Diogo do Couto

Portugal

Diogo do Couto (1542-1616) foi um cronista português.

Estudou no colégio dos jesuítas de Santo Antão, entrando depois ao serviço de João III de Portugal (1521-1557) como Moço de Câmara.

 Em 1559 alistou-se como soldado e partiu para a Índia, tendo participado em diversas expedições no Oriente. Em 1569 regressou a Portugal; na paragem efetuada em Moçambique encontrou Luís de Camões, seu amigo, para quem escreveu um comentário histórico a Os Lusíadas e cujo regresso a Lisboa ajudou a custear. Novamente em Goa, em 1571 foi empregado nos armazéns de mantimentos. Em 1595 Filipe II de Espanha (1554-1598) encarregou-o de continuar a crónica da Índia iniciada por João de Barros, e nomeou-o guarda-mor do Arquivo de Goa.

Diogo do Couto ficou conhecido, sobretudo, pelo seu Soldado Prático, diálogo em que traçou um retrato contundente Estado da Índia sob administração portuguesa, insurgindo-se contra a corrupção generalizada, prenúncio já de decadência e reflexo da imoralidade do próprio reino. Também nas Décadas (da IV à XII), pelo seu rigor, obsessão e coragem de contar a verdade, acabou por ir contra os interesses de alguns nobres. Tal explicaria, em parte, as atribulações que os seus escritos sofreram, nomeadamente um roubo das oitava e nona Décadas. Outras foram queimadas. Entretanto, apesar de todos estes obstáculos e das dificuldades económicas, levou a cabo nova redação dos volumes perdidos.

Contribution

Updated at 02/07/2019 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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