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Fort of São Jorge de Oitavos

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O “Forte de São Jorge de Oitavos”, também referido como “Forte de Oitavos”, localiza-se junto à Duna Grande de Oitavos, freguesia de União das Freguesias de Cascais e Estoril, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, em Portugal.

Foi edificado no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa (1640-1668), integrando a 1.ª linha de fortificações da barra do Tejo, que se estendia do cabo da Roca até à Torre de Belém para defesa da cidade de Lisboa. Cruzava fogos com o Forte de Nossa Senhora da Guia e com o Forte de São Brás de Sanxete.

História

Foi erguido por determinação do Conselho de Guerra de João IV de Portugal (1640-1656), sob a supervisão do Governador das Armas da Praça de Cascais, D. António Luís de Meneses (1642-1675), 3.º conde de Cantanhede.

Destinava-se especificamente ao abrigo de pequena guarnição, com a função de prevenir desembarques no litoral entre a praia do Guincho e a praia da Guia. Embora a inscrição epigráfica sobre o Portão de Armas assinale as suas datas de início e conclusão respectivamente como 4 de maio de 1642 e 1648, os estudiosos compreendem que uma periodização mais correta seria a de início em 1641 e a de término em 1643.

Estava habitualmente guarnecido por 1 cabo, 3 artilheiros e 18 soldados, e artilhado por 4 peças, situação que se manteve até ao século XIX.

Na última década de Setecentos, devido à necessidade de modernizar o sistema defensivo, foi reformado e, embora a estrutura joanina se tenha mantido, a verdade é que estas obras originaram um novo espaço fortificado.

Após a Guerra Civil portuguesa (1828-1834), entrou em progressiva decadência, sendo cedido à Guarda Fiscal em 1889.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 735/74, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 297, de 21 de dezembro.

Foi cedido pela Direção-Geral do Património do Estado à Câmara Municipal de Cascais em 1999, com vista à sua musealização. Objeto de campanha de obras de consolidação e restauro, que fizeram ressurgir o seu traçado original, este espaço cultural abriu pela primeira vez a 1 de março de 2001. O projeto de musealização incidiu na recuperação de todo o seu interior, enriquecido com uma reconstituição de época, com base num desenho datado de 1796, reconstituindo a vida quotidiana da guarnição de uma fortificação marítima ao final do século XVIII.

Em setembro de 2005 as suas dependências foram encerradas para a realização de novas obras de beneficiação e recuperação, de forma a solucionar alguns problemas entretanto verificados na sua estrutura. Esta intervenção consistiu na reparação e requalificação do seu espaço interior, bem como na reabilitação das muralhas envolventes, afetadas por um conjunto de patologias nefastas nos rebocos exteriores. Após a conclusão dos projetos de arquitetura e especialidades, e de uma revisão dos conteúdos da sua área expositiva, o forte reabriu ao público em 28 de fevereiro de 2009.

As duas primeiras salas deste centro interpretativo recuperam, através do seu discurso expositivo, as memórias de acontecimentos vários, ocorridos ao longo do tempo e que marcaram de forma indelével a vida de quem aqui residiu e esteve ao serviço da defesa da linha de costa, em tempos de guerra ou de paz. A terceira sala é consagrada à realização de exposições temporárias, privilegiando-se temas relacionados com a história e vivências do forte ou com a história de Cascais.

Características

Fortificação marítima de pequenas dimensões, apresenta planta retangular orgânica, adaptada ao relevo da falésia onde se ergue.

As suas dimensões e a organização do espaço são incomuns em relação às fortalezas contemporâneas construídas na costa de Cascais, uma vez que o recinto e a bateria apresentam grandes proporções. O desenho mais antigo identificado sobre este forte (1796), mostra, além da bateria na esplanada e da cisterna, quatro dependências: a do Quartel da Tropa, a da cozinha, refeitório e dormitórios, o paiol e a Casa do Comando.

A sua defesa é complementada por guaritas cobertas nos ângulos salientes e por uma linha de mosquetaria.

A inscrição epigráfica sobre o portão de Armas, reza:

"O MVITO ALTO E MVITO PODEROZO / REY D JOÃO O IIII DE PORTVGAL NO / SO SENHOR Q[UE] DEUS GVARDE MAN / DOV FAZER ESTA FORTIFICAÇÃO SEN / DO GOVRNADOR DAS ARMAS REAIS / D ANº [ANTÓNIO] LVIS DE MENEZES Q[UE] SE PRINSI / PIOV EM 9 DE M[A]IO DE 1642 E SE ACA / BOV EM A ERA DE 1648 RTE / ANO 1832"

Bibliografia

BOIÇA, Joaquim Manuel Ferreira; BARROS, Maria de Fátima Rombouts de; RAMALHO, Margarida de Magalhães. As fortificações marítimas da costa de Cascais. Lisboa: Quetzal/Câmara Municipal de Cascais, 2001. 233p. il.




  • Fort of São Jorge de Oitavos

  • Forte de São Jorge dos Oitavos, Forte de Oitavos

  • Fort

  • 1641 (AC)

  • 1643 (AC)



  • Portugal


  • Restored and Well Conserved

  • National Protection
    Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 735/74, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 297, de 21 de dezembro.



  • + 351 214 815 949

  • forte.oitavos@cm-cascais.pt www.cm-cascais.pt

  • Historical military museum

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Portugal
    State/Province: Lisboa
    City: Cascais



  • Lat: 38 -42' 2''N | Lon: 9 28' 6''W



  • Horário de Verão: 3.ª a domingo das 11h00 às 18h00
    Horário de Inverno: 3.ª a domingo das 10h00 às 17h00
    Encerra à 2.ª feira e feriados.
    Serviços que disponibiliza: Visitas guiadas; visitas guiadas a grupos escolares; projeção de material audiovisual; utilização das instalações para iniciativas de interesse cultural.


  • Usualmente 4 peças antecarga, de alma lisa, o que se manteve até ao século XIX.










Contribution

Updated at 30/09/2015 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.