Forte de São Paulo da Gamboa

Salvador, Bahia - Brasil

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O Forte de São Paulo da Gamboa localiza-se na base de uma colina próxima à praia, na cidade velha de Salvador, no litoral do Estado da Bahia. Alguns autores afirmam que esse forte remonta a uma bateria erguida a partir de 1646 sobre uma gamboa ou vala, que lhe daria o nome.

A estrutura atual foi iniciada no governo do Vice-rei D. Pedro Antônio de Noronha Albuquerque e Souza (1714-18) erguida dentro do plano de fortificação de Salvador elaborado pelo Engenheiro francês Brigadeiro Jean Massé em 1714. Foi concluída em 1720, no governo do Vice-rei D. Vasco Fernandes César de Menezes (1720-35), comunicando-se por uma cortina com o Forte de São Pedro (BARRETTO, 1958:185). Em conjunto, fechavam a defesa do setor sul de Salvador, aquele pelo lado de terra, e este pelo lado de mar, cruzando fogos com o Forte de São Marcelo.

Estava guarnecido por uma Companhia de Infantaria com dois soldados artilheiros, e artilhado com dezenove peças de ferro (quatro de calibre 24 libras e quinze de 6) (BARRETTO, 1958:185), presumívelmente em meados do século XVIII.

Por não possuir muralhas fechando o seu perímetro, técnicamente é considerado apenas uma Bateria, e assim se encontra referido em iconografia de José Antônio Caldas (Planta, e fachada da bataria de S. Paulo. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), onde se observa a sua planta no formato de um polígono retangular irregular aberto, em alvenaria de pedra e cal, e junto à encosta, sobre o terrapleno, edificação para as dependências de serviço, com cômodos escavados na rocha e um fosso para drenar a água da encosta atrás da estrutura central.

O comando do forte aderiu à Sabinada (1837-38). No contexto da Questão Christie (1862-65), o "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província (03/ago/1863), dá-o como reparado (ROHAN, 1896:51), citando:

"(...) Compõe-se este Forte de três Baterias à barbeta com o desenvolvimento total de 482 palmos, formadas por uma cortina de 356 [palmos], fronteira ao mar e duas partes laterais divergentes, que se lhe reúnem, montando todas 18 peças, sendo seis de calibre 32 e doze de 24, bem como 14 reparos que estão arruinados, distribuídas por tantos outros intervalos que deixam as banquetas; isto é treze na cortina e cinco nos lados.

Este Forte foi todo reparado há pouco tempo e acha-se por isso em bom estado.

(...) A plataforma geral precisa ser completamente substituída por outra melhor construída e mais resistente, com declive impediente do recuo e com maior largura (3 braças), qualidades essenciais ao serviço que devem prestar, e de cuja falta se ressente a existente.

O rebaixamento do parapeito de forma a deixar-lhe a altura própria das baterias à barbeta, é outra coisa de que se não deve prescindir.

Finalmente o solo do terrapleno reclama também o benefício de algumas camadas de materiais que o tornem resstente, isentando-o de transformar-se em lamaçal por ocasião das chuvas, como acontece hoje.

Quanto aos edificios, eles se acham em bom estado e asseados; mas cumpre dizer que não existe quartel para a guarnição, o que parece indispensável, e pode ser satisfeito com a continuação da casa, cuja construção foi sustada." (Op. cit., p. 37-38)

Foi classificado como fortificação de 2ª Classe pelo Aviso Ministerial de 30/mar/1875 (SOUZA, 1885:93), mesmo ano em que recebeu um canhão Armstrong de calibre 250, o primeiro do fabricante a ser adquirido no Brasil, e apelidado mais tarde pelo povo, de "Vovô". Sofreu reparos em 1886 e em 1906 (GARRIDO, 1940:87).

À época da 1ª Guerra Mundial (1914-18), em 1915, encontrava-se bem conservado, guarnecido por um soldado do 50º Batalhão de Caçadores, e artilhado com quinze peças de alma lisa e o velho canhão Armstrong. Essa artilharia seria vendida mais tarde como ferro-velho (GARRIDO, 1940:87). De propriedade da União, o monumento foi confiado à guarda da Fazenda Nacional em 1937. Será tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1938. Encontrava-se invadido ilegalmente por famílias de baixa renda que ali residiam (mai/1987). Não se encontra aberto ao público.



