Fort of Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo

Salvador, Bahia - Brazil

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O “Forte de São Marcelo”, também referido como “Forte do Mar”, localiza-se na cidade do Salvador, no estado da Bahia, no Brasil.

Situado sobre um pequeno banco de recifes a cerca de 300 metros da costa, fronteiro ao centro histórico da cidade, destaca-se por se encontrar envolvido pelas águas, como o Forte Tamandaré da Laje, no Rio de Janeiro, e ser o único de planta circular no país, inspirado no Castelo de Santo Ângelo (Itália) e na Torre do Bugio (Portugal).

História

Antecedentes

A primitiva concepção desta fortificação remonta à Dinastia Filipina (1580-1640), sob o reinado de Filipe III de Espanha (1598-1621), não havendo certeza quanto à autoria de sua traça. Tradicionalmente admite-se que remonta a 1608, com risco do engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Estado do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita. Outros autores, porém, atribuem a sua traça inicial ao engenheiro-mor de Portugal, o cremonense Leonardo Torriani, em 1605.

Encontra-se figurado por João Teixeira Albernaz, o velho em "um retângulo de pergaminho em que se vê o projeto de edifício e do forte sobre a lajem do porto, que se há de fazer. Quem soerguer este retângulo de pergaminho vê a dita lajem desenhada na folha maior", a ser artilhado com 6 peças, no formato de um polígono quadrangular regular. ("Planta da cidade de Salvador, na Bahia de Todos os Santos", 1612. In: Livro que dá Razão do Estado do Brazil, c. 1616. Biblioteca Pública Municipal do Porto) Num outro exemplar da mesma obra, o referido projeto já está definitivamente incorporado ao desenho da planta, ("Planta da Cidade de Salvador, na Bahia de todos os Santos", 1616. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro) o que indica que o início da sua construção é posterior a 1612.

Concluído em 1623, no Governo-geral de D. Diogo de Mendonça Furtado (1621-1624), esteve inicialmente artilhado com 19 peças dos diversos calibres. (BARRETTO, 1958:174) Durante a invasão neerlandesa de 1624, foi a primeira praça conquistada pelos invasores, que dele dispararam as balas incendiárias que aterrorizaram os moradores da cidade, facilitando a invasão. Anos mais tarde, entre abril e maio de 1638, durante a tentativa de invasão do conde Johan Maurits van Nassau-Siegen (1604-1679), também teve papel decisivo, logrando manter a esquadra neerlandesa à distância.

O século XVII

Dentro do contexto da Guerra da Restauração da independência de Portugal (1640-1668), e da campanha pela expulsão dos neerlandeses da Região Nordeste do Brasil (Insurreição Pernambucana), a reconstrução deste forte foi determinada pela Carta-régia de 4 de outubro de 1650, (SOUZA, 1885:93) durante o Governo-Geral de João Rodrigues de Vasconcelos e Sousa (1649-1654), atendendo o "(...) quanto convinha fazer-se um forte no baixo surgidouro dessa Bahia", reforçando a defesa proporcionada pela Bateria da Ribeira, o Forte de São Paulo da Gamboa e o Forte de São Pedro, com os quais cruzava fogos.

