Gonçalo da Cunha Lima

Brazil

A partir de 1712, alguns ajudantes engenheiros são nomeados, inicialmente, por patentes do Governador Geral, algumas das quais foram confirmadas, posteriormente, pela Coroa portuguesa. Gonçalo da Cunha Lima foi um destes.

Segundo Mário Mendonça de Oliveira, em sua obra As Fortificações Portuguesas no Brasil, a vida de engenheiro militar de Gonçalo da Cunha Lima começou de maneira efetiva quando o mestre da Aula Militar foi solicitado, por portaria do Governador Geral, para dar sua opinião sobre ele. Em função do parecer muito favorável e elogioso sobre a sua capacidade, mereceu ele a Patente Provisória, registrada em 1715, a qual mereceu a Confirmação Real.

Gonçalo representava uma das primeiras gerações de engenheiros nascido no Brasil, sendo um dos discípulos mais capazes e inteligentes da sua época. Ele tinha uma vasta experiência na marinha, tendo chegado a comandar no fim do século XVII, a nau São Frutuoso e trabalhado como artilheiro, chefiando a artilharia de convés de uma nau. Isto explica os seus conhecimentos de arquitetura naval. Estes serviços, sua eficiência e conhecimento e o seu bom procedimento, valeram-lhe a promoção para Capitão para cobrir a lacuna deixada pela morte do Sargente-mor Engenheiro Gaspar de Abreu em 1718.

Faleceu em 1725, e sua vaga foi ocupada por João Teixiera de Araújo. Mas, até o ano do sua morte, muito produziu na construção de fortalezas baianas, ajudou na fiscalização das obras externas do Forte de Santo Antônio Além do Carmo, na construção do Forte do Barbalho e do Reduto do Camarão e, também, nas trincheiras novas de Itapagipe. (OLIVEIRA. 2004: 114).

Contribution

Updated at 14/11/2008 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Jaime José S. Silva).




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