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Plano da fortificação que se acha na Capitania da Bahia feito por ordem do senhor D. Fernando José de Portugal e Castro, Governador e Capitão Geral da mesma Capitania no ano de 1799

Documento Manuscrito
1799
 
Gazeta do Forte - Ano II, nº 5
ABRAF

Periódico
2009
 
Fortes da Bahia, nº 4
Anésio Ferreira Leite
José Gomes Pedreira Lapa
Consuelo Pondé de Sena
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Periódico
2002
 

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Links relacionados 

Arquivo Noronha Santos
Link para o Arquivo Noronha Santos, pertencente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional -IPHAN, que dispõe de uma base de dados sobre os bens culturais tombados nacionalmente, inclusive as fortificações no Brasil. Para encontrar as fortificações, faça uma pesquisa (busca) na seção Livros do Tombo.

http://www.iphan.gov.br/ans/inicial.htm
Forte de São Paulo da Gamboa
Página da Enciclopédia Wikipédia versando sobre Forte de São Paulo da Gamboa, que localiza-se na chamada Gamboa de Baixo, no centro histórico de Salvador, no litoral do Estado da Bahia, no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_S%C3%A3o_Paulo_da_Gamboa
Fortes da Bahia
Website Mar da Bahia versando sobre os Fortes de São Marcelo, Santo Antônio da Barra, Santa Maria, São Paulo da Gamboa, São Diogo, São Pedro, Monte Serrat, Santo Alberto, Jequitaia, Rio Vermelho, Santo Antônio Além do Carmo, Barbalho, Paraguassú e Morro de São Paulo, todos localizados no Estado da Bahia.

http://www.mardabahia.com.br/fortes_salv.php
Fortificações de Salvador
Website Mar da Bahia, versando sobre as seguintes fortificações de Salvador, Estado da Bahia: Forte São Marcelo, Forte de Santo Antônio da Barra, Forte de Santa Maria, Forte de São Paulo da Gamboa, Forte de São Diogo, Forte de São Pedro, Forte do Monte Serrat, Forte de Santo Alberto, Forte da Jequitaia, Forte do Rio Vermelho, Forte de Santo Antônio Além do Carmo, Forte do Barbalho, Forte do Paraguassú e Forte do Morro de São Paulo.

http://mardabahia.com.br/fortes_salv.php

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Contribuciones

Actualizado en 20/05/2013 por el tutor Roberto Tonera.

Con la contribución de contenidos de: Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contribuciones con medias: Projeto Fortalezas Multimídia (Camila Guerreiro) (1).


  • Forte de São Paulo da Gamboa

  • Forte de São Paulo; Forte da Gambôa.

  • Fuerte

  • Entre 1714 y 1718 (DC)

  • 1720 (DC)

  • João Massé

  • Pedro Antonio de Noronha Albuquerque e Souza

  • Portugal


  • Ruinas abandonadas

  • Protección Nacional
    Patrimônio Histórico Nacional.
    Livro de Belas Artes: Inscrição:090, Data:24-5-1938.
    Livro Histórico: Inscrição:050, Data:24-5-1938.
    Nº Processo:0155-T-38.





  • Sin utilidad definida

  • ,00 m2

  • Continente : Sudamérica
    País : Brasil
    Estado/Província: Bahia
    Ciudad: Salvador

    O Forte da Gambôa está localizado na Avenida do Contorno (Orla/Encosta abaixo da avenida), Gambôa, debaixo na base de uma colina próxima à praia, na cidade velha de Salvador, no litoral do Estado da Bahia.


  • Lat: 12 59' 8''S | Lon: 38 31' 22''W



  • Não está aberto ao público.


  • Estava artilhado com dezenove peças de ferro (quatro de calibre 24 libras e quinze de 6) (BARRETTO, 1958:185), presumivelmente em meados do século XVIII.
    O "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província (03/ago/1863), dá-o como reparado (ROHAN, 1896:51), citando: "(...) Compõe-se este Forte de três Baterias à barbeta com o desenvolvimento total de 482 palmos, formadas por uma cortina de 356 [palmos], fronteira ao mar e duas partes laterais divergentes (...)".

    O "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província (03/ago/1863), informa que o forte possuía à época " (...) 18 peças, sendo seis de calibre 32 e doze de 24, bem como 14 reparos que estão arruinados, distribuídas por tantos outros intervalos que deixam as banquetas; isto é treze na cortina e cinco nos lados".

    Recebeu, em 1875, um canhão Armstrong de calibre 250.
    Em 1815 estava artilhado com quinze peças de alma lisa e o velho canhão Armstrong.

  • Fortificação aberta de traçado poligonal, sem reintegrantes, em construção de alvenaria de pedra e cal. Sua forma quadrilátera irregular apresenta pouca largura, mas é muito extenso.
    Fonte: Disponível em: <http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm>. Acesso em 14/05/2008.

    Por não possuir muralhas fechando o seu perímetro, técnicamente é considerado apenas uma Bateria, e assim se encontra referido em iconografia de José Antônio Caldas (Planta, e fachada da bataria de S. Paulo. in: Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), onde se observa a sua planta no formato de um polígono retangular irregular aberto, em alvenaria de pedra e cal, e junto à encosta, sobre o terrapleno, edificação para as dependências de serviço, com cômodos escavados na rocha e um fosso para drenar a água da encosta atrás da estrutura central.

  • Foi reparado por volta de 1863, como atesta o "Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia" ao Presidente da Província de 03 de agosto de 1863 (ROHAN, 1896:51).
    Sofreu reparos em 1886 e em 1906 (GARRIDO, 1940:87).




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