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Gaspar de Abreu
 

Portugal

Segundo Mário Mendonça de Oliveira, em sua obra As Fortificações Portuguesas no Brasil, Gaspar de Abreu foi um profissional talentoso, que conhecia bem a arquitetura e até as artes da navegação, já que esteve algum tempo embarcado para missões no mar.

A vida de soldado do engenheiro militar Gaspar de Abreu teve início em 30 de maio de 1698. Inicialmente, foi apenas nomeado em 1703 para o posto de Ajudante de Infantaria, ou seja, sem o exercício de engenheiro, título que só adquiriu no ano seguinte, quando foi nomeado Ajudante Engenheiro da Praça de Abrantes por Decreto Real de 18 de setembro de 1704. Em 1710, já era Capitão Engenheiro das fortificações da Praça de Abrantes. Em 1711, foi designado para servir na Bahia, lá ficou encarregado da regência de Aula de Arquitetura Militar, criada em 1713, em substituição à antiga Aula Militar, além de participar conjuntamente em projetos com o Mestre de Campo Miguel Pereira da Costa, como a planta da Igreja de Nossa Senhora da Palma, assim como foi signátario do projeto de fortificação coordenado pelo Brigadeiro João Massé.

Mal tinha chegado à Bahia, quando estourou a guerra com os franceses que invadiram a Baía da Guanabara. Para melhorar as defesas locais, foi mandado, urgentemente, o Capitão Gaspar de Abreu para o local do conflito, porém, sua estada não durou muito e logo foi chamado de volta para acudir as obras de fortificação de Salvador, já que o Mestre de Campo, estava doente e não podia dar conta sozinho.

Na ocasião em que participava do projeto das defesas de Salvador, fez uma petição ao Rei, em 1716, para passar a Sargento-mor. O Conselho Ultramarino, achou por bem que ele cumprisse mais alguns anos na sua antiga patente de capitão. A sua patente de Sargento-mor só viria dois anos depois, mas a sua morte, em 1718, impediu que pudesse exercer o novo posto por muito tempo. (OLIVEIRA. 2004: 112).

Contribution

Updated at 14/11/2008 by the tutor Projeto Fortalezas Multimídia (Jaime José S. Silva).