Antônio Roiz Ribeiro

Portugal

O Sargento-mor Antônio Roiz Ribeiro começou sua carreira de engenheiro na condição de Ajudante na Província de Trás-os-Montes em Portugal. Desde o início da sua carreira já demonstrava os traços de sua personalidade polêmica - característica que o acompanharia por toda sua vida - pois, na condição de ajudante apresentou dicordâncias para o traçado de um projeto do Mestre de Campo Engenheiro Miguel Lescolles para a defesa da Praça de Chaves em Portugal.

Segundo Mario Mendonça de Oliveira, em sua obra As Fortificações Portuguesas no Brasil, Roiz foi mandado por Decreto Real para a Bahia em 23 de janeiro de 1700, recebendo para isto a promoção de Sargento-mor com um soldo de 25$000rs por mês. Neste tempo, tinha vinte anos de serviços prestados a sua Majestade.

Antonio Roiz era extremamente criterioso e exigente e parece nunca ter aceitado participar das negociatas que cercavam as obras públicas, o que resultou em escândalos sérios com seu antecessor.

Roiz foi um dos engeheiros que mais se dirigiu ao Rei e que mais fez representações, porque, estava sempre em discordâncias com os governadores. Parece que não teve grandes problemas nas duas primeiras administrações, ou seja, na de D. João de Lancastre e D. Rodrigo da Costa. Os seus problemas maiores foram com Cesar de Menezes.

Tudo indica que Roiz foi ganhando antipatias dos empreiteiros e de gente da Fazenda, porque, desde o início da sua atividade, denunciava as falcatruas e houve ordem expressa do Rei ao Provedor para que Roiz Ribeiro fizesse as medições das obras. Em cada situação de dúvida sobre a autenticidade de medições, Antonio Roiz era convocado para atuar e, cada vez que tinha discordâncias, dirigia-se diretamente ao Rei. Roiz gostava muito das contas certas e sem dúvidas, mas, quando os empreiteiros tinham direito, era um homem justo.

A primeira função que exerceu, quando chegou à Bahia, foi assumir a Aula Militar, principal determinação da sua Carta Patente. Nesta atividade de docente, era pessoa extremamente dedicada aos seu alunos pelas inúmeras petições que fazia para o benefício deles.

Desde os primeiros momentos de quando veio para a Bahia, Antonio Roiz Ribeiro esteve sempre ligado às fortificações do Morro de São Paulo, no Arquipélago de Tinharé, que controlavam a entrada da barra falsa da Baía de Todos os Santos. Parece que a sua primeira missão ao Morro foi fazer vistoria de algumas obras que não estavam concluídas, em companhia dos Mestres Inácio Teixeira Rangel e Manoel da Silva Lisboa. Há indícios documentais que podem sugerir, também, a sua participação no projeto de fortim da Praia Forte.

Antônio Roiz Ribeiro, em 1710, recebeu ordens taxativas para regressar ao Reino, porém, resolveu ficar no Brasil e no mesmo ano morreu na Fortaleza do Morro de S. Paulo, local pelo qual tinha grande afeição (OLIVEIRA, 2004: 102-105).

Contribution

Updated at 14/11/2008 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Jaime José S. Silva).




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