http://www.fortalezas.org
Three Crowns Castle

, -

 

O “Castelo das Três Coroas” (em sueco, “Slottet Tre Kronor”) localizava-se na cidade e condado de Estocolmo, na Suécia.

Situava-se no local onde hoje se situa o Palácio Real de Estocolmo.

História

Acredita-se que originalmente se constituía numa cidadela que Birger Jarl (1248-1266) elevou a castelo real em meados do século XIII.

Acredita-se que o nome "Tre Kronor" tenha sido atribuído ao conjunto em meados do século XIV, durante o reinado de Magno IV da Suécia (1319-1364).

Quando Gustavo I da Suécia (1523-1560) rompeu a União de Kalmar, tornando a Suécia num país independente (1521), o castelo tornou-se a residência real. Durante o seu reinado, o soberano ampliou e reforçou as defesas do castelo, dotando-o de uma cintura de defesa externa.

O seu filho, João III da Suécia (1568-1592) empreendeu a construção de um magnífico palácio em estilo renascentista com elegantes acabamentos. Datam deste período:

− Um novo piso real (entre o “Norrström” e o “Storkyrkan”), uma ampliação ao lado da antiga muralha ocidental do “ekonomigården”, incluindo uma nova portada;

− Uma ala, com um salão nobre, a todo o comprimento na muralha ocidental da antiga fortaleza (contra a Catedral de São Nicolau de Estocolmo – “Storkyrkan”);

− Uma nova igreja paladina, na área do “Norrström”, a qual formou metade de uma ala situada na muralha norte do “ekonomigården”. Parte desta igreja ficava a nordeste da torre.

A noroeste da torre, João III decorou o salão nobre com um pavimento de cobre, o chamado “fyrkanten”. Esse mesmo metal foi usado para pagar o "resgate de Älvsborg". Entre as torres nordeste e noroeste foi criado um estreito corredor sobre a fila setentrional dos telhados, incluindo a igreja do palácio, o chamado “Gröna gången”. Este chegava até à capela católica de Catarina da Polónia, esposa de João III, instalada na torre nordeste. Além disso, João III acrescentou dois andares à torre central, que já havia sido aumentada um andar, à época de Gustavo I, por razões estratégicas e militares.

No final do século XVII teve início uma nova campanha construtiva, sob a direção do arquiteto Nicodemus Tessin. Nesse momento o palácio recebeu uma fachada barroca, a norte, junto à ponte Norrbro. O Palazzo Farnese em Roma terá servido de modelo para esta nova ala.

A 7 de maio de 1697, por ocasião do velório de Carlos XI da Suécia (1660-1697) um grande incêndio deflagrou no conjunto, destruindo-o por completo. Foi descoberto pelo curador do palácio, Georg Stiernhoff. O oficial encarregado de prevenir os incêndios, Sven Lindberg, informou os funcionários reais que não se podia chegar aos meios de combate ao fogo uma vez que as chamas impediam o acesso aos mesmos. A família real e a Corte foram forçadas a evacuar o palácio, enquanto os servos tentaram salvar tanto quanto possível os bens reais. O fogo espalhou-se rapidamente a todas as partes do palácio. Uma vez que a estrutura era em madeira e cobre, as placas superaquecidas daquele metal atearam fogo ao telhado.

A maior parte da biblioteca nacional da Suécia (18.000 livros) e dos arquivos reais (1100 manuscritos), correspondente a 80% da documentação medieval sueca, foi destruída na ocasião, o que fez com que o início da história do país seja particularmente difícil de documentar.

Após o incêndio ter sido extinto, foi aberta uma investigação sobre o porquê ele não foi descoberto antes que fosse tarde demais. Um tribunal real identificou três possíveis culpados. Sven Lindberg – oficial encarregado da prevenção de incêndios no palácio –, Anders Andersson e Mattias Hansson, soldados escalados para a vigia de incêndio da noite, reportando a Lindberg. Foi apurado que Anders Andersson estava a fazer um serviço para a esposa de Lindberg, contra as normas de vigia de incêndio vigentes. Mattias Hansson, a seu turno, havia abandonado o seu posto para se deslocar à cozinha, onde fora buscar comida. Mattias declaru que a esposa de Lindberg havia lhe concedido permissão para fazê-lo – uma declaração que ela negou.

