Francisco das Chagas dos Santos

Brasil

Francisco das Chagas dos Santos, filho de Antônio Manoel dos Santos, nasceu no Rio de Janeiro, a 17 de setembro de 1763. Ingressou no serviço do Exército em 1788, na Guarnição de Lisboa, onde completou o Curso de Matemática, no Colégio dos Nobres, sendo promovido a ajudante de Infantaria a 5 de fevereiro de 1871.

Capitão em 12 de dezembro de 1791, foi sargento-mor de Engenheiros a 9 de janeiro de 1800. Tenente-Coronel em 25 de agosto de 1804; coronel em 4 de agosto de 1809; brigadeiro em 24 de julho de 1811 e marechal-de-campo em 8 de novembro de 1822.

Serviu, como engenheiro, na Comissão de Limites entre as possessões americanas da Espanha e Portugal, desde 1781 até 1807, sendo, em 4 de agosto de 1809, nomeado comandante dos Povos de Missões, permanecendo mais de doze anos nesse cargo.
Em 1807 seguiu para Lisboa, a serviço da sua comissão, mas regressou ao Rio, com a invasão de Portugal pelas tropas de Junot, depois de haver entregue a documentação a seu cargo ao Ministro Conde de Linhares. Fez a campanha no Sul, de 1816 a 1820, sendo, em 2 de junho de 1821, designado para comandar o porto, a vila e a fronteira do Rio Grande.

Em 1816 estava em seu posto, em São Borja, quando a cidade foi invadida, a 21 de setembro, pelas forças de Artigas. Apoiado pelo General José de Abreu, logrou resistir e libertar São Borja, depois de 13 dias de sítio. Assumiu o comando das forças aquarteladas em Porto Alegre, para reprimir a Revolução dos Farrapos, chefiada por Bento Gonçalves.

Em 14 de abril de 1837 foi nomeado presidente e comandante das Armas da Província, cargos que exerceu até 6 de junho seguinte. Reformado, a pedido, em 11 de setembro de 1832, no posto de marechal-de-exército. Faleceu no Rio de Janeiro, a 12 de outubro de 1840.

Elaborou a Carta Corográfica compreendendo a Capitania de São Pedro e parte do Governo de Montevidéu, incluindo a cidade desse nome.
Figuram nela os importantes reconhecimentos geográficos efetuados pela 1ª Divisão da Demarcação de Limites da América Meridional, pelos respectivos engenheiros e astrônomos em todos os territórios que deveriam ser examinados, para inteligência das Cortes portuguesa e espanhola, conforme se ordena no Tratado Preliminar de Limites de 1° de outubro de 1777.

Nessa Carta se vêem traçados a parte demarcada pelos primeiros comissários da referida 1ª Divisão, em conseqüência do estipulado no mesmo tratado, os campos de que estávamos de posse, antes da última guerra em 1801 e os que avançamos, inclusive os Sete Povos das Missões Orientais do Uruguai.

Fonte: TAVARES, Aurélio de Lyra. A Engenharia militar portuguesa na construção do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Biblioteca do Exército, 2000.

Contribuciones

Actualizado en 26/09/2008 por el tutor Projeto Fortalezas Multimidia (Elisangela).




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