Com risco e técnicas vindas do reino, possivelmente inspirado no Forte de São Lourenço do Bugio (onde nova etapa construtiva se desenvolvia entre 1643-1657), a nova obra, a cargo do engenheiro francês Filipe Guiton, iniciou-se ainda em 1650, pela construção de um enrocamento em torno do recife, com pedras de arenito extraídas da pedreira da Preguiça (no Sodré) e de Itapagipe, transportadas em barcaças. Concluído em 1652, o interior do enrocamento passou a ser preenchido com pedra calcária oriunda do lastro dos navios do Reino, aqui carregados com açúcar e madeira de lei. Guiton trabalhou nestas obras até falecer, em 1656. Nesta altura, iniciava-se a muralha do torreão em pedra de granito, oriundo do Recôncavo baiano. No ano seguinte (1657), o seu conterrâneo Pedro Garcin, que até então trabalhava nas fortificações da capitania de Pernambuco, assumiu as obras deste forte. Uma notícia, datada de 1661, quando o forte passou à invocação de São Marcelo, dá conta de que a muralha do torreão central ainda se encontrava incompleta, faltando um lance para atingir a altura projetada, concluída no ano seguinte (1662), quando se erguia a 15 metros acima do nível do mar. Em 1664 encontravam-se em progresso as obras da cisterna, ao centro do torreão, e os compartimentos dos doze quartéis, com as entradas voltadas para o exterior, onde as barcaças seguiam despejando as pedras que formavam o terrapleno circular envolvente. No ano de 1670 um relatório, dirigido ao Governador-geral Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça (1671-1675), dava conta do progresso dos trabalhos no Forte de Nossa Senhora do Pópulo. Nesta ocasião, o engenheiro militar Antônio Correia Pinto inspecionou as obras e passou a dirigir os trabalhos de construção, sendo o perímetro do terrapleno envolvente aumentado para cerca de 220 metros de circunferência.

O século XVIII

Um pouco antes da invasão francesa de Jean-François Duclerc ao Rio de Janeiro (agosto-setembro de 1710), expondo as fragilidades da defesa colonial, um relatório de 17 de junho desse ano, de autoria do mestre-de-campo de Infantaria, Miguel Pereira da Costa, criticava o projeto executado no Forte do Pópulo, propondo soluções. No escopo do projeto de defesa de Salvador da autoria do Brigadeiro João Massé (1713), foram propostas novas modificações para aumento do seu poder de fogo. Atendendo a essas sugestões, em 1717, o Vice-rei D. Pedro Antônio de Noronha Albuquerque e Sousa (1714-1718), iniciou-lhe trabalhos de ampliação do terrapleno envolvente aumentado em cerca de meio metro de altura e para cerca 241 metros de circunferência, estando concluídos com as novas canhoneiras do torreão ("bateria alta") e da plataforma do terrapleno ("bateria baixa"), em 1728, no governo do Vice-rei e Capitão-General-de-Mar-e-Terra do Estado do Brasil, D. Vasco Fernandes César de Meneses (1720-1735), conforme placa epigráfica sobre o portão de entrada.

O forte encontra-se representado em iconografia do capitão José António Caldas na "Notícia Geral de toda esta Capitania da Bahia desde o descobrimento até o prez.te ano de 1759", quando se encontrava artilhado com 54 peças de bronze e ferro dos diversos calibres. (Ver também "Planta e fachada do forte do Mar Nossa Senhora do Populo, e S. Marcelo". In "Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu recôncavo por mar e terra", c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa.)

Trabalhos de reforma são concluídos nas dependências do forte em 16 de agosto de 1772. Encontra-se representado numa iconografia de Carlos Julião, sob o nome de "4. Forte do Mar", (Elevaçam e fasada que mostra em prospeto pela marinha, a cidade de Salvador, Bahia de todos os Santos, 1779. Gabinete de Estudos Arqueológicos de Engenharia Militar, Lisboa.) ilustrada com os desenhos de trajes típicos femininos, novamente com o perfil da cidade do Salvador, pelo capitão José Francisco de Sousa (1782), e também, em iconografia de Luiz dos Santos Vilhena (1798).

O século XIX

Durante o século XIX, o forte esteve envolvido na maioria dos conflitos políticos em Salvador.

