Manoel Soares Coimbra

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Manoel Soares Coimbra nasceu no Rio de Janeiro/RJ, provavelmente em setembro de 1738, sendo filho do português Manoel Soares Coimbra e de Barbara Corrêa de Sá.

Em 16 de março de 1770, casou com Aniceta da Conceição Zuzarte Pinto. Entre seus filhos estão: Manoel Soares Coimbra, tenente (1789), casado com Ana Maria de Oliveira; Maria Joaquina da Conceição Coimbra, casada com José da Gama Lobo Coelho d'Eça, e Joaquim Soares Coimbra, que chegou a brigadeiro, foi deputado provincial na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e comandante de regimentos, no século XIX.

Coimbra assentou praça no Regimento de Artilharia de 1a Linha em 9 de janeiro de 1751. Em 1754 embarcou na fragata Nossa Senhora da Piedade, com destino a Lisboa, Portugal, tendo retornado em 22 de fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1755, partiu para o Uruguai nas Missões do Exército Português, para reprimir os índios e jesuítas rebelados - que resistiam e reagiam às determinações do acordo de colonização ibérica - e atuou na Cia. dos Granadeiros do Sul do Brasil e na batalha de destruição dos Sete Povos das Missões, em 1756. De volta ao Rio de Janeiro, foi promovido a alferes.

Recebeu promoção de capitão e assumiu uma das companhias do Batalhão da Ilha de Santa Catarina, em 1772, designado pelo vice-rei.  No ano seguinte, passou a capitão de granadeiros, com a tarefa de formar, disciplinar e comandar as companhias de milícias em Laguna/SC, além de dar suporte ao Exército nas missões do Sul, como armazenamento de alimentos e armas.

Elevado a major do 1º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro, deixou Laguna e foi ao encontro do seu novo regimento que estava em batalha no Rio Grande de São Pedro (hoje Rio Grande do Sul/RS). 

Atuou nas Guerras do Sul, no Regimento de Extremoz, em Rio Grande, entre 1775 e 1778. No posto de Sargento-mor, participou da retomada da cidade de Rio Grande, em 1° de abril de 1776, ao comandar duas das quatro companhias de granadeiros que tomaram de assalto os fortes da Trindade e o do Mosquito, na margem direita do canal da Barra de Rio Grande, e, posteriormente, toda aquela marinha, do Forte da Mangueira, e da vila de São Pedro. Foi promovido a coronel, por bravura, por sua participação nesse episódio.

Comandou o Regimento da Infantaria de Linha da Ilha de Santa Catarina (de maio de 1789 a 1791) e foi nomeado Governador da Capitania de Santa Catarina, exercendo funções de 17 de janeiro de 1791 a 8 de julho de 1793, sendo o primeiro brasileiro a assumir esse posto de governo. Em sua administração lançou a pedra fundamental do Quartel do Regimento de Infantaria de Linha, no ‘’Campo do Manejo’’, em Desterro (16/05/1791).

Uma série de fatos controversos resultou em sua demissão do cargo de Governador (08/07/1793), devassa na administração, prisão (desde 01/08/1793) e o sequestro de seus bens. Em 1800, foi a Lisboa para provar sua inocência. Depois de tudo esclarecido, assumiu novamente o Comando do Regimento de Infantaria de Linha catarinense, sendo graduado brigadeiro (12/12/1801). Nesse mesmo ano foi condecorado com o Hábito da Ordem de São Bento de Aviz.

Faleceu em 19 de novembro de 1807, em Desterro/SC (atual cidade de Florianópolis).

 

Fontes:
MEMÓRIA POLÍTICA DE SANTA CATARINA. Biografia Manoel Soares de Coimbra. 2020. Disponível em: . Acesso em: 18 de agosto de 2020.

Promoções e designações de oficiais para as fortalezas da Ilha de Santa Catarina e para o Regimento de Infantaria de Linha da mesma ilha. Datadas de 13 de maio de 1789. In: As defesas da Ilha de Santa Catarina no Brasil-Colônia (CABRAL, 1972). (Anexo I)

TONERA, Roberto e OLIVEIRA, Mário Mendonça de. As defesas da Ilha de Santa Catarina e do Rio Grande de São Pedro em 1786. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2015, p.98-99, 198.

Contribution

Updated at 18/08/2020 by the tutor Projeto Fortalezas Multimidia (Elisangela).




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