Álvaro de Bazán

Spain

Don Álvaro de Bazán y Guzmán, 1º marquês de Santa Cruz de Mudela, Grande de Espanha de 2.ª Classe (Granada, 12 de Dezembro de 1526 — Lisboa, 9 de Fevereiro de 1588), foi um militar espanhol.

Biografia

A sua carreira militar está indissoluvelmente ligada aos principais feitos de armas da Armada castelhana sob o reinado de D. Felipe II: a derrota da armada francesa nas águas da Galiza; a conquista do Peñón de Vélez de la Gomera, no Marrocos (1564); o socorro à ilha de Malta; a batalha de Lepanto (1571) e a ocupação da ilha Terceira, nos Açores (1583).

No contexto da Crise de Sucessão de 1580 comandou a armada de Filipe II de Espanha (1554-1598) que apoiou a invasão de Portugal pelas tropas de Fernando Álvarez de Toledo y Pimentel, 3.º duque de Alba, contribuindo decisivamente para a vitória final com a conquista de Lisboa em agosto de 1580.

A conquista dos Açores

No contexto da submissão dos Açores, partiu de Lisboa a 10 de julho de 1582, no comando de uma armada de 31 naus e galeões e 5 patachos, transportando uma força de 5.000 homens, em perseguição à armada de D. António, prior do Crato, sob o comando de Filippo Strozzi. A batalha entre as duas armadas feriu-se ao largo de Vila Franca, na costa Sul da ilha de São Miguel, a 26 de julho desse mesmo ano, tendo se prolongado por cinco horas e culminando com a vitória das armas espanholas, cujas baixas foram apenas de 300 mortos e 500 feridos, enquanto as portuguesas foram de 1.500 homens, entre mortos e feridos, a que se somavam  389 prisioneiros, tendo o próprio Strozzi perecido na batalha.

De volta ao continente, voltou a partir para os Açores a 23 de julho de 1583 no comando de 96 embarcações, transportando 9.500 homens, determinado a conquistar as ilhas, nomeadamente a Terceira, que se mantinham fiéis a D. António, prior do Crato. A 24 de julho chegou à vista da Terceira. Tentou, sem sucesso, negociar a capitulação da ilha. Desembarcou as suas tropas a 26 de julho na costa Sul da ilha, no porto das Mós, perto de São Sebastião, não longe de onde se dera a batalha da Salga, dois anos antes. Na tarde do dia seguinte era senhor da ilha, estabelecendo um governo militar e executando as ordens régias em relação aos vencidos, nomeadamente a execução dos chefes, entre eles o conde Manuel da Silva. Conquistou ainda, com uma flotilha de 30 velas e 3.000 soldados, as restantes ilhas fiéis a D. António, e regressou a Espanha.

Foi sua a proposta de um ataque naval à Inglaterra, que foi aceite, mas veio a falecer em Lisboa onde se encontrava a organizar a Armada Invencível.

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Contribution

Updated at 23/07/2018 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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