No contexto das Guerras Napoleônicas, o forte encontrava-se artilhado com 45 peças de bronze e ferro dos diversos calibres (1803). Quando da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil, as defesas costeiras da colônia foram inspecionadas e reforçadas. Naquele momento, quando da passagem do Príncipe-Regente por Salvador (1808), o forte dispunha de 46 peças de bronze e ferro dos diversos calibres. (GARRIDO, 1940:89)

Em 1810, um relatório de inspeção preparado por uma comissão chefiada pelo brigadeiro de artilharia José Gonçalves Galeão e integrada pelo Coronel Manoel Rodrigues Teixeira, o tenente-coronel José Francisco de Sousa, o Capitão Joaquim Vieira da Silva e o Engenheiro João Teixeira Leal (autor das ilustrações), apontava a necessidade de erguer um anel perimetral no terrapleno envolvente, com altura igual à do torreão central. Na ocasião, a bateria alta encontrava-se artilhada com 4 peças de bronze e 16 de ferro dos diversos calibres, enquanto que na bateria baixa computavam-se 1 peça de bronze e 29 de ferro montadas em seus reparos, 1 antigo pedreiro e 2 morteiros. Atendendo às recomendações desse relatório, desenvolveram-se obras de remodelação no forte, entre 1810 e 1812, a cargo de D. Marcos de Noronha e Brito, trabalhos que conferiram a atual configuração ao forte. Naquele último ano, a sua artilharia estava reduzida a 46 peças de bronze e ferro dos diversos calibres.

Durante a Guerra da independência do Brasil (1822-1823), abandonado pelas tropas portuguesas em retirada, o patriota João das Botas, líder da frota de canoas e de saveiros que bloqueava Salvador, aqui hasteou uma bandeira verde e amarela (2 de julho de 1823). (SOUSA, 1885:73)

Como prisão política, abrigou Cipriano José Barata de Almeida (1762-1838), por suas críticas ao fechamento da Assembleia Constituinte (novembro de 1823), assim como os emissários da Confederação do Equador (1824).

No contexto da Revolução federalista do Guanais (1832-1833), serviu de prisão em 26 de agosto de 1832 a cerca de 80 integrantes deste movimento irrompido na vila de Cachoeira desde 19 de fevereiro, sob a liderança do vereador e capitão de milícias, Bernardo Miguel Guanais Mineiro (detido a 23 de fevereiro), que pretendia tornar a Bahia independente do Império, com o fuzilamento do Imperador. No ano seguinte, os detidos no forte se amotinaram, dominando a guarnição e hasteando a bandeira de listas verticais, nas cores azul, branca e azul (26 de abril de 1833). Em seguida, utilizando a artilharia do forte, bombardearam a cidade durante quatro dias, até serem dominados, a 30 de abril.

Quando da Revolta dos Malês (25 de janeiro de 1835), africanos das etnias hauçá e nagô, de religião islâmica, que defendiam o fim do catolicismo, o assassinato e confisco dos bens de todos os brancos e mulatos e a implantação de uma monarquia islâmica, com a escravidão dos não-muçulmanos, tiveram os seus líderes aqui aprisionados, tendo 5 deles sido fuzilados.

Durante a Guerra dos Farrapos (1835-1845) recolheu o líder farroupilha Bento Gonçalves (1788-1847), que daqui escapou (10 de setembro de 1837) após ter sido vítima de uma tentativa de envenenamento;

Durante a Sabinada, foi o último reduto dos revoltosos republicanos, ali tendo sido aprisionados, entre os seus líderes, o cirurgião Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira (1838) e mais outros 280 revoltosos.

A partir de 1855 as dependências do forte foram entregues ao Ministério da Marinha. Nesse período, foi instalado um farol de sinalização, destinado a auxiliar a movimentação de embarcações no porto de Salvador. Este pequeno farol operou por um século, de 1857 a 1957.

