Francisco José de Souza Soares de Andréa

Portugal

Francisco José de Souza Soares de Andréa (Barão de Caçapava), nasceu em Lisboa, no dia 29 de janeiro de 1781. Praça no 2° Regimento de Infantaria; em 14 de dezembro de 1796, sendo reconhecido cadete em 1797. Completou o Curso da Real Academia de Marinha e o Curso de Engenharia Militar, ambos com prêmios. Fez a campanha de 1801, servindo na Artilharia.

Sua carreira militar foi a seguinte: alferes, em 15 de agosto de 1805, tenente, em março de 1807; capitão, em 7 de abril de 1808; sargento-mor, em 30 de janeiro de 1813; tenente-coronel, em 4 de novembro de 1818; coronel, em 12 de outubro de 1823; brigadeiro, em 17 de outubro de 1836: marechal-de-campo, em 1° de maio de 1839: tenente-general, em 15 de novembro de 1846. Pertencia, desde capitão, ao Corpo de Engenheiros, tendo exercido numerosas comissões técnicas, entre as quais se destacam: o levantarrento e saneamento da Quinta da Boa Vista; trabalhos de nivelamento da cidade: levantamento da planta de Copacabana; abertura e construção da rodovia do Rio Preto; direção de obras civis e militares em Recife: reconhecimento militar do litoral do Rio de Janeiro até Sepetiba, assim como do seu plano de defesa e da fortificação do reduto de Bairro Vermelho e São Diogo, e da respectiva linha, da Praia da Gávea até a Glória; construção do farol da Ilha Rasa e do da Barra do Rio Grande.

Elaborou a Planta Corográfica de parte da Capitania do Rio de Janeiro, compreendida pelas duas picadas que se abriram para reconhecimento e escolha do terreno em que se deve abrir uma estrada desta Corte até a Vila de São João d’El Rei, na Capitania de Minas Gerais, levantada por ordem de sua Alteza Real. Em 20 de junho de 1808 foi classificado no Corpo de Engenheiros.

Foi secretário do Governo de Pernambuco, em abril de 1818, sendo incumbido da organização de unidades naquela província. Regressou ao Rio de Janeiro, onde demonstrou sua solidariedade à causa da Independência. Acompanhou, em 3 de fevereiro de 1822, o Tenente-General Xavier Curado ao Quartel-General da sua Brigada na Armação, sendo com ele solidário no episódio da desobediência do General Jorge Avilez ao Príncipe D. Pedro. Depois da Independência seguiu, em 1826, para o Rio Grande do Sul. Serviu no Exército sob o comando do Marquês de Barbacena, onde exerceu o cargo de ajudante-general, tendo feito a campanha de 1826-28. Em 1829 foi governador das Armas de Santa Catarina e, ainda no Pará, onde exerceu, mais tarde, os cargos de presidente e comandante da Província, em 1835, além do mandato de deputado na legislatura de 1838-41.

Em 1839 foi comandante das Armas da Província de Santa Catarina e, em 1840, da Província do Rio Grande do Sul, com plenos poderes para combater a Revolução dos Farrapos. Foi, também, presidente das províncias de Minas Gerais e Bahia e deputado pelas províncias de Santa Catarina e Rio de Janeiro. Finalmente, em 12 de julho de 1843, foi nomeado presidente da Comissão de Demarcação de Limites entre o Brasil e o Uruguai. Tinha o título de Barão de Caçapava, Faleceu em 2 de outubro de 1858.

Fonte: TAVARES, Aurélio de Lyra. A Engenharia militar portuguesa na construção do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Biblioteca do Exército, 2000.

Contribution

Updated at 13/11/2008 by the tutor Roberto Tonera.

With the contribution of contents by: Projeto Fortalezas Multimidia (Elisangela).




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