Caronada

A caronada é uma peça de artilharia naval, de cano curto.

Foi concebida em 1774 pelo general Robert Melville - que as denominou "smasher" -, para o exército inglês.

O seu conceito foi desenvolvido em 1778 pela "Carron Iron Froundig and Shipping Company of Falkirk, Scotland" de quem tomou o seu nome mais conhecido: “caronada” (em castelhano, “Carronada”). A empresa fora fundada por John Roebuck em 1760, com um capital de 12.000 libras, tendo sido pioneira na utilização de um cilindro de sopro em ferro fundido, para aumentar a força do jato de ar no processo de fundição.

De acordo com o "Diccionario Marino" de 1849, caronadas adaptadas para uso naval foram introduzidas na "Royal Navy" pelo general Gascoine em 1779. A nova arma teve rápida aceitação entre navios mercantes e corsários, embora a "Royal Navy" tenha sido conservadora no seu emprego. De acordo com a mesma fonte, em 1781 apenas 429 dos seus vasos contava com ela, às vezes custeada pelo próprio capitão, não sendo reconhecida como arma regulamentar.

A partir de 1782, quando o "HMS Rainbow", armado experimentalmente com essas peças, derrotou a fragata francesa "Hébe", o prestígio das caronadas afirmou-se. Entretanto, desaparecido o efeito surpresa, o inimigo adequou as suas táticas, e durante a guerra de 1812 os estadunidenses, mantendo-se fora do alcance das caronadas inglesas, bateram-nos com seus canhões longos do calibre 9. Esta mesma tática foi empregada pelo Almirante William Brown, a serviço da Argentina, contra o Império do Brasil, em meados do século XIX.

Nesse período, o prestígio das caronadas declinou, embora na década de 1840 continuassem a integrar o armamento dos navios.

Contribution

Updated at 01/12/2015 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

 


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