A seu respeito, Pedro II do Brasil (1840-1889), registrou em seu diário de viagem: "6 de outubro [de 1859] - (...) As iluminações das casas que eu vejo daqui estão bonitas, e principalmente a do Forte do Mar que de dia parece um empadão. Está aí o depósito de pólvora, ameaçando a cidade, (...)". (PEDRO II, 2003:55) E, em visita, dias mais tarde, complementou:

"29 de outubro - Saí às 6 1/2 e fui ao forte de São Marcelo ou do Mar. Custou a atracar e quando a ressaca é forte não se pode fazê-lo. O forte é circular, com um fosso interno em parte ocupado por diversas plantas e um quintalzinho e que separa a muralha do corpo central, igualmente circular, e coberto por abóbada que ajunta água, numa cisterna. Tem trinta peças e igual número de praças cujo alojamento assim como as outras acomodações são más, por acanhadas e muito pouco arejadas. Encontrei a seguinte inscrição sobre o portão interno: 'Vascus? (não pude ler bem) Fernandes Cesar Menesius totius Brasiliae auspicatissimus Prorex hanc arcem fine coronavit anno octavo ab apprehenso claro et a Christo nato 1728' [Vasco Fernandes César Menezes, muito auspicioso Vice-rei de todo o Brasil, coroou esta cidade no oitavo ano de seu governo e no de 1728 do nascimento de Cristo]". (PEDRO II, 2003:166)

A função de Depósito de Pólvora manteve-se até 1861. No contexto da Questão Christie (1862-1865), sofreu alguns reparos. O Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia ao Presidente da Província (3 de agosto de 1863), dá-o como reparado, citando:

"Demora no meio do porto desta Cidade, defronte do Arsenal de Marinha e a 760 braças do Forte da Gamboa, que lhe fica a N. É circular, à barbeta, com o desenvolvimento de 1.212 palmos e monta 30 peças de calibre 32.

Está pronto; mas convém que o terrapleno do lado de terra seja cimentado, completas as guardas das rampas, outras ligeiras reparações e substituição de ferragens do portão e janelas
". (ROHAN, 1896:51, 58-59)

Passou, a partir desse ano (1863), a ser utilizado como Quartel da Companhia de Aprendizes Marinheiros, estando artilhado em 1865 com 30 peças de bronze e ferro dos diversos calibres.

Voltou a ser subordinado ao Ministério da Guerra em 1880, quando sofreu reparos para acantonar um destacamento de Artilharia. (GARRIDO, 1940:90) Sobre o portão de entrada, o escudo de armas do Império foi mutilado após a proclamação da República (1889), quando a coroa monárquica foi substituída por uma estrela de cinco pontas. Serviu novamente como prisão até 1900, aí tendo sido detidos à época, militares, autoridades e estudantes relapsos e/ou indisciplinados.

Do século XX aos nossos dias

O forte foi utilizado para bombardear novamente a cidade de Salvador, agora em conjunto com o Forte do Barbalho e com o Forte de São Pedro (10 de janeiro de 1912), no contexto da Política das Salvações do então Presidente da República, Hermes da Fonseca (1910-1914). Na ocasião foram alvejados o palácio do governador estadual, a Prefeitura Municipal, o Teatro de São João (GARRIDO, 1940:92) e a Biblioteca Pública de Salvador, que se incendiou, com a perda de importantes documentos históricos do Arquivo Público da Bahia.

De 1912 a 1915 esteve artilhado com canhões Krupp 75mm L/28 e de 8 c/c e Withworth, guarnecido por um destacamento do 4.º Batalhão de Posição. (GARRIDO, 1940:90) Retornou à jurisdição do Ministério da Marinha, que nela alojou uma Companhia de Fuzileiros Navais, sua artilharia salvando nos dias feriados ainda em 1926. (GARRIDO, 1940:90) À época desse autor (1940) funcionavam nas dependências do forte um pequeno farol e um posto semafórico. (GARRIDO, 1940:90)

Encontra-se tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 23 de maio de 1938, tendo se procedido a recuperação do cais de atracação (escada externa) em 1942. Entre 1965 e 1967, a Prefeitura Municipal de Salvador, sob orientação do Patrimônio Histórico, procedeu a alguns reparos.

No período de 1978 a 1983 foram procedidos alguns trabalhos de restauração pelo IPHAN, visando a instalação do Museu Arqueológico do Mar, voltado para o modelismo naval e a arqueologia submarina, com acervo do Serviço de Documentação da Marinha e o apoio do 2.º Distrito Naval, o que não se materializou. Por apresentar fissuras nas paredes, as suas dependências internas foram novamente restauradas em 1989.

