Tobruk

O "Tobruk” ou “Tobrouk” (em alemão: “Ringstände”) é um tipo de posição defensiva fortificada de betão utilizada para abrigar peças de artilharia de pequeno calibre, morteiros, metralhadoras ou para abrigo de atiradores.

Criados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) durante a Campanha do Deserto Ocidental (1940-1943), por forças italianas na cidade portuária de Tobruk, na Líbia, que, em janeiro de 1941 passou ao controlo dos britânicos. Estes deram o nome de “tobruk” a estas posições defensivas, que foram modificadas e significativamente ampliadas pelas forças australianas. A cidade caiu diante das forças do Afrika Corps sob o comando do General Erwin Rommel em junho de 1942, que aperfeiçoariam estas defesas. Posteriormente adotaram-nas na frente ocidental, na área do Rio Meuse e, em conjunto com “bunkers”, na linha defensiva conhecida como “Muralha do Atlântico”, onde diversos exemplares, de um e de outro tipo, ainda podem ser observados.

De reduzidas dimensões, em sua origem constituíam-se em simples bidões de aço abertos no topo, semienterrados no solo, destinados a um único soldado armado com uma metralhadora. Eram protegidas por um parapeito de betão em formato em anel, facilitando o tiro à barbeta em 360º. Diferem das casamatas por não terem cobertura, não oferecendo proteção contra tiros verticais. A topografia aplainada do deserto tornava muito visíveis fortificações com teto reforçado, ao mesmo tempo em que permitia tirar vantagem das oscilações do ar provocadas pelo calor do deserto, que dificultavam a identificação de posições rasas, junto ao solo. Posteriormente essas posições evoluíram, passando a comportar dois homens e tornando-se capazes de resistir a tiros de calibres até 50mm, mas mantiveram-se um tipo de obra defensiva rápida de realizar, de custo reduzido e, sobretudo, eficaz.

A sua função era de proteção de proximidade para posições de artilharia e de áreas de concentração de tropas, proteção de grandes instalações, estradas, praias e outras. A sua defesa era complementada por linhas de campos minados, de arame farpado ou armadilhas antitanques. De modo geral, a combinação de 3 a 4 posições desse tipo configuravam uma "zona da morte" com o objetivo de maximizar as baixas para o inimigo que tentasse cruzar esses obstáculos.

Com frequência, as forças nazis coroavam essas posições com a torre de um tanque inutilizado. Isso permitia ao tobruk maior poder de fogo e proteção do soldado contra estilhaços e o fogo de armas pessoais.

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Contribution

Updated at 28/03/2021 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

 


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