O tribunal real concluiu que Lindberg havia utilizado os soldados para os seus propósitos pessoais e de sua esposa. Também foi descoberto que havia aceite subornos em troca de colocar pessoas em determinadas posições no palácio.

Em fevereiro de 1698 foram lidas as sentenças. Sven Lindberg e Mattias Hanson foram condenados à morte, uma vez que ambos haviam negligenciado os seus deveres. Anders Andersson foi condenado ao “corredor polonês” (corredor da morte), uma punição física em que o condenado deve passar correndo entre duas fileiras de soldados que o agridem enquanto passa. As duas sentenças de morte foram, mais tarde, comutadas pela aplicação do corredor polonês, agravada com seis anos de trabalhos forçados na Fortaleza de Carlsten em Marstrand. A comutação não teve efeito para Lindberg, uma vez que veio a falecer enquanto corria entre os soldados.

Mais tarde, foram feitos projetos para construir um novo palácio no local. Os trabalhos foram entregues ao arquiteto Nicodemus Tessin, o Novo. O novo edifício, o Palácio Real de Estocolmo, foi concluído em 1754. Nicodemus faleceu em 1728, não tendo chegado a ver a obra concluída.

Uma réplica do castelo à escala de 1/3 foi executada como parte da Exposição Geral de Artes e Indústria de Estocolmo (1897) (em sueco, “Allmänna konst- och industriutställningen”) também referida como “Feira Mundial de Estocolmo” (em sueco, “Stockholmsutställningen”).

No início do século XX o arquiteto e artista Jacob Hägg concebeu uma proposta de recriação do castelo ao museu da marinha de Kastellholmen. A proposta foi apresentada numa pintura a óleo hoje depositada no Museu Nacional de História Marítima (“Sjöhistoriska museet”), em Djurgårdsbrunnsviken.

Características

Exemplar de arquitetura militar e civil, gótico, renascentista e barroco.

O primitivo castelo era composto por duas partes: a fortaleza (“högborgen”), situada no ponto mais alto da Gamla stan, dominada por uma torre de menagem ao centro, e o campo de cultivo (“ekonomigården”), um amplo espaço muralhado em uma cota mais baixa do terreno, nas margens do Norrström, a norte da fortaleza. Posteriormente, a área do campo de cultivo foi utilizada para erguer um palácio em estilo renascentista.

A fortaleza (“högborgen”) teve funções residenciais e foi preservada até ao grande incêndio de 1697. No campo de cultivo foram erguidas edificações de serviço adossados à parede norte, à margem do Norrström. Mais tarde foi instalada uma exploração agrícola de menores dimensões, a leste da fortaleza, nas margens do Skeppsbron, denominada “Smedjegården”.

A torre de menagem (mais tarde denominada como “Lilla borggården”) constitui, possivelmente, a mais antiga estrutura do conjunto, embora em sua origem fosse bastante mais baixa do que a atual.

No topo do Monte do Palácio, entre a “Storkyrkan” e o vértice sudeste do atual Palácio Real de Estocolmo, encontram-se duas interessantes marcas de pedra. A primeira assinala o bastião sudoeste do Castelo das Três Coroas, representado em pintura de Johan Fredrik Höckerts. A outra, o coro, no extremo leste da Catedral de São Nicolau, onde Gustavo I dispusera troneiras que permitiam que as armas do palácio pudessem disparar livremente.




  • Three Crowns Castle

  • Slottet Tre Kronor

  • Castle





  • Sweden

  • 1697 (AC)

  • Missing






  • Tourist-cultural Center

  • ,00 m2

  • Continent : Europe
    Country : Sweden
    State/Province: Stockholm
    City: Stockholm



  • Lat: 59 -20' 24''N | Lon: 18 -5' 42''E














Contribution

Updated at 09/05/2019 by the tutor Carlos Luís M. C. da Cruz.

Contributions with medias: Carlos Luís M. C. da Cruz (1).