Em 2000, o cais de atracação foi novamente recuperado, com a instalação de uma plataforma flutuante para comodidade de acesso de visitantes.

Reaberto à visitação pública desde 12 de novembro de 2004, encontrava-se requalificado oferecendo atividades culturais, de lazer e de turismo, envolvendo uma parceria público-privada entre o Governo do Estado da Bahia e a Associação Brasileira dos Amigos das Fortificações Militares e Sítios Históricos (ABRAF).

Com o passar dos anos, foi novamente se deteriorando até ser encerrado à visitação em 2011. Em 2014, a Prefeitura previa realizar uma nova intervenção no local visando a sua restauração através do IPHAN e assim puder receber de volta visitação.

Para os aficionados da telecartofilia, sua vista aérea ilustra um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia em junho de 1998.

Características

Exemplar de arquitetura militar, de tipo renascentista.

O seu projeto original visava melhor resistir às correntes e às marés, permitindo o tiro em qualquer direção na defesa da cidade e porto do Salvador, cruzando fogos com o Fortim de São Fernando (que deu lugar ao prédio da Associação Comercial em 1818) e ao Forte de São Paulo da Gamboa.

Com uma área total construída de 2.500 metros quadrados, a sua estrutura, em cantaria de arenito até a linha d'água e o restante em alvenaria de pedra em aparelho irregular, é integrada por um torreão central com planta circular com as dimensões de 15 metros de altura por 36 metros de diâmetro (cerca de 145 metros de circunferência), um pátio de 10 metros de largura, que separa a torre de um anel perimetral de planta aproximadamente circular (achatada na direção leste voltada para a cidade) com 15 metros de largura (cerca de 241 metros de circunferência). O piso do anel perimetral tem altura de 15 metros acima do terrapleno (exceto na direção leste voltada para a cidade que é de 12 metros, unidos por duas rampas opostas, a norte e a sul).

Até 1810 o Forte era formado por um torreão central guarnecido por troneiras e um terrapleno com troneiras que o circundava. Essa disposição tornava-o vulnerável, pois a pequena altura do torreão tornava a bateria da praça alta de tiro um alvo fácil das embarcações inimigas.

Sob o torreão ficam a cisterna, o calabouço, a capela, o armazém da pólvora e os quartéis que a partir da construção da nova praça alta de tiro sobre o terrapleno perimetral se transformaram em celas. Sobre a nova construção ficam o corpo da guarda, a cozinha e os quartéis da guarda e do comandante. Estas salas, de planta retangular, têm cobertura em abóbada de berço, e, exceto as situadas à direita do portão de entrada, não tem comunicação entre si, apenas o vão da porta que se abre para o corredor circular separando o anel perimetral do terrapleno central.



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Related links 

Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Icofort Brazil in Facebook
Page in the Facebook about the ICOFORT BRAZIL: The International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage in Brazil (http://www.brasil.icofort.org/) that began its activities in 2013 and will intend to reproduce in this country all the aims of the international ICOFORT (http://www.icofort.org/).

http://www.facebook.com/pages/Icofort-Brasil/290376381092560
Forte São Marcelo
Website Portal Salvador, com texto versando sobre o Forte de São Marcelo, que se localiza na cidade de Salvador, Estado da Bahia.

http://www.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&i...
A Fortaleza Brasil
Website da Academia de História Militar terrestre do Brasil, apresentando histórico acerca das seguintes fortificações localizadas no Brasil: Forte de São João da Bertioga, Fortaleza de Santa Cruz, Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção, Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, Forte dos Reis Magos, Forte das Cinco Pontas, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo, Real Forte Príncipe da Beira, Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, Forte Novo de Coimbra, Forte da Ponta da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacana.

