 1260, momento em Afonso III de Portugal (1248-1279) aqui terá fundado um hospital ou albergaria para atender os peregrinos que iam em romaria ao túmulo de São Vicente.

Dinis I de Portugal (1279-1325) transformou-o num convento, conhecido por Convento do Corvo.

Fernando I de Portugal (1367-1383) doou ao seu capelão-mor, Vasco Lourenço, as rendas, direitos e ofertas da capela e ermida de São Vicente do Cabo.

João I de Portugal (1385-1433) fez idêntica doação ao seu capelão-mor, Martim Gonçalves (29 de janeiro de 1387)

Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521), por volta de 1508, o então Bispo da Diocese de Silves, D. Fernando Coutinho, faz erguer a fortificação que defendia o cabo. A 5 de março de 1514, D. Manuel confirmou certos herdamentos que o Bispo de Silves, fizera aos religiosos. Ocupado por frades da Ordem de São Jerónimo, em 1516 passou para os da Ordem dos Frades Menores. Em 21 de julho de 1520, o então bispo de Silves, D. Fernando Coutinho, doou-lhe outras propriedades com casas e cerca para o seu sustento, uma vez que nas imediações do convento não existiam terras que pudessem ser cultivadas. Nesta data o convento já possuía o farol que os capuchos mantinham aceso e uma muralha que o envolvia e defendia. No mesmo ano, a 7 de agosto, D. Manuel confirma essas doações.

Posteriormente, João III de Portugal (1521-1557) ordenou a construção de uma estrutura mais robusta para a defesa de ataques de soldados e marujos luteranos.

O convento e a sua defesa foram atacados e destruídos pelo ataque das forças do corsário inglês Francis Drake (1587), sendo os frades obrigados a abandoná-lo e a recolherem-se nos de Lagos e de Portimão.

A partir de 1606 os frades voltaram a ocupar o antigo convento e a fortificação foi reedificada.

O conjunto foi danificado pelos terremotos de 1719 e de 1722, e arrasado pelo maremoto consequente do terramoto de 1 de novembro de 1755.

Do mesmo modo que as defesas de Sagres, Maria I de Portugal (1777-1816) determinou a reconstrução da sua defesa (1793).

Com a extinção das Ordens Religiosas no país (1834) o convento e a igreja caíram em abandono. Em 1846 o governo de Maria II de Portugal determinou aí instalar um farol.

Por volta de 1904 o antigo convento e a igreja haviam desaparecido, adaptados a instalações e dependências de apoio ao farol, sob a responsabilidade do Ministério da Marinha. Subsistia apenas o antigo forte, embora em precário estado de conservação.

O conjunto da “Fortaleza do Cabo de São Vicente / Convento do Corvo / Convento de São Vicente do Cabo / Farol de São Vicente” encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 44.075, publicado no Diário do Governo, I Série, nº 281, de 5 de dezembro de 1961. A Zona "non aedificandi" foi definida por Portaria publicada no Diário do Governo, II Série, n.º 128, de 30 de maio de 1962, e a ZEP definida pela Portaria n.º 550/86, publicada no Diário da República, I Série, n.º 221, de 25 de setembro de 1986, retificada pela Portaria n.º 469/87, publicada no Diário da República, I Série, n.º 128, de 4 de junho de 1987.

O conjunto sofreu novos danos provocados pelo terramoto de 28 de fevereiro de 1969, vindo a ser cedido ao Ministério da Marinha em 17 de abril de 1989. Sofreu obras de restauro em 1990.

Características

Trata-se de exemplar de arquitetura assistencial, religiosa e militar, em estilo maneirista.

A fortificação foi construída no local de uma primitiva albergaria, posteriormente transformada em convento da Ordem de São Jerónimo, destinada à defesa deste último, depois ocupado pelos religiosos da Ordem dos Frades Menores.

Apresenta planta poligonal, com um baluarte voltado para o lado de terra. A leste, na muralha, que inflete para oeste, rasga-se a portada.

No seu interior, as dependências do antigo convento foram substituídas por construções modernas de apoio ao farol, que aí se encontra. O logradouro é ladeado parcialmente por 8 arcos, que terá correspondido ao antigo claustro. Integrantes da fortaleza subsistem algumas dependências recobertas por abóbadas de canhão, sobrepostas por terraços. Vislumbra-se ainda a presença de algumas cisternas. Toda a área exterior aos edifícios é calcetada e envolvida por um muro de proteção.

A torre do farol tem uma altura de 28 m, a luz encontra-se a 86 m acima do nível do mar e o seu alcance luminoso é de 32 milhas (c. 59 km), com uma característica luminosa de relâmpagos brancos simples com um período de 5 segundos.

  • Fortress of São Vicente


  • Fort

  • 1508 (AC)




  • Portugal


  • Featureless and Well Conserved

  • National Protection
    O conjunto da “Fortaleza do Cabo de São Vicente / Convento do Corvo / Convento de São Vicente do Cabo / Farol de São Vicente” encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 44.075, publicado no Diário do Governo, I Série, nº 281, de 5 de dezembro de 1961. A Zona "non aedificandi" foi definida por Portaria publicada no Diário do Governo, II Série, n.º 128, de 30 de maio de 1962, e a ZEP definida pela Portaria n.º 550/86, publicada no Diário da República, I Série, n.º 221, de 25 de setembro de 1986, retificada pela Portaria n.º 469/87, publicada no Diário da República, I Série, n.º 128, de 4 de junho de 1987.





  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Faro
    City: Vila do Bispo



  • Lat: 37 -2' 38''N | Lon: 8 59' 47''W










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