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Forte de São Sebastião de Alcântara

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O Forte de São Sebastião de Alcântara está localizado na baía de São Marcos, no continente, na cidade de Alcântara, litoral do Estado do Maranhão.

A ocupação de Alcântara remonta a um primitivo aldeamento dos índios Tapuia, conquistado pelos índios Tupinambá e denominado Tapuytapera ("casa dos Tapuia") à época da chegada dos colonizadores franceses de Riffault.

Estabelecidas relações amistosas entre os dois povos (Claude d'Abeville, "História da Missão dos Padres Capuchinhos na ilha do Maranhão e terras circunvizinhas"), esta aldeia teria fornecido de 300 a 400 trabalhadores para a fortificação do nascente núcleo colonial na ilha Grande, depois São Luís, após a chegada de Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière (1612).

Com o apoio destes indígenas, mais tarde importantes aliados contra os portugueses, de São Luís partiram expedições francesas em direção aos rios Amazonas e Tocantins.

No contexto da União Ibérica (1580-1640), após a conquista de São Luís no Maranhão (nov/1615), Matias de Albuquerque (c. 1590-1647) é nomeado capitão dos aldeamentos de Tapuytapera, como Martim Soares Moreno o é para os de Cumã, ficando ambos subordinados ao governo da nova Capitania do Maranhão. Sede da Capitania de Cumã (1621), que compreendia 50 léguas de costa no litoral do Maranhão, tendo como donatário Antônio Coelho de Carvalho, irmão de Francisco de Albuquerque Coelho de Carvalho, Governador do Maranhão (1625-36), o advento da lavoura canavieira e o estabelecimento de engenhos de açúcar que tomam impulso a partir de 1645, bem como a exploração de sal, trazem o progresso à região. O arraial de Tapuytapera é elevado a Vila de Santo Antônio de Alcântara (1648), sendo criada a Câmara Municipal com quatro vereadores, um procurador, um escrivão e dois almotáceis. A partir de 1651 será construído um convento dos frades Mercedários e outro dos frades Carmelitas. Em 1716 os padres jesuítas fundam um colégio. Transformada em paróquia sob a invocação de São Matias, será elevada a freguesia em 1722.

Embora inicialmente pacifica, a relação dos portugueses com os indígenas evoluiu para a escravização destes últimos, o que conduziu à Revolta do índio Amaro. A carta régia de 1754 extinguiu a doação da Capitania de Alcântara e incorporou-a aos domínios da coroa. Os imperativos da produção e a proibição de manter os índios como escravos, determinou a importação de escravos africanos para Alcântara.

Com a finalidade de resolver as questões de oferta de capitais e de mão-de-obra, é formada a Companhia de Comércio do Grão Pará e Maranhão, integralizada em 1755, com o monopólio da navegação, do comércio externo e do tráfico de africanos, e que será responsábel por uma fase de prosperidade que marca a região no fim do período colonial.

Após a independência do Brasil (1822), Alcântara é elevada à categoria de cidade em 1836. A sua proximidade com a capital da Província, São Luís, atraiu a aristocracia rural do Maranhão, que ali construíram os seus sobrados. Durante a década de 1850, Alcântara possuía 81 fazendas agrícolas, 22 engenhos de açúcar, 24 fazendas de gado e mais de uma centena de salinas, o que lhe assegurava posição de destaque na economia provincial como produtora e exportadora de sal, açúcar, cachaça, couro e carne, algodão, arroz, farinha de mandioca, milho e peixe seco.

No contexto da Guerra Secessão norte-americana (1861-65), com o aumento da demanda pelo algodão maranhense por parte das indústrias inglesas, Alcântara alcançou o mais alto grau de desenvolvimento econômico e social. Dos quinze municípios que ocupam a baixada maranhense, exceto Santa Helena e Anajatuba, todos faziam parte do distrito de Alcântara, exportando através de seu porto.

Entre 1865 e 1870 inicia-se a decadência de Alcântara. Dentre as causas mais importantes destacam-se o final do conflito civil norte-americano, retomando a produção algodoeira, o esgotamento dos solos para a lavoura canavieira, a ascensão da lavoura canavieira na região sudeste e, a partir de 1888, a libertação dos escravos.

Apesar de remontar a um presídio estabelecido em 1697, uma obra de defesa fixa para proteção daquele porto e cidade só foi erguida pelo governador da Capitania, Joaquim de Mello e Póvoas, sob a invocação de São Sebastião (Forte de São Sebastião) (SOUZA, 1885:71), inaugurado em 17/jul/1763. Em precárias condições de conservação, em 1797 foi reconstruído pelo Governador D. Diogo de Souza, e rebatizado como Forte do Apóstolo São Matias, sendo artilhado com nove peças (SOUZA, 1885:71). Nela esteve detido o Governador da Capitania do Piauí, Capitão Carlos César Burlamáqui (1805-1810), de 1810 a 1811 (COSTA, 1974:224). Também conhecido como Forte de Alcântara, foi desarmado em 1880 (BARRETTO, 1958:80).

Da estrutura da fortificação sobrevive apenas muralha de pedra circundando o terreno, que abriga um campo de futebol, e antigos canhões dispersos.

No tricentenário da elevação da povoação à categoria de vila, pelo Decreto nr. 26.077-A (22/dez/1948) Alcântara passa a ser considerada como Cidade Monumento, tendo sido tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Investindo no turismo cultural e ecológico como forma de sobrevivência econômica, a cidade é candidata a Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.




  • Forte de São Sebastião de Alcântara

  • Forte de Alcântara; Forte do Apóstolo São Matias

  • Fort

  • 1697 (AC)



  • Joaquim de Melo e Póvoas

  • Portugal


  • Abandoned Ruins

  • National Protection
    O Conjunto arquitetônico de Alcântara foi erigido em Monumento Nacional, determinado pelo Decreto nº 26.077, de 22/12/48.
    Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico:
    Inscrição:067 Data:10-10-1974
    Livro Histórico:
    Inscrição:254 Data:29-12-1948
    Livro de Belas Artes:
    Inscrição:521 Data:10-10-1974
    Nº Processo:0390-T-48





  • Ruins

  • 0,00 m2

  • Continent : South America
    Country : Brazil
    State/Province: Maranhão
    City: Alcântara

    Localizado na Baía de São Marcos, no continente, do lado oposto à cidade e Ilha de São Luís, na cidade de Alcântara, no Estado do Maranhão.


  • Lat: 2 24' 34''S | Lon: 44 24' 45''W














Contribution

Updated at 01/12/2008 by the tutor Roberto Tonera.

With the contribution of contents by: Carlos Luís M. C. da Cruz.