Fort of Santa Luzia

Elvas, Portalegre - Portugal

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O "Forte de Santa Luzia" localiza-se na freguesia da Assunção, na cidade e concelho de Elvas, distrito de Portalegre, em Portugal.

Erguido a sul da cidade, sobre um pequeno outeiro no caminho para Badajoz, tinha como funções defender a zona de mais fácil acesso à Porta Real ou de Olivença, assim como as desembocaduras das nascentes da margem esquerda da ribeira do Cancão e corredores de acesso do ribeiro do vale dos Enforcados.

Atualmente integra o conjunto da "Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e suas Fortificações" classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 30 de junho de 2012.

História

No contexto da Guerra da Restauração (1640-1668) remonta a um simples reduto erguido em 1641 por Martim Afonso de Melo com desenho de Matias de Albuquerque. Ainda nesse mesmo ano, o engenheiro militar Sebastião Pereira de Frias redefiniu o desenho anterior, conferindo-lhe o formato de um polígono estrelado.

Em 1642 o engenheiro militar genovês Hieronimo Rozetti elaborou um novo traçado para a fortificação, o que gerou polémica, opondo-se-lhe, entre outros, o Engenheiro-mor do Reino, Charles Lassart. Para solucionar a polémica, nesse mesmo ano João IV de Portugal determinou a constituição de uma Junta, composta por João Ballesteros, Joannes Cieremans (Cosmander), Lassart e Rozetti, e subordinada ao Conselho de Guerra, para estudar o melhor traçado para a fortificação. Encontrava-se em disputa as visões das diversas escolas de fortificação: portuguesa, italiana, francesa e neerlandesa, patrocinadas pelos seus respetivos profissionais naquele teatro de operações.

A partir de 1643, Cosmander, com Jean Gillot, acabaram por impor o traçado final e Rui Correia Lucas imprimiu grande dinâmica aos seus trabalhos de construção. Cosmander optou por um modelo de fortificação com a potência de fogo um forte mas sem os perigos deste, sendo a face voltada à cidade passível de fácil destruição em caso de ocupação pelo inimigo.

Ainda em obras, sofreu assédio em 1644 pelas tropas espanholas sob o comando do marquês de Torrecusa, que na ocasião ocupou o outeiro do Casarão. Em decorrência, após a retirada do inimigo, procedeu-se à ligação do forte à Praça-forte por caminho coberto.

Em 1648 as suas obras estariam concluídas no essencial.

A partir de 22 de outubro de 1658 sofreu o assédio das forças espanholas sob o comando de D. Luís de Haro, que suportou até à vitória portuguesa na batalha das Linhas de Elvas (14 de janeiro de 1659).

No contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) sofreu assédio em 1706 por forças do exército franco-espanhol, e, em 1712, pelas forças sob o comando do marquês de Bay.

No contexto da Guerra das Laranjas (1801) sofreu assédio por parte das forças espanholas sob o comando de Manuel Godoy. Pouco depois, às vésperas da eclosão da Guerra Peninsular (1808-1814) assistiu à entrada do exército napoleónico no país, vindo a ser assediada por forças anglo-lusas no ano seguinte (1808).

Em 1884 foi instalado nas suas dependências o Lazareto de Elvas.

Em abril de 1999 foi abrangido pelo Concurso Público de Ideias para a Salvaguarda e Valorização do Património do Estado, afeto à Defesa Nacional, na cidade de Elvas, lançado pela Direcção-Geral de Infraestruturas do Ministério da Defesa Nacional, vindo a ser requalificado como Museu Militar (Museu Militar Forte de Santa Luzia de Elvas).

Características

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, na cota de 335 metros acima do nível do mar.

Apresenta planta retangular com baluartes pentagonais nos vértices, no estilo Vauban. Os baluartes são de invocação de Santo António, Santa Isabel, São Pedro e Nossa Senhora da Conceição, contando com guaritas nos ângulos salientes. Nas frentes voltadas a leste e sul, erguem-se dois revelins denominados respectivamente de Badajoz e da Poterna.

Em seu interior, ao centro há um reduto quadrangular que domina do seu cume todos os terraplenos, o que dificultaria o estabelecimento do inimigo. Este reduto comunicava com o recinto magistral através de um passadiço ou ponte dormente, que poderia em caso de sítio ser demolido e substituído por uma ponte levadiça. No seu topo encontra-se a Casa do Comando. Dois paióis, armazéns e quartéis acasamatados abrem-se por baixo do terrapleno. Uma capela, sob a invocação de Santa Luzia, e duas grandes cisternas completam o conjunto. A fortificação poderia acomodar uma guarnição de 300 a 400 homens, e estava artilhada por de 20 a 25 peças de artilharia.

A porta principal situa-se na cortina da frente da fortificação virada para Elvas e na cortina oposta existe uma poterna.

A comunicação entre o forte e a praça far-se-ia por um caminho em linha reta, que seria guarnecido por parapeitos e banqueta de ambos os lados, permitindo a defesa contra os tiros diretos do inimigo.

Pelo exterior dispõem-se três fossos.

  • Fort of Santa Luzia

  • Fortaleza de Santa Luzia

  • Fort

  • 1641 (AC)

  • 1648 (AC)


  • John IV of Portugal

  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    UNESCO World Heritage
    Integra o conjunto da "Cidade Fronteiriça e de Guarnição de Elvas e suas Fortificações" classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 30 de junho de 2012.



  • + 351 268 628 357


  • Historical military museum

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Portalegre
    City: Elvas



  • Lat: 38 -53' 39''N | Lon: 7 9' 30''W



  • - Terça-feira das 13 às 17 horas;
    - Quarta-Feira a Domingo das 10 às 17 horas.


  • De 20 a 25 peças de artilharia.






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