http://www.ahimtb.org.br/fortbrasil.htm
Museu vivo da cidade
O Museu Vivo da Cidade é website (blog) sobre patrimônio cultural de Salvador (Bahia), em especial sobre as fortificações daquela cidade. Foi idealizado e é mantido pela Associação Brasileira dos Amigos das Fortificações Militares e Sítios Históricos (ABRAF), presidida pelo coronel aposentado do Exército Anésio Ferreira Leite. De 2000 a 2011 a ABRAF foi responsável pela gestão do Forte de São Marcelo, tendo desenvolvido um excelente trabalho cultural de revitalização daquela que é uma das principais fortificações de Salvador. Durante esse período foi implementado um museu e desenvolvidos diversos programas educativos, exposições e eventos abertos ao público. Contatos com a ABRAF podem ser realizados pelos telefones e e-mails a seguir: +55 71 9122-8776; +55 71 8882-8776 e e-mail: abraf.presidencia@gmail.com.

http://www.museuvivonacidade.blogspot.com
Forte São Marcelo
Website Forte São Marcelo, versando sobre este mesmo forte, que se localiza sobre um pequeno banco de recifes a cerca de 300m da costa, no porto, fronteiro ao centro histórico de Salvador, no litoral do Estado da Bahia. O site apresenta histórico, seção sobre as exposições realizadas no ambiente do forte, contato, entre outros.

http://www.fortesaomarcelo.org.br/
Fortificações de Salvador
Website Mar da Bahia, versando sobre as seguintes fortificações de Salvador, Estado da Bahia: Forte São Marcelo, Forte de Santo Antônio da Barra, Forte de Santa Maria, Forte de São Paulo da Gamboa, Forte de São Diogo, Forte de São Pedro, Forte do Monte Serrat, Forte de Santo Alberto, Forte da Jequitaia, Forte do Rio Vermelho, Forte de Santo Antônio Além do Carmo, Forte do Barbalho, Forte do Paraguassú e Forte do Morro de São Paulo.

http://mardabahia.com.br/fortes_salv.php
Fortificações de Salvador
Website Brasil Viagem, versando sobre as seguintes fortificações de Salvador, no Estado da Bahia: Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat, Forte de Santo Antônio da Barra e Forte São Marcelo.

http://www.brasilviagem.com/materia/?CodMateria=52&CodPagina=182
Fortificações de Salvador
Website Colonial Voyage, em inglês, versando sobre as seguintes fortificações de Salvador, Bahia: Forte de Santo Antônio da Barra, Forte de Santa Maria, Forte de São Diogo, Forte de São Marcelo, Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat e Forte de São Pedro.

http://www.colonialvoyage.com/viaggi/brazilsalvadorforts.html
Fortificações de Salvador
Website Salvador 2003, versando sobre as seguintes fortificações: Forte de São Pedro, Forte de Santo Antônio da Barra, Forte de Santa Maria, Forte de São Diogo, Forte de Nossa Senhora do Monte Serrat, Forte de São Marcelo, Forte de Santo Abelardo e Forte de Santo Antônio Além do Carmo. Todos os fortes localizam-se ou localizavam-se na cidade de Salvador, Estado da Bahia.

http://www.salvador2003.com.br/fortes.htm
Fortificações de Salvador
Website EMTURSA versando sobre os Fortes de Nossa Senhora de Monte Serrat, de Santa Maria, de Santo Antônio Além do Carmo, de Santo Antônio da Barra, de São Diogo, de São Pedro, do Barbalho, de Santo Alberto, e de São Marcelo. Todos os fortes localizam-se ou localizavam-se na cidade de Salvador, Estado da Bahia.

http://www.emtursa.ba.gov.br/Template.asp?IdEntidade=109&Nivel=0002000...
Fortes da Bahia
Website Mar da Bahia versando sobre os Fortes de São Marcelo, Santo Antônio da Barra, Santa Maria, São Paulo da Gamboa, São Diogo, São Pedro, Monte Serrat, Santo Alberto, Jequitaia, Rio Vermelho, Santo Antônio Além do Carmo, Barbalho, Paraguassú e Morro de São Paulo, todos localizados no Estado da Bahia.

