Fortaleza de Mormugão

Marmagao, Goa - India

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A “Fortaleza de Mormugão” localizava-se na ponta sul da foz do rio Zuari, em Mormugão, atual Marmagao, município de mesmo nome, distrito de Goa Sul, no estado de Goa, na Índia.

História

Quando os portugueses ocuparam essa região da costa ocidental do subcontinente indiano no início do século XVI fixaram-se na zona de Tiswadi, onde se desenvolveu a hoje denominada Velha Goa. Com o adensar das ameaças à supremacia marítima portuguesa na região, foram construídos diversos fortes nas colinas circundantes a Goa, especialmente naquelas sobranceiras à costa. Por por essa razão, o então Vice-rei do Estado Português da Índia, D. Francisco da Gama, 4.° conde da Vidigueira, em seu segundo governo, determinou a construção de uma fortaleza no promontório que domina a barra sul da baía de Goa, nas proximidades do então pequeno porto de Mormugão. Iniciada em 1624, conforme inscrição epigráfica sobre o Portão de Armas,  a Fortaleza de Mormugão passou a ser uma das mais importantes da Índia Portuguesa

O Sultanato de Bijapur, que dominava Goa quando da chegada dos portugueses, não desistiu de retomar a cidade, tentando por diversas vezes a sua invasão. A partir do segundo quartel do século XVII, a esta ameaça local vieram-se juntar os ataques Neerlandeses, dos quais resultou a perda da maior parte das possessões portuguesas no sul da Ásia: Molucas, Batticaloa, Trincomali, Galle, Malaca, Manar, Jaffna, Quiloa, Cochim e Cananor. Entre 1640 e 1643, os Neerlandeses tentaram por diversas vezes conquistar Mormugão, mas foram sempre repelidos.

Em 1683, os portugueses corriam grave risco face à investida dos Maratha. Uma derrota quase inevitável foi evitada pela retirada das forças Maratha comandadas por Sambhaji Raje Bhosle, filho e sucessor de Shivaji Bhosle, fundador do Império Maratha, que se viu obrigado a levantar o cerco e partir em defesa da sua capital, então ameaçada pelo avanço das forças do Império Mughal comandadas pelo imperador Aurangzeb. O quase desastre convenceu o então Vice-rei do Estado Português da Índia, Francisco de Távora, 1.º conde de Alvor (1681-1686), a transferir a sede do seu governo para a fortaleza de Mormugão.

Em 1685 os novos edifícios para o governo da Índia Portuguesa em Mormugão estavam em construção, tendo como diretor das obras o padre jesuíta Teotónio Rebelo. Na sua função de arquiteto, o jesuíta tentou evitar o estilo excessivamente ornamentado do tempo, optando por edifícios austeros e funcionais. Os edifícios então construídos ainda subsistem, tendo sido utilizados para diversas funções, desde palácio do governador a hotel.

Os vice-reis que sucederam D. Francisco de Távora consideraram o local demasiado isolado e os edifícios excessivamente austeros, tendo voltada a instalar o governo na cidade de Goa e depois na nova cidade de Pangim.

Durante o século XVIII diversas epidemias devastaram Mormugão, mas a partir dos finais daquele século as condições sanitárias melhoraram. Sendo um dos melhores portos naturais da costa ocidental indiana, a importância de Mormugão foi crescendo paulatinamente e a cidade tornou-se um importante centro de comércio, partilhado por portugueses e britânicos (que davam o nome de Marmagoa ao porto).

No século XIX, Nova Goa (atual Panjim) transformou-se na capital.

Mormugão foi escolhido para terminal da linhas de caminho-de-ferro de bitola estreita construída na década de 1880 para ligar a colónia portuguesa à rede ferroviária da Índia Britânica. Por um avultado curto, uma empresa britânica, a Western India Portuguese Guaranteed Railways Company, modernizou o porto e construiu a linha do Caminho-de-Ferro de Mormugão, obras que ficaram concluídas em julho de 1886.

Nos arredores de Mormugão foi construída a nova cidade de Vasco da Gama, planeada e construída nos primeiros anos do século XX, foi um colorido e elegante conjunto de bairros onde viviam funcionários coloniais, comerciantes e emigrantes, com as suas escolas e clubes, incluindo alguns de inspiração britânica.

Foi no hotel instalado na fortaleza de Mormugão que ficaram os agentes britânicos que em 1943 destruíram os navios alemães que se encontravam no porto de Mormugão, então sob soberania portuguesa e por essa razão águas neutrais.

Em nossos dias, o antigo forte encontra-se severamente arruinado.

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado.

Apresentava planta retangular, com as dimensões de 330 por 88 metros, com baluartes nos vértices (pentagonais pelo lado de terra; quadrangulares pelo lado do mar). Em seu interior erguiam-se as edificações de serviço. Uma cortina em "V", com uma torre circular no ângulo, defendia o seu acesso ao ancoradouro.



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Contribution

Updated at 01/12/2015 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (3).


  • Fortaleza de Mormugão


  • Fortress

  • 1624 (AC)



  • D. Francisco da Gama

  • Portugal


  • Ruins Badly Conserved






  • Ruins

  • 29040,00 m2

  • Continent : Asia
    Country : India
    State/Province: Goa
    City: Marmagao



  • Lat: 15 -25' 36''N | Lon: 73 -49' 20''E










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