Crestofle d Artischau Arciszewski

Polônia

Crestofle d'Artischau Arciszewski (1592-1656), sobrenome também grafado na historiografia luso-brasileira como "Artichofski", "Arquichofle", "Artixof" e "Arciszewsky", foi um militar polonês. Distinguiu-se a serviço da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC) durante a segunda Invasão Neerlanesa do Brasil (1630-1654).

Biografia

Adquiriu experiência militar nas guerras entre a Polônia e a Suécia. Tendo cometido um homicídio, viu-se obrigado a fugir de seu país. Graças ao apoio do príncipe Stanisław Albrecht Radziwiłł, logrou estudar engenharia militar na República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos.

Contratado pela WIC, chegou ao Brasil em 1630 com o posto de capitão e foi um dos responsáveis pela construção do Forte de Itamaracá. Após um breve retorno aos Países Baixos, voltou ao Brasil com a patente de coronel, subordinado apenas ao coronel Sigismund Van Schkoppe e ao Supremo Conselho instalado no Recife. A partir de então, contribuiu de forma decisiva nas campanhas que expandiram o domínio neerlandês na região Nordeste do Brasil entre 1634 e 1637. Conquistou o Forte do Rio Cunhaú na capitania do Rio Grande e o Forte de Santo Antônio, na da Paraíba, ambos em 1634. Em seguida, realizou o seu maior feito, ao capturar, após três meses de assédio, o Forte Real do Bom Jesus (Arraial Velho), em 1635. No mesmo ano, em perseguição a Matias de Albuquerque, em retirada em direção à capitania da Bahia, acompanhado de 7 mil pessoas, retomou Porto Calvo. No ano seguinte (1636), saindo do campo entrincheirado de Paripueira (ver Redutos da Praia de Paripueira), nas Alagoas, bateu a coluna de D. Luís de Rojas y Borja na batalha da Mata Redonda.

Em 1637, com a chegada do conde Maurício de Nassau, que veio assumir o governo do Brasil Neerlandês, viu-se preterido e retornou à Europa. Após a derrota de Nassau diante de Salvador, na Bahia (1638), Arciszewski retornou ao Brasil com poderes especiais, que contrariavam os de Nassaur. Ambos entraram em violento conflito, que culminou com a partida definitiva de Arciszewski do Brasil.

Tendo prestado novos serviços à sua pátria, em conflitos contra Cossacos e Tártaros, faleceu, solteiro, de causas naturais, em 1656.

Na Polônia é ainda conhecido por seus poemas, que versam sobre a sua vida aventureira.

Contribuições

Atualizado em 20/08/2020 pelo tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.




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