Forte de Santa Cruz do Paraguaçu

Maragogipe, Bahia - Brasil

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O Forte de Santa Cruz do Paraguaçu localizava-se à margem direita da foz do Rio Paraguaçu, na altura da atual cidade de Maragogipe, no Estado da Bahia, dominando o acesso ao Recôncavo Baiano.

Um documento datado de 1659 dá conta da existência de três fortes na região, o mais importante dos quais o Forte Real de Paraguaçu. Também conhecido como Forte de Santa Cruz do Paraguaçu, Forte da Barra do Paraguaçu ou Fortinho do Paraguaçu, não existe consenso entre os estudiosos quanto aos seus construtores. Sua forma atual data provavelmente do início do século XVIII, erguido sobre uma estrutura anterior, remontando à primeira metade do século XVII.

No contexto da Guerra Holandesa (1630-54), em conjunto com o Fortim da Forca na margem oposta do rio, com quem cruzava fogos, tinha a função de impedir o acesso de invasores ao sertão do Iguape e seus engenhos de açúcar, e às vilas de Maragojipe e Cachoeira.

Fortificação tipicamente de marinha, era flanqueado por água em três dos seus seis lados, levantada em alvenaria de pedra com guaritas de tijolos nos vértices.

Um levantamento efetuado pelo Engenheiro José Antônio Caldas, informa que, em 1759, o forte possuía sete peças de artilharia desmontadas, e os seus quartéis em ruínas. O mesmo Engenheiro documentou a estrutura (Planta e fachada do forte de Sta. Cruz do Paraguasû. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), que apresenta planta no formato de um polígono hexagonal irregular, com cinco ângulos salientes e um reentrante e parapeitos à barbeta. Sobre o terrapleno, pelo lado da entrada, edificação de um pavimento abrigava as dependências de serviço (Casa de Comando, Quartel da Tropa, Casa de Palamenta, e outras). Esteve guarnecido por um Capitão (BARRETTO, 1958:182), acreditamos que neste período.

Foi restaurado em 1762 pelo governo da Capitania da Bahia, provavelmente por João de Abreu de Carvalho Contreiras. Após nova inspeção, em 1772, pelo mesmo Engenheiro José Antônio Caldas, procedeu-se à restauração da Casa do Comando, do Quartel da Tropa e da Casa de Pólvora. Em 1809, com receio de uma possível invasão francesa, procedeu-se a uma "limpeza" no forte. A partir de 1816 é considerado sem importância militar, sendo desativado e entrando em processo de ruína.

SOUZA (1885) atribui-lhe planta pentagonal, artilhado com sete peças, e em estado de ruína (Op. cit., p. 98).

Bem imóvel de propriedade da União, suas ruínas encontram-se tombadas desde 1938 pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 1959 foi elaborado um projeto para estabilização e restauração do monumento, porém não chegou a ser implementado. Atualmente restam os vestígios dos muros de pedra do terrapleno e de uma guarita de forma circular, recoberta com cúpula, e um velho canhão.

Existiu um outro forte, à época, na região, com o nome de Forte do Paraguaçu.

Bibliografías relacionadas 

Fortificações no Brasil
Augusto Fausto de Souza

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Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra
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Relatório do Ministro da Guerra, João Paulo dos Santos Barreto, em 1847
João Paulo dos Santos Barreto

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Relatório do Ministro da Guerra, Antônio Eleutério de Camargo, em 1885
Antonio Eleutério de Camargo

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Relatório do Ministro da Guerra, João José de Oliveira Junqueira, em 1886
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Relatório do Ministro da Guerra, Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, em 1887
Joaquim Delfino Ribeiro da Luz

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Relatório do Ministro da Guerra, José Caetano de Faria, em maio de 1915
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Relatório do Ministro da Guerra, José Caetano de Faria, em maio de 1916
José Caetano de Faria

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Relatório do Ministro da Guerra, Fernando Setembrino de Carvalho, em novembro de 1924
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A construção da governabilidade no Estado do Brasil: perfil social, dinâmicas políticas e redes governativas do Governo-Geral (1642-1682)
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Tesis
2018
 
 

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Links relacionados 

Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Forte de Santa Cruz do Paraguaçu
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte de Santa Cruz do Paraguaçu, que localiza-se na margem direita da foz do rio Paraguaçu, na altura da atual cidade de Maragojipe, no Estado da Bahia, dominando o acesso ao Recôncavo baiano.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Santa_Cruz_do_Paragua%C3%A7u

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Contribuciones

Actualizado en 14/05/2009 por el tutor Roberto Tonera.

Con la contribución de contenidos de: Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuciones con medias: Projeto Fortalezas Multimídia (Camila Guerreiro) (1), Projeto Fortalezas Multimídia (Jaime José S. Silva) (1).


  • Forte de Santa Cruz do Paraguaçu

  • Forte da Barra do Paraguaçu; Forte do Alemão; Fortinho do Paraguassú; Forte de Santa Cruz do Paraguassú; Forte da Salamina

  • Fuerte

  • 1630 (DC)




  • Portugal


  • Ruinas abandonadas

  • Protección Nacional
    Livro Histórico: Inscrição:040 Data:24-5-1938
    Livro de Belas Artes: Inscrição:094 Data:24-5-1938
    Nº Processo:0155-T-38







  • 0,00 m2

  • Continente : Sudamérica
    País : Brasil
    Estado/Província: Bahia
    Ciudad: Maragogipe

    Localizado à margem direita da foz do Rio Paraguaçu, na altura da atual Maragogipe, no Estado da Bahia, dominando o acesso ao Recôncavo Baiano.


  • Lat: 12 51' 23''S | Lon: 38 50' 25''W




  • Um levantamento efetuado pelo Engenheiro José Antônio Caldas, informa que, em 1759, o forte possuía sete peças de artilharia desmontadas. (Planta e fachada do forte de Sta. Cruz do Paraguasû. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa).
    Souza (1885) também informa que estava artilhado com sete peças.

  • Fortificação tipicamente de marinha, era flanqueado por água em três dos seus seis lados, levantada em alvenaria de pedra com guaritas de tijolos nos vértices.

    Conforme levantamento efetuado pelo Engenheiro José Antônio Caldas, em 1759 possuia planta no formato de um polígono hexagonal irregular, com cinco ângulos salientes e um reentrante e parapeitos à barbeta. Sobre o terrapleno, pelo lado da entrada, edificação de um pavimento abrigava as dependências de serviço (Casa de Comando, Quartel da Tropa, Casa de Palamenta, e outras). (Planta e fachada do forte de Sta. Cruz do Paraguasû. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa).
    SOUZA (1885) atribui-lhe planta pentagonal.

  • Foi restaurado em 1762 pelo governo da Capitania da Bahia, provavelmente por João de Abreu de Carvalho Contreiras. Após nova inspeção, em 1772, pelo mesmo Engenheiro José Antônio Caldas, procedeu-se à restauração da Casa do Comando, do Quartel da Tropa e da Casa de Pólvora. Em 1809, com receio de uma possível invasão francesa, procedeu-se a uma "limpeza" no forte.




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