http://www.mardabahia.com.br/fortes_salv.php
Forte São Marcelo
Website da Prefeitura Municipal de Salvador versando sobre o Forte São Marcelo, que se localiza na cidade de salvador, Estado da Bahia.

http://www.pms.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=19&...
Forte São Marcelo
Website do Forte São Marcelo, que se localiza na cidade de Salvador, Estado da Bahia, versando sobre o Forte.

http://www.fortesaomarcelo.com.br/
Forte de São Marcelo
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre o Forte de Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo, popularmente conhecido como Forte do Mar. Localiza-se em Salvador, capital da Bahia, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Nossa_Senhora_do_P%C3%B3pulo_e_S...
10 fortes militares históricos viram ponto turísticos, no Brasil
Matéria da edição virtual da revista Casa Vogue de 22/12/2015, que versa sobre dez fortificações no Brasil que hoje são pontos turísticos importantes.

http://casavogue.globo.com/Arquitetura/noticia/2015/12/10-fortes-milit...

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  • Fort of Nossa Senhora do Pópulo e São Marcelo

  • Castelo do Mar, Forte do Mar

  • Fort

  • 1612 (AC)


  • Francisco Frias da Mesquita

  • Philip III of Spain

  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Patrimônio Histórico Nacional.
    Livro de Belas Artes: Inscrição:089, Data:24-5-1938.
    Livro Histórico: Inscrição:049, Data:24-5-1938.
    Nº Processo:0155-T-38.





  • Historical museum

  • 2500,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Bahia
    City: Salvador

    Baía de São Salvador, fronteiro ao porto do Salvador
    Salvador, BA, 40301-110
    Brasil


  • Lat: 12 58' 12''S | Lon: 38 31' 5''W




  • Quando sofreu reparos, por volta de 1806, foi artilhado com quarenta e seis peças de bronze e ferro, de diversos calibres (GARRIDO, 1940:89).
    O "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província (03/ago/1863) informa que o forte estava artilhado com 30 peças de calibre 32.
    De 1912 a 1915 foi artilhado com canhões Krupp 75 L/28 e 8 c/c e Withworth (GARRIDO, 1940:90).

  • Sua construção é em cantaria de arenito até a linha de água e o restante em alvenaria de pedra irregular. Possui teto em abóboda de berço. No seu interior podem ser encontrados bancos embrechados de conchas.

    A nova obra tem a planta no formato circular, constituindo-se num torreão central de 15 metros de altura, envolvido por um anel formado pelo terrapleno perimetral, com a mesma altura. No interior do torreão central localizam-se os Quartéis da tropa e a Cisterna, e no interior do terrapleno perimetral, a Cozinha, as dependências do Comandante, e o Corpo da Guarda. Estas salas, retangulares, têm cobertura em abóbada de berço, e exceto as situadas à direita do portão de entrada, não tem comunicação entre si, apenas o vão da porta que se abre para o corredor circular separando o anel perimetral do terrapleno central. A construção é em cantaria de arenito até a linha d'água e o restante em alvenaria de pedra irregular, rara no país, uma vez que se encontra completamente dentro do mar, como o Forte da Laje no Rio de Janeiro.

    O "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província (03/ago/1863), dá-o como reparado (ROHAN, 1896:51), citando: "(...) É circular, à barbeta, com o desenvolvimento de 1.212 palmos (...)".

  • Foi reconstruído em 1728.
    Sofreu reparos no governo do Vice-rei D. Marcos de Noronha e Brito (1806-08).
    Em 1880 sofreu reparos para acantonar um destacamento de Artilharia (GARRIDO, 1940:90).

    Após quatro décadas de fechamento, foram procedidos trabalhos de restauração (1978-83) pelo IPHAN.
    Suas dependências internas foram novamente restauradas em 1989.




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