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Relatório do Ministro da Guerra, João Nepomuceno de Medeiros Mallet, em maio de 1899  




"Relatório apresentado ao Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil pelo General de Divisão, João Nepomuceno de Medeiros Mallet, Ministro de Estado da Guerra, em maio de 1899."

Para começar o assunto das fortificações, o autor fala na página 38 sobre o abandono em que elas se encontravam e sua impropriedade ao sistema defensivo moderno, por serem ainda construções coloniais pouco adaptadas às novas tecnologias militares. Mais a frente, na página 39, é mencionada a Revolta da Armada ocorrida em 1893 e os danos materiais por esta causados às fortificações da barra da cidade do Rio de Janeiro: fortalezas de São João e Santa Cruz da Barra, e os fortes de Tamandaré da Laje e Dom Pedro II do Imbuhy (RJ).

Segundo o autor, o governo teria organizado um plano de defesa para toda a extensão do litoral brasileiro após o evento, que ao menos no Imbuhy estariam sendo comandadas pelo Capitão do Corpo de Engenheiros, Augusto Maria Sisson, como conta na página 40. A página seguinte menciona as obras executadas nas construções militares do Rio de Janeiro: conserto de abóbadas e esquadrias e reconstrução de corpos de guarda na Fortaleza de Santa Cruz da Barra; reconstruções de parte do quartel e estrutura de um barracão no Forte do Morro do Pico; reconstrução de diversos edifícios no Forte Floriano Peixoto; no Forte Dom Pedro II do Imbuhy, a conclusão da construção de abóbadas, do maciço geral do forte e de sua fachada, e canalização de esgotos.
Registra-se também que foram feitas obras no Forte Tamandaré da Laje e no Forte de Imbetiba, e em outras construções menores, além da demarcação de terrenos de antigas fortificações: nos fortes da ponta da Vigia e do Anel, Duque de Caxias (Leme), de Inhangá, da Igrejinha (antiga região próxima do atual Forte de Copacabana) e do Arpoador.

Sobre as colônias militares, o autor informa, na página 43 a construção de estrada entre a Colônia Militar do Iguaçu (PR) e a cidade de Guarapuava (PR). A página seguinte diz terem sido demarcados 46 lotes nessa mesma colônia, que foi desmembrada da comissão responsável pela construção das estradas estratégias no Estado do Paraná. Na página 46 o relatório fala do estudo sobre a construção de uma estrada de ferro que atravessaria o Estado do Paraná, chegando ao Estado do Mato Grosso e ao Rio Paraguay (o que inclui passar pelas colônias militares de Chapecó, Chopim, Nioac e Miranda).

A página 47 inicia um relato mais detalhado sobre as colônias militares ainda ativas no país, a começar pela de Chapecó (SC), que segundo o autor conseguiria se desenvolver com a construção da estrada de ferro já citada, pois não o teria feito até então graças a falta de comunicação e estradas para transportar produtos aos centros comerciais. Em seguida, na página 48, se aborda a Colônia de Chopim (PR), de posição estratégica e boas promessas para as culturas agrícola e pastoril, mas que também necessitava de melhores condições de comunicação terrestre para se desenvolver.

Na página 49 o autor remete à Colônia Militar de Iguaçu (PR), pouco próspera e também apresentando dificuldades de se comunicar com demais regiões próximas. A página seguinte trata da Colônia Militar do Alto Uruguay (RS), que teria a maior quantidade de habitantes, agricultura diversificada e melhores vias de comunicação por estradas.

  • João Nepomuceno de Medeiros Mallet
  • Imprensa Nacional
  • 1899
  • Rio de Janeiro
  • Portuguese
  • Relatório do Ministério da Guerra, Rio de Janeiro, 1899, 261 p. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/720950/per720950_1899_00001.pdf. Acesso em: 15/04/2019.
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Updated at 22/05/2019 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Nicole Kirchner da Silva).