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Relatório do Ministro da Guerra, João Lustoza da Cunha Paranaguá, em 1868  




"Relatório apresentado à Assembleia Geral na Segunda Sessão da Décima Terceira Legislatura, pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Guerra, João Lustoza da Cunha Paranaguá."

Dando início ao relato das questões defensivas do Império, o documento aborda, na página 10, o tema de colônias militares e presídios. No entanto, justifica que seu relatório anterior teria sido bastante detalhado, e que as situações reportadas não teriam se modificado tanto até então. As colônias de Miranda e Nioac (MS) aparecem como parte do trajeto das tropas. O Presídio de Fernando de Noronha (PE) aparece, na página 11, com informações de estarem os presos bastante disciplinados e as práticas agrícolas cada vez mais variadas. Há também a informação de que se havia fundado uma escola, frequentada por 18 mulheres e 17 homens. A página 344 do arquivo PDF traz um mapa listando a população do presídio militar até o final do ano de 1867. Os edifícios do presídio são listados em um mapa na página 346, e na página seguinte, um mapa lista a quantidade e o tipos de gados existentes na ilha.

A respeito das fortificações do Império, o relatório se refere, na página 18, à artilharia "de praça e costas" e o armamento destinado para a sua defesa. Ficamos sabendo, na páginas 27, que a Comissão de Melhoramentos do Material do Exército estava responsável pelas obras de fortificação da barra e porto do Rio de Janeiro. As páginas 31 e 32 trazem o número de praças falecidos na Fortaleza de São João da Barra (RS), acometidos por doenças causadas pelo mau estado de higiene no Depósito de Aprendizes Artilheiros, e também falam das providências tomadas na fortaleza por conta dos males lá desenvolvidos. As páginas 417 e 418 do arquivo PDF trazem um mapa da quantidade de praças tratados na enfermaria do Depósito de Aprendizes Artilheiros e no Hospital Militar da Corte. Sobre obras militares, o relatório menciona, na página 34, as obras requeridas na Escola Militar da Fortaleza da Praia Vermelha para aumentar seu espaço de acomodação.

A mesma página ainda relata as obras nas fortalezas de São João da Barra, Santa Cruz da Barra, no Forte de Tamandaré da Laje (RJ), em outras construções fortificadas, hospitais militares, edifícios, quartéis, observatório astronômico e laboratório pirotécnico no Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho (RJ). Esta descrição segue até a página 38, quando o documento passa a abordar as obras militares de responsabilidade da já citada Comissão de Melhoramentos do Material do Exército, incluindo trabalhos nas fortificações de São João e Santa Cruz, e também nos fortes Guanabara e Dom Pedro II do Imbuhy (RS). A página 40 inicia o relato sobre as obras militares fronteiriças, finalizado na página 43, citando a construção de um forte permanente em Cerrito, na cidade de Jaguarão, e as obras no Forte Dom Pedro II de Caçapava (RS); assim como construções no Forte de Óbidos (PA), e também no Forte de São Francisco Xavier de Tabatinga (AM).

A página 45 do relatório informa a quantia despendida pelo Ministério da Guerra em obras militares, mencionando as obras das províncias do Amazonas, Pará e Rio de Janeiro. Na mesma página há um anexo comparando as despesas anuais nos negócios da guerra, dos exercícios de 1859/1860 até 1867/1868. A página 51 descreve algumas estratégias do Exército durante os relatos da Guerra do Paraguai, mencionando a passagem pelas guarnições de Humaitá e Tuyuty, como também pelos fortes de Curupaiti e Curuzú (Paraguai). O Forte Estabelecimento também é mencionado, na página 75, ainda durante a descrição dos acontecimentos da guerra. Na página 81, o Forte de Bela Vista, originalmente paraguaio e posteriormente pertencente ao estado do Mato Grosso do Sul, é mencionado em um contexto de ataque das tropas brasileiras. O autor menciona, na página 83, um certo "forte da Rinconada", que segundo sua narrativa estaria abandonado e teria sido mandado incendiar.

A Colônia Militar de Dourados é brevemente citada na página 86, assim como o são as fortificações de Corumbá (MS) assim como as localidades de São Joaquim, Pitaputangas, Urucú, Aldeia do Mato e Albuquerque, que teriam sido abandonados pelos invasores paraguaios. Os relatos sobre a guerra se encerram na página 92.

Em anexo, na página 93 do arquivo PDF, dá-se início a um diário do exército em operações, comandado pelo Marechal Duque de Caxias (na época, Marquês de Caxias), sobre a Campanha do Paraguai, trazendo maiores detalhes sobre a passagem das tropas por fortificações de fronteira. O relato se encerra na página 270.

Da página 349 a 354, mapas listam contratos de fornecimento de armamento feitos pelo Arsenal da Guerra de 1867 a 1868, e também do fornecimento de armamentos do mesmo arsenal para o Exército de Operações. A partir da página 358, mapas listam as obras produzidas pela fábrica de armas da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição (RJ), além das despesas por conta do período de férias dos empregados da fábrica, com a compra de objetos necessários para as oficinas e aulas, do armamento remetido ao almoxarifado do Arsenal de Guerra da Corte, despesas com a oficina de espingardeiros e coronheiros da fábrica de armas, o número de pessoas nesta oficina, entre outros. No que diz respeito à Fortaleza da Conceição, o relatório vai até a página 367.

Da página 419 a 421 do arquivo PDF, se encontram mapas de obras militares da Corte executadas de 1867 a 1868. Na página 422, há um comparativo das obras militares entre os triênios de 1862/1865 e 1865/1868. A página seguinte lista as novas obras e reparos, iniciados em 1866, até o ano de 1868. Mais a frente, na página 448, o relatório informa a relação dos próprios nacionais pertencentes ao Ministério da Guerra: Fortaleza de São Sebastião do Castelo, Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, Fortaleza da Praia Vermelha, edifício no Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho (RJ); construção no Forte de São Gabriel da Cachoeira (AM); edifício nos fortes de São Joaquim de Jequitaia, São Pedro, São Diogo e Barbalho (BA); edifícios nos presídios de Santa Bárbara, Santa Cruz, Santa Leopoldina (GO), Santo Antônio, Monte-Alegre (TO), e Santa Maria; Forte da Vila de Miranda (MS); Forte de Santa Catarina do Cabedelo (PB); edifício e terreno no Quartel do Campo do Manejo, terreno no Forte de São João do Estreito (SC); construção no Forte Dom Pedro II de Caçapava (RS).

  • João Lustoza da Cunha Paranaguá
  • Typographia Nacional
  • 1868
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1868, 459 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1868_00001.pdf. Acesso em: 30/01/2019.
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Updated at 22/05/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).